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segunda-feira, 17 de julho de 2017

McDonald's lança casquinha de doce de leite, mas suspende a de chocolate | Saideira - O Globo

BY Agro Mecânica Tatuí IN No comments

 Casquinha de doce de leite



O lançamento da casquinha de doce de leite do McDonald's (R$ 2)
mobilizou as redes sociais. Foram muitos posts emocionados com a
novidade, já disponível na Argentina e no Uruguai.
Agora, o que o Saideira vai te contar é que, enquanto rolar o sabor
especial, os arcos dourados vão suspender a venda de sorvete de
chocolate! Isso mesmo. A partir do dia 26 de julho, nas unidades que
tiverem a tão falada casquinha, as opções serão doce de leite, baunilha
ou mista, com baunilha e doce de leite. Nada de chocolate.


Para saber onde experimentar o novo sabor ou se manter fiel ao
clássico, consulte o site do McDonald´s. A rede não soube informar,
porém, por quanto tempo vai valer o novo sabor.


E aí, com qual você fica?






McDonald's lança casquinha de doce de leite, mas suspende a de chocolate | Saideira - O Globo

sexta-feira, 11 de março de 2016

Como ser nota 10 na produção de leite - Mundo do Leite

BY Agro Mecânica Tatuí IN No comments

"Na propriedade, só não temos controle sobre o preço do leite", diz instrutor do Programa Balde Cheio

Ele era aquele garoto que, na fazenda do pai, ia para o pasto apartar os bezerros das vacas na hora da ordenha. Praticamente tem “leite no sangue”. Em 1992, logo depois de formado – em agronomia, como não poderia deixar de ser –, João Rosseto Junior continuou na atividade, auxiliando pecuaristas de uma associação de produtores de leite do Paraná a melhorarem seus índices produtivos. Conheceu o Projeto Balde Cheio no fim dos anos 1990. A partir daí prestou assistência técnica em Cerqueira César, em Itapeva, também no Estado de São Paulo. Já como instrutor do projeto, a convite do dr. Artur Chinelato, alçou voos maiores. Passou a prestar assessoria, já por meio de sua própria consultoria, a Agrodinâmica, montada em 2000, em Rondônia, Pernambuco, Piauí e até na Colômbia. Passou a ser o que o dr.Chinelato chama de “lactopsicoterapeuta”, ou seja, não só dá assistência técnica a produtores interessados em melhorar seus índices como a animar aqueles que estão quase desistindo.
Mundo do Leite – Como você começou no leite?
João Rosseto – Eu era aquele moleque que apartava os bezerros. Sou nascido e criado no sítio de minha família, em Piraju, interior de São Paulo. Eu ajudava a tirar leite, e desde bem pequeno gostava disso. Aí, quando tive de decidir o que ia cursar, fiquei em dúvida entre veterinária e agronomia. Optei por agronomia mas, em seguida, todos os meus cursos e treinamentos focaram na parte zootécnica, principalmente, que mescla um pouco de tudo. Hoje faço o que realmente gosto, que é alimentação de rebanhos, manejo, produção, reprodução, gestão...
A fazenda do seu pai ainda existe? É de pecuária leiteira?
Existe. Mas ele já se aposentou e não tira mais leite. Arrendou para a cana. Como eu viajo muito, não consigo ficar ali, cuidando dela o tempo todo, como é necessário para tocar uma atividade leiteira.
Então, a primeira pergunta ligada à produção: para a fazenda de leite ir para a frente, de fato, olho do dono é essencial? Dedicação constante e obrigatória?
Costumo falar que, no leite, não tem como não ser eficiente em tudo. E isso exige dedicação. Não tem como tirar bastante leite e produzir mal o alimento das vacas. Ou tirar muito leite a um custo muito alto. Não tem como ter bons índices reprodutivos, e o leite não ter qualidade... Todos os pontos têm de ser nota 10 para que realmente haja lucro na atividade. Não dá para ser mais ou menos. E isso exige dedicação.
Os produtores costumam reclamar muito do preço do leite – que, inclusive, está em valores mais baixos do que os bons preços de 2014. Diante desse cenário, você acha possível o produtor lucrar?
Lógico. A questão é a seguinte: o único fator que eu não consigo interferir diretamente é no preço do leite. Em todos os outros fatores, dentro de uma propriedade leiteira, eu consigo. E são eles que podemos aprimorar. Posso melhorar a qualidade do leite e conseguir um preço maior por litro, mas ter um leite de qualidade é obrigação e também consequência de tudo o que eu fiz da porteira para dentro. Então, preciso de um sistema de produção que dê resultado mesmo com o preço do leite em baixa. Ter um sistema funcionando bem, aliás, é essencial para que o produtor sobreviva em épocas de preços baixos.
Qual o perfil dos produtores que você atende?
Olha, são de pequenos, com 100 litros por dia, a médios, com 1.500 litros/dia, inclusive com propriedades que criam búfalos. E é um trabalho desafiador, porque, quando se trabalha com produtores deste porte, o que mais se ouve falar é que com a evolução da atividade os pequenos e médios vão “sumir” e dar lugar a propriedades maiores, de produção mais volumosa. Nossa proposta, então, é montar um sistema em que eles não sejam excluídos, como ocorreu, por exemplo, nos Estados Unidos e mais recentemente vem ocorrendo na Argentina. Montamos um sistema com custo muito baixo, com base pasto. Aí fica viável se manter na atividade e ter lucro. Não pregamos tecnificação excessiva, como confinamento, compost barn, free stall, alimentação só no cocho... Isso tudo se traduz em custos muito altos e exige escala grande de produção para compensar.
Com a adoção do Balde Cheio em larga escala, você acha que a tendência no Brasil é a manutenção desses pequenos e médios então?
Bem, no nível do Balde Cheio, com certeza. O programa dá justamente condições para quem quer continuar na atividade. Ele permite, dá oportunidade, não exclui ninguém, independentemente do tamanho. Vou dar um exemplo: você acha que uma propriedade de 2 hectares pode ser lucrativa no leite? Muita gente acha que não. E nós provamos que sim. Temos, no Piauí, uma propriedade de 2 hectares que tira 450 litros de leite por dia. Isso dá cerca de R$ 18 mil a R$ 20 mil reais por hectare/ano. O custo de produção dele é baixíssimo, de R$ 0,70 por litro, no máximo. A lotação, alta, de 22 unidades animais por hectare. É um resultado bastante interessante e viável. Base 100% pasto, com irrigação.
Falando em irrigação, muitos produtores acham que no Balde Cheio tem que se irrigar pasto. Como é isso?
Sim, muita gente acha isso, o que não é verdade. Cada propriedade tem de ser analisada de forma individual. Há áreas em que simplesmente não dá para usar irrigação. Vou lá, cavo um poço semiartesiano e vejo que a água é salobra. Ou seja, não pode ser usada. O que o projeto faz é analisar cada propriedade e ver o que é possível fazer nela para melhorar os índices produtivos e a gestão. Temos de adaptar as técnicas – que não são só irrigação – de acordo com a necessidade de cada fazenda. Não existe um pacote tecnológico fechado. Há diretrizes, mas não um pacote pronto para cada propriedade. Essas diretrizes e técnicas buscam a redução dos custos de produção. Técnicas não faltam. Atualmente, para qualquer situação já se desenvolveu uma técnica produtiva. Só é necessário saber utilizá-las para tornar a propriedade viável economicamente.
E no caso de uma propriedade com relevo muito acidentado, por exemplo?
Olha, é difícil, em qualquer terreno, que não haja um pedaço de terra possível de se instalar um pasto e intensificar seu uso, aumentando a lotação animal. Aí trabalhamos em cima disso. E o interessante: quando se intensifica a pastagem acaba até sobrando terra. Se numa propriedade de 50 hectares vou manter cerca de 40 animais só em 2 hectares – o que é bastante possível – sobram 48 hectares para outras atividades. Fiz isso com um produtor, que antes mantinha todo o rebanho leiteiro nos 50 hectares, e ele me disse: “Nossa, ganhei mais uma propriedade!”
Nessas andanças você já se deparou com produtor que estava a ponto de desistir?
Sim, muitos. É muito comum, aliás. Como o dr. Artur Chinelato (o principal difusor do Balde Cheio) fala, você tem de ser um “lactopsicoterapeuta”. Dentro do projeto Balde Cheio, não há só a parte técnica. Tem a parte motivacional também. A gente tenta animar o produtor, mostrando o que fazer e até onde ele pode chegar e até “desacerelá-lo”, quando está muito empolgado com os resultados. No fim do ano passado, por exemplo, fui a uma propriedade no interior de São Paulo, onde o produtor me disse que esta seria sua última tentativa. É uma área relativamente grande, com cana e mais 40 hectares para o leite. De outubro, quando comecei o trabalho, para cá, já conseguimos melhorar e afinar a reprodução, a produção de leite aumentou e a pastagem, rotacionada em 2,2 hectares, também está de ótima qualidade. Ele ficou animado porque agora acertou o manejo.
O que ele estava fazendo de errado anteriormente?
Primeiro, ele estava sem diretrizes. Os técnicos iam ali, acompanhavam o que estava sendo feito, mas sem planejamento geral e sem traçar objetivos. Não sabia calcular o tamanho do rebanho e a produção à qual ele queria chegar. Em segundo lugar, o controle de dados do rebanho, de reprodução e lactação, por exemplo, existia, mas estava solto. Ele anotava um monte de coisa, mas não sabia por quê. Separamos as bezerras, pesamos, fizemos controle leiteiro e várias outras medidas para melhorar a gestão da produção. E a coisa vai caminhando bem agora e ele está super animado. A questão é reunir os dados da propriedade, todos os números, e saber o que fazer com isso. Pelo menos uma vez por mês, se debruçar sobre esses números e ver que atitudes tomar. Ver, por exemplo, quais vacas produzem mais e dar o melhor alimento para elas – elas pagam o alimento com o leite. Quem trabalha melhor, ganha mais.
Nesses anos todos que você trabalha com o leite, acha que está melhorando a qualidade?
Melhorou sim, e bastante. Ainda tem muito o que melhorar, mas hoje em dia CBT, para o produtor, é contagem bacteriana total, e não marca de trator (risos). Em Rondônia, por exemplo, quando eu comecei a prestar assistência técnica, era uma tristeza. Via panela de pressão, recipientes reutilizados em cima daqueles tablados de madeira na porteira da fazenda para o caminhão de leite pegar. Imagina isso naquele calor. Hoje não se vê mais isso por lá. Ainda tem bastante latão, mas também há muito tanque de expansão refrigerado. Hoje se fala em qualidade.
E qual a responsabilidade dos laticínios em relação à melhoria da qualidade?
Deveria ser maior, mas teve mobilização na indústria em favor da qualidade também, principalmente por meio do pagamento adicional. Aqui no Estado de São Paulo, por exemplo, eu presto assessoria para uma associação de produtores em Cerqueira César, e que recebem pagamento por qualidade do leite já há alguns anos. Todo mundo tem acesso aos índices de todo mundo. E isso cria uma competição saudável. O pecuarista olha os índices do colega e fica comparando. Tentando melhorar, chegar aonde o colega chegou e ver o que ele faz pra isso. Vê CBT, CCS, índice de gordura... É positivo.
E sobre técnicos? Os produtores ainda não se conscientizaram de que é bom ter um acompanhando a propriedade com frequência?
Infelizmente, ainda não. Atualmente, o que mais acontece é chamar o técnico quando a “vaca está indo pro brejo”. São chamados pontuais. Por exemplo, quando a vaca está tentando parir há dois dias, quase morrendo, aí ligam pro veterinário. Ou tentam fazer algo diferente por conta própria, não dá certo, e aí chamam o técnico pra consertar. Mas o fato, também, é que não há tantos técnicos assim que realmente entendam de gestão da propriedade em todos os seus níveis. Há poucos treinados para isso. E o técnico tem de entender de animal, de administração, de pasto... E o que não entender, tem de conhecer alguém de confiança que entenda. E não deve haver resistência do produtor em contratar um técnico. Ele tem de perceber que o técnico é seu parceiro e vai auxiliá-lo a aumentar a produção e lucrar mais.
Treinar técnicos com essa visão geral é uma das premissas do Balde Cheio, não?
Sim, exatamente. O que se pensa do Balde Cheio, erroneamente, é que ele é um projeto de piquete rotacionado ou de pasto irrigado. Isso é um absurdo. Primeiro, que o projeto é de transferência de tecnologia para treinar técnico e produtor de leite pra trabalhar na propriedade leiteira. Mas o Balde Cheio é, fundamentalmente, um projeto de gestão.
* Matéria originalmente publicada na Revista Mundo do Leite de março de 2015. Para assinar a revista, acesse: http://goo.gl/6YNqL8. 
Fonte: Revista Mundo do Leite 77
Como ser nota 10 na produção de leite - Mundo do Leite

sábado, 23 de janeiro de 2016

Unilever: crescimento do consumo de manteiga põe em cheque negócio de margarina - Leite & Mercado - Giro Lácteo - MilkPoint

BY Agro Mecânica Tatuí IN No comments









A substituição do chefe da unidade de margarina da Unilever , nesta semana, levanta dúvidas sobre o futuro da área na segunda maior empresa do setor de consumo no mundo. A divisão de margarina não é um negócio qualquer para a Unilever. A empresa foi fundada em 1929 por meio da união da fabricante britânica de sabão Lever Brothers e a holandesa Margarine Unie, que começou a fabricar a pasta de origem vegetal em 1872. Hoje, a rival da Procter & Gamble é a maior fabricante de margarina do mundo, dona de marcas como Becel, Promise e Imperial.

Mas uma mudança global no gosto dos consumidores tem atrapalhado os esforços da Unilever para revitalizar o negócio, e há especulações crescentes sobre a possibilidade de venda da unidade de margarina.

Ao mesmo tempo, o diretor-presidente, Paul Polman, vem diminuindo o foco da empresa em sua área de alimentos, que tem apresentado um baixo crescimento. Em vez disso, ele está se concentrando nos produtos de cuidados pessoais e para o lar, um segmento que cresce mais rapidamente, oferece margens maiores e inclui itens como pastas de dente, que custam em torno de US$ 15 nos Estados Unidos, e hidratantes infusos em óleos minerais.

Há apenas pouco mais de um ano, a Unilever informou que estava desmembrando seu negócio de margarina na Europa e nos EUA numa unidade própria de "panificação, culinária e cremes vegetais" que, dessa forma, poderia administrar seus custos e tomar decisões de forma independente do resto da companhia. No comando da unidade, Polman colocou Sean Gogarty, que já havia sido seu subordinado direto no passado, enquanto estava na área de marketing de produtos de limpeza para casa. Polman comparou o desmembramento do negócio de margarinas a colocar uma criança doente em um quarto separado dos irmãos e enchê-la de cuidados extras.

Mas, na terça-feira, ao divulgar o resultado do ano passado, a Unilever afirmou que "não foi capaz de conter a contração contínua do mercado [de margarinas] em países desenvolvidos". A companhia nomeou Nicolas Liabeuf, ex-diretor de operações de marketing, como substituto de Gogarty. Uma pessoa a par da saída de Gogarty disse que ela foi motivada por visões incompatíveis sobre como o negócio de cremes vegetais deve ser gerido. A Unilever não quis comentar. Na terça-feira, o analista Jeff Stent, da empresa de investimentos Exane BNP Paribas, disse que a saída de Gogarty da Unilever levou a um "inevitável aumento da especulação sobre uma saída geral" da Unilever do negócio de cremes vegetais.

A Unilever está trabalhando para ampliar as margens dos seus produtos de cuidados com a casa, fortalecer seu braço de cuidados pessoais e reduzir os custos de toda a empresa, iniciativas que, segundo analistas, reduzem sua dependência da unidade de margarina. A unidade, que responde por 4% das vendas da Unilever, continua altamente rentável e há muito é uma grande geradora de caixa para a empresa, apesar de vir afetando há anos o crescimento das vendas de alimentos.

Uma grande parte do problema da unidade de margarina é o ressurgimento doconsumo de manteiga, depois de o produto ter passado décadas sendo culpado de obstruir artérias e deixar as pessoas mais gordas. Os consumidores passaram a ver a manteiga como um produto mais natural e saudável do que a margarina. No ano passado, as vendas unitárias de manteiga e misturas de manteiga cresceram 4,2% nos EUA, enquanto as vendas de margarina caíram 8,9%, segundo dados da empresa de pesquisa IRI.

No Brasil, as vendas no varejo tanto de margarina quanto de manteiga estão em queda, mas as de margarina estão recuando mais rápido, afirma a Euromonitor. No ano passado, foram vendidas 77,7 mil toneladas de manteiga no Brasil, 0,6% a menos que em 2014. Já o volume de margarina recuou 2,1% no ano passado em relação a 2014, para 38 mil toneladas.

Em outubro, o McDonald's disse que estava substituindo a margarina por manteiga no seu lanche Egg McMuffins, nos EUA, para ajudar a impulsionar o crescimento das vendas do sanduíche para um percentual de dois dígitos. "Os consumidores gostaram da mudança", disse o diretor- presidente do McDonald's, Stephen Easterbrook, no segundo semestre do ano passado.

Enquanto a isso, os preços da manteiga na Europa em 2015 ficaram abaixo dos da margarina pela primeira vez, segundo Polman, depois que a Rússia baniu as importações de lácteos da Europa.

Se a Unilever decidir vender sua divisão de margarina - cujo valor o banco Société Générale estima em € 7 bilhões (US$ 7,62 bilhões) -, não está claro quem pode querer comprá-la. "Quem comprar, se é que alguém vai comprar, terá que lidar com a mesma dinâmica: um consumo de pão decrescente e a dinâmica com a Rússia", disse o presidente da Unilever. Uma opção seria a Unilever formar uma joint-venture na qual tivesse uma fatia de 49%, o que lhe permitiria "compartilhar sinergias, mas desmembrar o negócio, sem abandonar seu legado", diz Warren Ackerman, analista do Société Générale.

A participação de 27% da Unilever no mercado de margarina a torna seis vezes maior que sua rival mais próxima, a Bunge. Por isso, uma joint venture parece ser mais provável do que uma venda imediata, diz Ackerman. Polman disse que uma decisão final sobre o negócio de cremes vegetais requer uma análise concreta dos números. "Só porque está caindo não significa que você simplesmente vai vender; você só vende se o preço que pode obter for melhor do que se você ficasse" com o negócio, disse ele a jornalistas.

As informações são do Valor Econômico.


Unilever: crescimento do consumo de manteiga põe em cheque negócio de margarina - Leite & Mercado - Giro Lácteo - MilkPoint

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Impostos prometem encarecer leite longa vida em 2016 no Paraná - Leite - MILKPOINT

BY Agro Mecânica Tatuí IN No comments





 Duas mudanças nas regras de cobrança do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) prometem encarecer o leite longa vida (UHT)
em 2016. Desde 1º de janeiro o alimento deixou de fazer parte do rol de
itens da cesta básica isentos da cobrança do imposto. Além disso, o
produto foi incluído no regime da substituição tributária, em um
movimento que favorece os laticínios estaduais, mas promete encarecer o
leite trazido de outros estados. As alterações foram oficializadas por
meio do decreto 3.049, publicado no último dia 17 de dezembro no Diário
Oficial.

A principal alteração decorre da substituição
tributária, já que a cobrança do ICMS passa a ficar concentrada na
indústria, e não mais ao longo da cadeia. O modelo, já vigente no leite
em outros estados, tem a finalidade de “manter a competitividade das
empresas do Paraná frente a benefícios semelhantes concedidos por outras
unidades federadas a seus contribuintes”, conforme aponta o sumário do
decreto, divulgado no site oficial da Secretaria Estadual da Fazenda
(Sefa).

A mudança é considerada positiva pelos laticínios paranaenses,
que afirmam ser prejudicados no modelo atual. “Estamos lutando há mais
de quatro anos por essa mudança, que será boa para a indústria
estadual”, resume o diretor-executivo da Frimesa, Elias Zydek. Ele
explica que o leite produzido no Paraná é direcionado a outros estados e
paga uma taxa total de 18% de ICMS. Na contramão, o leite que provém de
outros estados é tributado em 12%, o que gera desigualdade de
condições. Com as mudanças, o produto importado terá um acréscimo de 6%
ao cruzar a fronteira paranaense, atingindo os mesmos 18% de incidência
do ICMS.

Divergências
Representantes da cadeia produtiva
de outros estados criticam as novas regras. “O ideal é haver isonomia
fiscal. A mudança é prejudicial para nós, levando em conta que somos um
estado exportador de leite”, afirma o presidente do Sindicato da
Indústria de Laticínios e Produtos Derivados do Estado do Rio Grande do
Sul (Sindilat/RS), Alexandre Guerra. Os gaúchos direcionam mais de 60%
da produção local para outras regiões do país e têm o Paraná como um
cliente cativo.

Para Guerra, o ônus sobre a indústria deverá
respingar no consumidor. “A indústria e o produtor trabalham com margens
no limite, então parte desse custo terá que ser bancado pelo
consumidor. Como as alterações na legislação ainda são recentes o setor
não conseguiu estimar qual será o valor da alta no varejo”.

O
argumento gaúcho é rebatido pelos paranaenses. Para Zydek, da Frimesa,
não há prejuízo ao consumidor com as mudanças. “Na prática isso não muda
nada para o consumidor, pois essa diferença de valores acabava ficando
no varejo”, argumenta.

As informações são da Gazeta do Povo. 



Impostos prometem encarecer leite longa vida em 2016 no Paraná - Leite

terça-feira, 8 de setembro de 2015

Produção de leite está em decadência por desestímulo em Mato Grosso :: Notícias do Agronegócio - AgroOlhar

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Da Redação - Viviane Petroli
Foto: Rafael Manzutti
Produção de leite está em decadência por desestímulo em Mato Grosso
 A produção de leite em Mato Grosso está
em decadência em Mato Grosso devido à falta de estímulo. O baixo preço
pago pelo litro do leite é o principal fator apontado por produtores. Em
junho o preço médio pago ao produtor era de R$ 0,809 centavos, abaixo
dos R$ 0,831 pagos em 2014 pela captação daquele mês.



A cadeia produtiva de Mato Grosso, segundo especialistas da área, passa
por uma situação delicada, visto o segmento estar passando pelo período
da entressafra. “Há dificuldade, hoje, na produção de leite dada a seca
que o estado atravessa neste momento, além disso, o valor pago pelo
litro não está remunerando o produtor, diante todos os gastos que ele
tem para conseguir produzir”, comenta o gestor executivo da Associação
dos Produtores de Leite de Mato Grosso (Aproleite) Carlos Augusto
Zanata.



De acordo com o produtor em Dom Aquino, Valdecio Rezende Fernandes, quem
está na atividade ainda é em decorrência o investimento já realizado e
pela agricultura de subsistência.



Leia mais:

Senartec Leite irá atender 120 propriedades na região de Pontes e Lacerda por dois anos



“A produção está em decadência no estado por desestímulo. O preço está
baixo. O Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar
(Pronaf) liberou recursos, porém não deu infraestrutura. O produtor
adquiriu vaca, mas não teve capacitação”, comenta o produtor de Dom
Aquino.



Outro fator que impacta a cadeia produtiva do leite é o consumo “frio”, ou seja, em baixa.



Em Mato Grosso cerca de 51% dos produtores de leite produzem até 50
litros/dia, ou seja, são produtores da agricultura familiar.



A produção no estado é de aproximadamente 780 milhões de litros de leite
ao ano, entorno de 2 milhões de litros por dia. No ranking nacional
Mato Grosso é o oitavo maior produtor.



De acordo com o gestor executivo da Aproleite, Carlos Augusto Zanata, o
custo de produção varia conforme a propriedade, uma vez que na
agricultura familiar não há mão de obra contratada e na pecuária
intensiva se tem contratações e investimentos em tecnologia.



“Mas, o preço médio, se você for contar a depreciação de equipamento,
pelo menos R$ 0,85 centavos é um número que temos de custo e é isso o
que estamos recebendo pelo leite. Hoje, está empatando (custo de
produção e valor recebido) ou pagando para produzir. Conduto, na
situação de seca que estamos é algo momentâneo”, declara Zanata.



Entraves



A nutrição animal é um dos entraves da cadeia produtiva do leite,
seguida da logística e energia, em Mato Grosso. “Para aumentar a
produção é preciso investir em assistência técnica, tecnologia e
principalmente nutrição animal, pois é o nosso gargalo de produção esta
época do ano”, frisa o gestor da Aproleite.





Produção de leite está em decadência por desestímulo em Mato Grosso :: Notícias do Agronegócio - AgroOlhar

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Produtores britânicos levam vacas a supermercado em protesto pelos baixos preços - Leite & Mercado - Giro Lácteo - MilkPoint

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Duas vacas foram levadas a um supermercado da rede Asda, no Reino Unido, como parte de um protesto pelo preço que os produtores têm recebido pelo seu leite.
A polícia foi chamada por volta do meio dia e meia do domingo em
Queensway, Stafford, após as novilhas terem acompanhado cerca de 70
pessoas que faziam o protesto.

Em um vídeo postado na internet
sobre o protesto, um dos participantes disse: “Esse leite não deveria
ser mais barato do que uma garrafa de água”.



Esse
é mais um de uma série de protestos que vêm sendo feitos no país com os
produtores dizendo que o preço que recebem pelo leite é insustentável
.
Anteriormente, os produtores tinham limpado as prateleiras de leite dos
supermercados, no que eles chamaram de “Milk Trolley Challenge”.



Os
produtores disseram que precisam receber pelo menos 30 centavos de
libra esterlina (46,73 centavos de dólar) pelo leite para cobrir seus
custos, mas que receberam, em média, 23,66 centavos de libra (36,85
centavos de dólar) em junho, de acordo com a organização britânica, AHDB
Dairy.

A Arla, maior cooperativa britânica de leite, anunciou um
corte de preço de 0,8 centavos de libra (1,24 centavos de dólar) por
litro – levado o preço do litro para 23,01 centavos de libra (35,84
centavos de dólar) aos membros do Reino Unido.

A reportagem é do The Telegraph, traduzida pela Equipe MilkPoint.




Produtores britânicos levam vacas a supermercado em protesto pelos baixos preços - Leite & Mercado - Giro Lácteo - MilkPoint

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Empresas devem mais de R$ 1,8 milhão para produtores de leite de Augusto Pestana - Radio Progresso

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O
valor financeiro pendente para produtores de leite da região ainda não
teve solução. Somente para agricultores de Augusto Pestana, empresas
devem 1 milhão, 857 mil reais. O levantamento é do Sindicato dos
Trabalhadores Rurais. A Latvida deve mais de R$ 718 mil desde agosto de
2013, para 158 produtores.
 

O valor financeiro pendente para
produtores de leite da região ainda não teve solução. Somente para
agricultores de Augusto Pestana, empresas devem 1 milhão, 857 mil reais.
O levantamento é do Sindicato dos Trabalhadores Rurais. A Latvida deve
mais de R$ 718 mil desde agosto de 2013, para 158 produtores.

Já a Rei do Sul tem débito de R$ 38,8
mil e Prolat mais R$ 28 mil, referente ao período de fevereiro e março
do ano passado. A Promilk, por sua vez, deve R$ 282 mil desde
agosto/setembro de 2014. Por fim, a LBR/Bom Gosto precisa quitar dívida
de R$ 790 mil com produtores de leite de Augusto Pestana, débito de
setembro e outubro do ano passado.

O presidente do Sindicato dos
Trabalhadores Rurais do Município, Remi Beck, ressalta que com a Latvida
deve ser adotado meio judicial para tentar conseguir o dinheiro. Em
relação à Rei do Sul existe perspectiva de requisitar penhora de bens.
No que diz respeito à Promilk, a empresa está em recuperação judicial e é
aguardada assembléia de credores. Sobre a LBR/Bom Gosto o meio também
deve ser ação judicial. Com a Prolat não há muita expectativa.

https://radioprogresso.com.br/esportes?pg=desc_noticia&id=17586&nome=Empresas%20devem%20mais%20de%20R$%201,8%20milh%E3o%20para%20produtores%20de%20leite%20de%20Augusto%20Pestana&cat=Agricultura

segunda-feira, 13 de julho de 2015

Fraudes no RS migram para derivados do leite e atingem outros Estados - Economia - Estado de Minas

BY Agro Mecânica Tatuí IN No comments

Porto Alegre, 12 - O promotor do Ministério Público responsável pelas investigações da operação Leite Compen$ado, Mauro Rockenbach, reconhece os avanços de mais de dois anos de combate a fraudes na produção de leite no Rio Grande do Sul, com quase 50 prisões e 14 condenações, mas alerta que os crimes ainda fazem parte da realidade do setor. A diferença é que, como os grandes laticínios estão mais rigorosos no recebimento de matéria-prima, o leite cru adulterado passou a ser direcionado a empresas menores que fabricam derivados, algumas em outros Estados. Segundo ele, as indústrias maiores temem problemas e estão rejeitando carregamentos. "As cargas vão para queijarias, para pequenos fabricantes que têm uma redução na sua categoria de fiscalização", disse Rockenbach, da Promotoria de Justiça Especializada Criminal do MP/RS, em entrevista ao Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado.

Ele lembra que a operação Queijo Compen$ado, deflagrada no mês passado, reflete essa migração na dinâmica criminosa da cadeia - esta é a primeira ramificação da Leite Compen$ado, que começou em 2013 e até agora contabiliza oito etapas em diferentes pontos do Rio Grande do Sul. A fraude realizada na Lacticínios Progresso, na cidade de Três de Maio, no norte gaúcho, envolvia a adição de milho ao queijo, para mascarar a colocação de água no leite usado no processo de produção. Também ficou comprovada a compra de leite fora dos padrões da indústria. Dez pessoas foram denunciadas.

A equipe de Rockenbach tem outras quatro operações em andamento, com foco em leite e em derivados que não se restringem ao queijo. O promotor explica que, quando o Ministério Público do Rio Grande do Sul teve acesso aos primeiros laudos laboratoriais que indicavam a presença de formol em amostras de leite, entre 2012 e 2013, não se imaginava que a investigação tomaria essa dimensão. "Achávamos que era uma quadrilha organizada em um ou dois pontos do Estado. Hoje sabemos que se trata de uma cultura criminosa", disse Rockenbach, que trabalha em conjunto com a Promotoria de Defesa do Consumidor.

Em parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária, o MP/RS descobriu dois tipos de adulteração: a fraude de volume consiste na adição de água para aumentar a quantidade de leite comercializado e simultaneamente de ureia (que tem o formaldeído na sua composição) para mascarar essa dissolução; já a outra é de qualidade e trata do uso de substâncias como soda cáustica e água oxigenada, com o objetivo de recuperar propriedades do leite em deterioração, evitando perdas. Nas oito etapas da Leite Compen$ado, foram identificadas fraudes por parte de postos de resfriamento, transportadores e, em alguns casos, das próprias indústrias de laticínios.

Conjunto de ações

Rockenbach argumenta que não se combate uma cultura criminosa somente com repressão. "(Os fraudadores) vão continuar fazendo porque o meio permite", disse. Segundo ele, a fiscalização do Ministério é deficiente tanto em número de fiscais como em horário de atuação. O promotor também critica o fato de o Regulamento da Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos de Origem Animal (Riispoa) - que é a legislação federal específica do agronegócio - datar de 1952 e não ter sido atualizada pelo governo desde então.

De acordo com Rockenbach, um dos maiores problemas do setor é a falta de regulamentação para a atividade do transportador de leite, que poderia ser resolvida com uma atualização do Riispoa ou com a aprovação de lei estadual - em ambos os casos há propostas em avaliação há anos. Além disso, ele defende que seja feito um trabalho mais forte de qualificação e conscientização dos profissionais da cadeia leiteira, bem como o maior rigor na legislação penal para casos de fraude com alimentos.

"Estamos andando em círculos. Há avanços, mas não com a velocidade que deveria, não com a importância que deve ter o tema", afirmou. "Outras medidas têm que caminhar em paralelo (às investigações do MP/RS) para que o setor fique tranquilo. Senão teremos cada vez mais focos de adulteração, porque não há um desencorajamento. Pelo contrário, é vantajoso cometer o crime; eles sabem que não vamos pegar todas as situações de fraude."

Rockenbach diz que, sem uma ação mais ampla no País, será difícil evitar que fraudes como a do leite se repitam com derivados e também com outros alimentos. Outra consequência é a disseminação dos produtos adulterados para regiões que ainda não são alvo de uma investigação extensiva. "Hoje o leite bom está ficando aqui. O leite ruim está migrando para pequenas indústrias ou está saindo do Estado", disse. "Santa Catarina fez três operações e percebeu a mesma situação. O leite ruim está saindo de lá e indo para São Paulo."



Fraudes no RS migram para derivados do leite e atingem outros Estados - Economia - Estado de Minas

sexta-feira, 3 de julho de 2015

Saputo mira mercados emergentes para crescer - Leite & Mercado - Giro Lácteo - MilkPoint

BY Agro Mecânica Tatuí IN No comments

Quando a Saputo Inc., maior produtora de leite do Canadá, venceu a disputa para adquirir uma das maiores fábricas de lacticínios da Austrália em 2014, pode ter parecido, a quem olhava de fora, que a empresa fez uma movimentação rápida de última hora, aproveitando a oportunidade de um acordo rápido. Mas aqueles que prestaram mais atenção sabem que isso está longe da verdade: CEO Lino Saputo Jr., discretamente, fez incursões com a Warrnambool Cheese and Butter Factory Co. por mais de uma década.



Ele fez o primeiro contato com a leiteira australiana há 12 anos, e desde então foi aprofundando seu conhecimento sobre a empresa e o mercado, esperando pacientemente um momento em que um acordo poderia ser feito. "Tomou um tempo considerável", diz Saputo, que transformou seu negócio de família em um gigante do setor através de uma série de aquisições. Desde que a companhia abriu seu capital, em 1997, ele abocanhou cerca de duas dúzias de empresas menores, no valor total combinado de mais de US $ 4,7 bilhões. E, em uma entrevista recente, o CEO deixou claro que ainda não está satisfeito. Ao longo deste ano fiscal, a Saputo poderá adicionar mais três empresas ao seu portfólio cada vez maior - com destaque para a América do Norte, América Latina e Oceania como as regiões-chave que ela está de olho. Mas não espere movimentos declarados: o estilo de Saputo é ser paciente e sempre pensar três movimentos adiante.

A Saputo emergiu como a vencedora da negociação australiana, com um lance de US$ 450 milhões em dinheiro - dos maiores acordos da história da empresa, que surgiu em 1950 como uma empresa familiar que entregava muçarela fresca em domicílio. Em 1970 e 1980, a empresa comprou fábricas em todo o Canadá. Em 1988 entrou no mercado norte-americano através da aquisição de duas fábricas de queijo. Depois realizou uma série de aquisições estratégicas na década de 1990 que ajudaram a diversificar suas linhas de produtos e aumentar seu número de consumidores no Canadá e os EUA. Em seguida, expandiu suas operações para além da América do Norte na década de 2000 por meio de aquisições de duas plantas argentinas, uma série de instalações européias e, mais recentemente, a sua leiteria australiana.

Agora, com 12.000 funcionários ao redor do mundo e US$ 14,1 bilhões em valor de mercado, a Saputo é uma das 10 maiores processadoras de lácteos do planeta. Mas, para manter a sua posição e impulsionar crescimento, a empresa vai ter que ir além. O mercado de lácteos canadense torna-se cada vez mais competitivo, em especial na última década - fato que ficou evidente em junho, quando a Saputo divulgou seus resultados trimestrais mais recentes. A empresa descreveu o último ano fiscal como o mais competitivo. Uma guerra de preços começou no ano passado com Agropur e Parmalat, os dois maiores rivais da Saputo e levou a uma queda de 12% do lucro no setor canadense da empresa no terceiro trimestre comparado com o ano anterior. 

O mercado interno apresentou também outro tipo de desafio: ativistas de bem-estar animal acusaram a empresa por práticas desumanas utilizadas por um dos seus fornecedores. A empresa introduziu desde então uma política de bem-estar animal em todas as suas operações no globo - um passo que a Saputo espera que lhes permita assumir um "papel de liderança" no tratamento mais humanizado dos animais.

No plano internacional, entretanto, Saputo Inc. tem visto um aumento de 42% de receita no ano fiscal corrente (em comparação com um crescimento de 5% e 18% no Canadá e nos Estados Unidos, respectivamente), e diz que busca crescer ainda mais por meio de aquisições futuras. A empresa já analisou mais de 200 possibilidades desde a abertura de capital; no momento as mais promissoras são aquelas em mercados emergentes, onde o consumo de produtos lácteos ainda está começando. "Nós estamos felizes com o crescimento de 1% a 2% nos mercados norte-americanos e em manter a nossa presença lá", diz Saputo, "mas nós estamos sondando mercados emergentes, que estão mostrando mais potencial de crescimento do que os mercados desenvolvidos".

David Sparling, professor e presidente de inovação e regulamentação agro-alimentar na Ivey Business School, diz que a estratégia de Saputo, até agora, deixou claro que quer ser relevante internacionalmente. "Eles querem construir mercados internacionais e domésticos", diz Sparling. "Quando você olha para onde eles estão: Estados Unidos, Argentina e Austrália - são mercados domésticos atraentes e ao mesmo tempo boas jogadas internacionais".

Um dos mercados mais tentadores, Saputo diz, é o Brasil, que ocupa o quinto lugar na produção de leite no mundo e foi o maior produtor de leite na América Latina em 2008, com uma quota de mercado de 46%, de acordo com um relatório do Wisconsin Internacional Trade Team. Saputo vê uma grande oportunidade porque a indústria de laticínios do Brasil ainda é muito fragmentada e, geograficamente, é perto para a Argentina, onde a empresa canadense já tem uma base. "A maior empresa pode ter US$ 1 ou 2 bilhões em vendas. Eles podem representar menos de 10% de toda a indústria e o resto dos jogadores são todos de pequeno e médio tamanho, variando de US$ 20 milhões em vendas a US$ 100 ou US$ 200 milhões. ", Diz Saputo. "Vemos um grande potencial em um consolidador no Brasil".

Saputo também vê potencial em alto teor de proteína ou leite aromatizado, queijos aromatizados e zipper-bag de queijo desfiado para atrair os consumidores. "Os consumidores no Brasil podem não estar habituados a produtos lácteos progressistas e inovadores", diz ele. "já nós estamos muito familiarizados com estes produtos e acho que podemos agregar valor ao sistema, além de serem consolidadores dentro do Brasil".

Outra área de interesse é Oceania, um prolífico produtor de leite. A Saputo vai continuar a crescer na Austrália, diz ele, e também está considerando possibilidades na Nova Zelândia, apesar de estabelecer uma base lá ser complicado, pois o mercado está fortemente concentrado.

A China é também um mercado emergente extremamente lucrativo para empresas de laticínios, dado o tamanho de seu mercado. A produção leiteira chinesa e o consumo aumentaram nas últimas três décadas, com a média de crescimento anual de 12,8% desde 2000 - como resultado da evolução das tendências de dieta, que estão mudando mais para alimentos ocidentais, de acordo com um relatório do Instituto de Política Agrícola e Comercial. O escândalo da melamina em 2008 forneceu grandes oportunidades de negócios para os produtores estrangeiros, já que os chineses já não confiavam mais em marcas nacionais. Por enquanto, porém, a Saputo não tem planos de criar operações na China, limitando o sua ligação com o país à exportação de leite em pó e UHT.

O sucesso global da Saputo não é garantido: Em seu último relatório trimestral, ela informou um lucro ajustado de 32 centavos de dólar por ação, bem abaixo da estimativa de 40 ¢ estimados. Isso ocorreu, pelo menos em parte, devido a uma queda abrupta e significativa nos ganhor do ano fiscal anterior - 28 milhões dólar mais baixo, em comparação com o trimestre correspondente. Peter Sklar, analista do Bank of Montreal, escreveu em um relatório que os ganhos também serão suprimidos em 2016, principalmente devido aos baixos preços das commodities lácteas.

Ainda assim, Saputo vê um futuro promissor para a empresa: "os mercados internacionais podem continuar a ser um desafio para esse ano e talvez em 2016, mas os nossos bases são sólidas e eu sinto muito otimista quanto ao nosso posicionamento atual".

As informações são do Canadian Business, traduzidas pela Equipe MilkPoint.



Saputo mira mercados emergentes para crescer - Leite & Mercado - Giro Lácteo - MilkPoint

quinta-feira, 9 de abril de 2015

Hora do leite: Por que o leite coalha? - Blog - Vanerli Beloti - MilkPoint

BY Agro Mecânica Tatuí IN No comments

 Alguns leitores
perguntaram por que às vezes o leite coalha quando a gente ferve. Hoje
já é bem mais raro isso ocorrer, porém ainda acontece.



O constituinte do leite envolvido com a coagulação é a proteína, a
caseína do leite. Quando ela coagula a gente diz que o leite “coalhou”
ou “talhou”. E porque a proteína coagula? Acontece que a proteína gosta
de estar em temperatura ambiente e também gosta que um leite esteja em
um pH neutro, próximo ao da água. 


Quando o leite tem muitas bactérias ele vai acidificando porque as
bactérias produzem acido lático, que como o nome diz, á acido.

 
 




O acúmulo desse ácido abaixa o pH e torna o leite mais ácido, a acidez
muito alta sozinha já é o suficiente para fazer o leite coagular, é
fácil de ver isso quando pingamos limão no leite, o leite coagula na
hora, mas voltando ao nosso caso, a proteína quando o leite esta meio
ácido já não esta confortável na situação de acidez, ela fica instável,
isso quer dizer que se mais alguma coisa se alterar ela esta prestes a
coagular, um exemplo é a temperatura, a hora que a gente aquece o leite
ácido a proteína não aguenta e coagula.



Então é isso, o leite coagula quando a gente ferve porque já estava
ácido, ou no popular, já estava ficando azedo antes de ser aquecido. Se
aconteceu de você ter tomado o leite azedo não precisa se preocupar, a
acidez tem sabor ruim mas normalmente é produzida por bactérias que não
causam doenças, pelo contrário, as bactérias que causam doença não
conseguem crescer quando o leite esta acido. E só para lembrar, o leite
pasteurizado não precisa ser fervido.



Opinião O texto deste colunista não reflete necessariamente a opinião do site MilkPoint.

Saiba mais sobre o autor desse conteúdo:





Hora do leite: Por que o leite coalha? - Blog - Vanerli Beloti - MilkPoint

terça-feira, 3 de março de 2015

Ministério da Agricultura quer aumentar a produção leiteira — Portal Brasil

BY Agro Mecânica Tatuí IN No comments

 Produtores dos cinco principais estados que garantem a produção de leite
do País serão beneficiados por um novo programa do governo federal



Produtores do Rio Grande do Sul,
Santa Catarina, Goiás, Minas Gerais e Paraná — os cinco principais
estados que garantem o abastecimento de leite no país — serão
beneficiados por um novo programa do Ministério da Agricultura.


Os principais pontos do programa começaram a ser discutidos em
reunião da ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Kátia
Abreu, com representantes do setor, na última quinta-feira (26).


“A ideia é dar continuidade ao que está dando certo e trabalhar para
melhorar o que dá para melhorar”, afirmou a ministra no encontro. “Vamos
ajudar o produtor nisso”, completou.


O programa vai contemplar pequenos e grandes produtores dos cinco
estados que, juntos, são responsáveis por 73% de toda a produção de
leite brasileira.


A ministra marcou para março uma nova reunião de apresentação do
pré-projeto, que está sendo elaborado com a ajuda do Senar, FAEMG, CNA,
Viva Lácteos, CBCL, Itambé, OCB e Confepar. Serão convidadas outras
entidades interessadas na área, como a Embrapa e o Sistema S.


O que poderá ser feito


Medidas para a erradicação da brucelose e da tuberculose no rebanho leiteiro;


  • Criação de um fundo indenizatório para eventuais abates
    decorridos da tuberculose bovina, doença incurável e transmitida pelo
    ar. A única forma de controle é o abate;
  • Melhoramento genético do rebanho por meio de inseminação artificial e fertilização in vitro a fim de aumentar a produtividade;
  • Fornecer assistência técnica e colocar à disposição dos agricultores
    pacotes tecnológicos capazes de atender a diferentes volumes de
    produção;
  • Criação de novos laboratórios de análise da qualidade do leite;
  • Melhores condições na aquisição de crédito para custeio e investimento;
  • Marco regulatório para o setor.

Produção leiteira no Brasil



O volume de leite produzido no Brasil vem crescendo a cada ano. Foram
34,4 bilhões de litros em 2013 e, de acordo estimativas do IBGE, 36
bilhões em 2014.


A produção total no país aumentou 50% nos últimos 10 anos, mas esse
bom desempenho se deve mais ao incremento do número de vacas ordenhadas
do que à melhora da produtividade, que foi ampliada em apenas 23% no
mesmo período.


Em 2014, o país teve o segundo melhor desempenho da história no valor
das exportações de lácteos, com US$ 345,4 milhões, o que correspondeu a
volume de 86 mil toneladas. A cifra, porém, ainda está longe do
montante de US$ 16,6 bilhões exportados em carne, por exemplo.


Fonte:
Ministério da Agricultura








Ministério da Agricultura quer aumentar a produção leiteira — Portal Brasil

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Produtores recebem média de R$ 0,85 pelo litro de leite comercializado a até R$ 2,42 no varejo - Cenário da Notícia em Lucas do Rio Verde e Região

BY Agro Mecânica Tatuí IN No comments



Produtores recebem média de R$ 0,85 pelo litro de leite comercializado a até R$ 2,42 no varejo
  As regiões Centro-Oeste e Sul do país passam, há meses, por queda no preço do leite devido a uma junção de fatores que impactaram a oferta e a demanda do produto e de derivados. Com início em setembro de 2014, a diminuição dos preços pagos ao produtor começa o ano de 2015 com números bem abaixo dos considerados aceitáveis que não são repassados aos consumidores finais. Enquanto os produtores recebem de R$ 0,65 a R$ 0,90 por litro de leite e a indústria comercializa a preços que variam de R$ 1,37 à R$ 1,87 (preços do longa vida), o preço do varejo chega a R$ 2,42.

Em setembro de 2014 os pecuaristas de leite goianos chegaram a receber R$ 0,90 pelo litro de leite. De lá para cá, os preços caíram e o custo de produção aumentou em mais de 30% puxado pelos custos de soja e milho, base da ração e alimentação dos animais. Enquanto isso, outros elos da cadeia pouco reduziram suas margens de lucro, como é o caso do varejo em específico.

Nos últimos cinco meses, os preços de leite pago aos produtores reduziram mais de 36%, equivalente a até R$ 0,30/litro. Atualmente temos muitos produtores (principalmente os pequenos) recebendo R$ 0,65/litro, sendo que em setembro/2014 esses mesmos produtores recebiam R$ 0,90/litro. Os preços médios do leite comercializados pelas cooperativas caíram para em torno de R$ 0,76/litro em algumas regiões de Goiás, uma queda de mais de 35%.

Percebe-se que mesmo havendo pequenas quedas de preço no varejo e de forma mais acentuada para a indústria, a diminuição de valores chega aos produtores de leite, que não tem como repassar essa o prejuízo e nem os aumentos de custos que tiveram. Caso a situação persista, a atividade de inúmeros produtores pode ser inviabilizada, diminuindo não só a própria renda, mas os investimentos para a próxima entressafra e safras futuras. E, logicamente, isso deve impactar numa possível redução da produção e do número de animais, impactando a cadeia láctea a médio e longo prazo.

QUEDA PREÇOS LEITE AO PRODUTOR – SET/2014 À JAN/2015

1) Leite SPOT: queda de 31,3% de R$ 1,18/litro para R$ 0,81/litro;
2) Preços Médios produtor: queda de 29,6% de R$ 1,15/litro para R$ 0,81/litro;
3) Pequenos produtores (200 litros): queda de 33% de R$ 0,90/litro para R$ 0,60/litro;

QUEDA PREÇOS DERIVADOS LÁCTEOS NO ATACADO – SET/2014 À JAN/2015

1. Leite Longa Vida: Queda de 26,39% de R$ 2,16/litro para R$ 1,59/litro;
2. Mussarela: queda de 24,5% de R$ 12,30/kg para R$ 9,58/kg;

QUEDA PREÇOS DERIVADOS LÁCTEOS NO VAREJO – SET/2014 À JAN/2015

1. Leite Longa Vida: Queda de 12,32% de R$ 2,76/litro para R$ 2,42/litro;
2. Mussarela: queda de 9,60% de R$ 21,87/kg para R$ 19,77/kg (algumas promoções que são feitas são esporádicas e não representam a média dos preços praticados).

MARGENS DO VAREJO

1. Longa Vida: margens médias de 30%. No entanto, saltou de 27% de junho/2014 para mais de 40% em janeiro/2015;
2. Mussarela: margens médias de 55%. No entanto, saltou de em torno de 50% em outubro/2014 para 65% em janeiro/2015.

CUSTOS PRODUTOR DE LEITE – SET/2014 À JAN/2015

1. SOJA: aumento de 12,55% nos preços passando de R$ 50,28/sc 60 kg para R$ 56,59/sc 60 kg;
2. MILHO: aumento de 36,26% nos preços passando de R$ 16,74/sc 60 kg para R$ 22,81/sc 60 kg (encarecendo a ração e alimentação).


Produtores recebem média de R$ 0,85 pelo litro de leite comercializado a até R$ 2,42 no varejo - Cenário da Notícia em Lucas do Rio Verde e Região

domingo, 18 de janeiro de 2015

Cooperativas são responsáveis por 35% do leite industrializado em Mato Grosso - Cenário da Notícia em Lucas do Rio Verde e Região

BY Agro Mecânica Tatuí IN No comments




Cooperativas são responsáveis por 35% do leite industrializado em Mato Grosso
 Do volume total de leite industrializado em Mato Grosso 35% é proveniente de cooperativas. A pecuária leiteira é a principal atividade econômica de 5,8 mil propriedades organizadas no Estado em cooperativas. Em média 100 litros/dia são captados por cooperado.
De acordo com o analista de desenvolvimento do Sistema Organização das Cooperativas Brasileiras de Mato Grosso (Sistema OCB/MT), Mauro Machado Vieira, o Estado possui a capacidade para ampliar a média diária para 300 litros se eliminada a sazonalidade da produção, que chega a 60% hoje, juntamente com outras ações.
O Diagnóstico da Cadeia do Leite de Mato Grosso, realizado em 2012 em uma parceria do Sistema OCB/SESCOOP MT com o Sistema Famato/Senar, revela que 90% dos cooperados do segmento convivem com diversos fatores que limitam o avanço da atividade. Entre tais fatores estão à baixa produção e produtividade, além da baixa qualidade, falta de assistência técnica especializada, entre outros.
Conforme o Sistema OCB/MT, em 2014 foi iniciado no Estado o Programa Leite a Pasto com o objetivo de elevar a produção de leite nas cooperativas. A ação é parte integrante Programa de Desenvolvimento de Conhecimento Estratégico da Cadeia do Leite em Cooperativas de Laticínios do Estado de Mato Grosso, que visa levar conhecimento, bem como estratégias e ações que auxiliem aos cooperados a enfrentar os desafios que surgem pela frente.
O Programa Leite a Pasto possui duração de quatro anos. “O primeiro ano do Programa Leite a Pasto foi positivo e o trabalho continua forte, pois diante deste cenário cada vez mais competitivo é necessário agregar gestão profissional às propriedades permitindo adequações a sua expectativa de crescimento e ao cooperado o desenvolvimento da consciência cooperativa, comprometimento, fidelização, adoção de gestão e tecnologia, renda e maior participação no processo de governança”, declara analista de desenvolvimento do Sistema OCB-MT, Mauro Machado Vieira.
Em 2014, segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), Mato Grosso registrou uma captação em média 503,63 mil litros de leite, um volume 6% superior aos 475,13 mil litros médios captados por dia em 2013. Os dados de produção de leite são gerais, desde o pequeno ao grande produtor.



Cooperativas são responsáveis por 35% do leite industrializado em Mato Grosso - Cenário da Notícia em Lucas do Rio Verde e Região

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Perfil do Silo e Manejo da Alimentação de Bovinos - Milkpoint

BY Agro Mecânica Tatuí IN No comments



Quando visitamos propriedades diversos aspectos no manejo da alimentação
devem ser observados. Muitos técnicos e produtores costumam gastar e
consumir boa dose de energia em discussões envolvendo a qualidade de uma
dada dieta formulada ou capacidade de resposta da mesma ao ser colocada
em prática. Há muito temos comentado e chamado atenção sobre as
adversidades que enfrentamos no dia-a-dia da fazenda e que, muitas
vezes, impossibilitam que a dieta predicada seja fornecida, na prática,
da forma que gostaríamos. Os fatores que levam a diferenças são inúmeros
e vão desde a qualidade de uma determinada silagem, ao maquinário
utilizado na colheita, o vagão utilizado para misturar (se for total
mix) ou distribuir o alimento (vagões forrageiros), capacitação da
mão-de-obra empregada dentre uma série de outros detalhes que podem
comprometer ou colocar “em cheque” um programa de alimentação.



A escolha de um bom profissional para formular a dieta de um rebanho é
muito importante. No entanto, conhecemos muitos casos com dietas muito
bem formuladas e resultados discrepantes ou incompatíveis com a
qualidade da dieta proposta bem como casos em que encontramos programas
de alimentação bem mais rudimentares, mas com resultados mais
significativos e melhores, proporcionalmente falando, quando avaliamos
as condições propostas e práticas de uma fazenda.



Afinal, qual seria o diferencial? O que pode fazer com que consigamos
ter melhores ou piores resultados num manejo? A imagem abaixo, para nós
da COWTECH-CONSULTORIA é bastante significativa e polêmica....



O quê deduzimos e podemos aprender com ela?

sábado, 22 de novembro de 2014

MP concentra inspeção animal nas mãos do governo federal - Cadeia do leite - Giro Lácteo - MilkPoint

BY Agro Mecânica Tatuí IN No comments

 

 O governo pegou carona na Medida Provisória 653 e incluiu uma proposta
para que a inspeção industrial e sanitária de produtos de origem animal
seja concentrada na esfera federal. Caso aprovada, a proposta acabará
com as agências estaduais e municipais de defesa agropecuária e poderá
resultar no fechamento de estabelecimentos menores. Para ser aprovada, a
MP precisa do sinal verde de uma comissão especial e dos plenários da
Câmara e do Senado até o dia 8 de dezembro, data em que perderá a
validade.

O texto original da MP encaminhado pelo Executivo ao
Congresso Nacional trata de alterações no modelo de fiscalização de
farmácias. Mas, na última quinta-feira, a pedido do Ministério da
Agricultura, foi alterado pelo relatório do deputado federal Manoel
Junior (PMDB-PB), da base aliada. A mudança gerou reação negativa de
secretarias estaduais de Agricultura, especialistas e até do próprio
governo.

De acordo com a Lei 1.283, que vigora no país desde
1950, a inspeção animal é competência dos governos estaduais, municipais
e federal. Entretanto, a medida em questão sugere que esse serviço "é
de competência da União".

O novo projeto estabelece, também, que
"a União, através do Ministério da Agricultura, poderá celebrar
convênios para delegação de competência através do reconhecimento de
equivalência dos serviços de inspeção sanitária de produtos de origem
animal do Distrito Federal, dos Estados e Municípios".

Isso
significa dizer que, se aprovada a proposta, a inspeção de
estabelecimentos que produzem carne e lácteos, por exemplo, passará a
ser realizada exclusivamente pelos fiscais agropecuários federais do
Ministério da Agricultura. E, ainda, que o Serviço de Inspeção Federal
[SIF] será o único a prevalecer no Brasil, enquanto os serviços de
inspeção estadual (SIE) e municipal (SIM) deixarão de existir.

De
acordo o deputado Manoel Junior, os artigos referentes à inspeção
agropecuária têm "anuência integral" do Ministério da Agricultura.
"Estados e municípios não têm estrutura e condição para fazer inspeção
de alimentos e o Ministério quer avocar para si toda essa
responsabilidade", afirmou ao Valor.

Para Ênio Marques,
ex-secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura e que
foi servidor de carreira da Pasta por 34 anos, a medida, entretanto, é
inconstitucional, pois o sistema de inspeção animal no país não é
federalizado. As mudanças propostas, segundo ele, também esbarram na
permanente falta de profissionais para atuar na área.

"Se
prevalecer essa lei, será necessário contratar muita gente e certamente
uma quantidade muito grande de estabelecimentos terá que fechar as
portas, porque muitos não vão conseguir atender aos requisitos", disse
ele. "Isso abre espaço para a concentração de frigoríficos maiores,
podendo interferir no preço dos produtos ofertados", acrescenta.

Marques
explica que, na prática, a MP é uma tentativa de retomar a
federalização do sistema de inspeção a frigoríficos - que já vigorou no
Brasil entre 1971 e 1989, mas se mostrou ineficiente pela incapacidade
de um só órgão cobrir todo o território nacional.

O secretário de
Agricultura de Santa Catarina, Airton Spies, adverte que a existência
de órgãos de fiscalização agropecuária municipais e estaduais é
fundamental para a inspeção de pequenas e médias indústrias de produtos
para alimentação. "Isso seria um grande retrocesso. Temos é que aumentar
a oferta de serviços de inspeção, e o governo federal sozinho não
consegue", analisou.

Procurados, o Ministério da Agricultura e as
entidades Abiec (carne bovina) e ABPA (carnes suína e de aves)
responderam que seus técnicos ainda estão avaliando as mudanças
propostas pela MP.

A notícia é do Jornal Valor Econômico



MP concentra inspeção animal nas mãos do governo federal - Cadeia do leite - Giro Lácteo - MilkPoint

sábado, 8 de novembro de 2014

G1 - Melhoramento genético eleva produção de leite de criadores de GO - notícias em Agronegócios

BY Agro Mecânica Tatuí IN No comments

 







Edição do dia 07/11/2014
07/11/2014 06h13
- Atualizado em
07/11/2014 06h28




Melhoramento genético eleva produção de leite de criadores de GO

Pequenos criadores estão apostando no melhoramento dos rebanhos.
Eles adquirem sêmen de animais de alta linhagem genética.





José Divino Nascimento




Do Globo Rural


Pequenos criadores de Goiás apostam no melhoramento genético dos
rebanhos. Com investimento em tecnologia, eles estão conseguindo
aumentar a produção de leite.



Na chácara de José Reinaldo, em Jataí, no sudoeste de Goiás, nasceram
mais de 40 bezerras nos últimos 10 meses. Aproximadamente 900 litros de
leite são produzidos por dia, que são vendidos para um laticínio da
região. José diz que a produção aumentou depois que ele aderiu à técnica
de sexagem de espermatozoides.



O processo seleciona o sexo dos animais. O pecuarista aplica nas vacas
doses de sêmen que possuem um grande número de espermatozoides
femininos. A técnica garante 90% de acerto.



Em outra fazenda, a produção diária é de 5 mil litros de leite. Ao todo
são 260 vacas e a ordenha mecanizada é feita duas vezes por dia.



A média de produção chega a quase 20 litros de leite por animal. É uma
boa produtividade, mas o pecuarista afirma que nem sempre foi assim. No
começo da atividade, há uns 30, 40 anos, cada vaca produzia apenas cinco
ou seis litros por dia.



O segredo de como vem conseguindo aumentar a produtividade das vacas, o
pecuarista Vilson Vilela não esconde. Ele garante que está na
alimentação balanceada, com silagem, nutrientes, e no melhoramento
genético do rebanho.



Geandre, filho de Vilson, é o responsável pela inseminação artificial,
um trabalho delicado, que exige muito conhecimento. A técnica é
essencial para o melhoramento do rebanho porque o pecuarista adquire
sêmen de animais de alta linhagem genética. "Para a gente fazer um touro
com qualidade, a gente compra a tecnologia e a ideia é ter um animal de
grande validade na fazenda", diz.



Segundo os criadores, o aumento dos custos com a técnica de sexagem é
de cerca de 40% em relação à técnica de inseminação comum, mas o aumento
da produção cobre os custos e ainda dá uma renda extra.


 




G1 - Melhoramento genético eleva produção de leite de criadores de GO - notícias em Agronegócios

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Fantástico - No Brasil, 350 mil crianças têm alergia à proteína do leite de vaca

BY Agro Mecânica Tatuí IN No comments





Você já ouviu falar em alergia a leite? O Fantástico tem recebido vídeos de mães de várias partes do Brasil, pedindo para o Fantástico fazer uma reportagem sobre o assunto. Elas estão preocupadas com a saúde dos filhos pequenos.
Balão de festa, giz escolar. A Mariana, mãe do Mateus, de 5 anos, nunca imaginou que ali tinha proteína do leite. “Ele estava brincando no pátio da escola, com giz com a turma inteira, e aí naquele momento que ele deixou o giz, ele coçou o nariz e logo depois ele foi correr no pátio. Ele ficou inchado, com dificuldade de respiração, tossindo, e aí teve uma reação muito séria”, relembra Mariana.
Foi assim que ela descobriu que a alergia do Mateus era mais grave do que pensava. “Eu já sabia que ele tinha alergia a leite quando ele teve reação ao giz. Só que eu não imaginava que no giz tinha proteína do leite na composição”, afirma Mariana.
O giz tem caseína, uma proteína encontrada no leite de vaca. “Eu fui no médico e ele me explicou que, a partir daquele momento, a gente precisaria ter uma adrenalina onde ele fosse”, diz Mariana.
“Uma reação alérgica grave, do tipo anafilático, não tem outra alternativa. A única garantia de vida é o uso da adrenalina. Aplica sobre a coxa, ouve um clique, conta até 10, já aplicou a medicação e esse paciente está fora de risco. Essa caneta pode salvar a vida de uma criança”, avisa a alergista Ariana Young.
A caneta não é regulamentada no Brasil. Os pais que precisam tem que importar. E sai caro. “O mais barato custa R$ 600”, diz Ariana Young.
A Anvisa diz que só não regulamentou esses produtos porque nenhum laboratório pediu.
No Brasil, 350 mil crianças têm alergia à proteína do leite de vaca. “Desses 350 mil, em torno de 70 mil já tiveram ou terão alguma reação do tipo anafilática, com choque anafilático - que representa risco de morte”, afirma Ariana Young, alergista.
“Alergia à proteína do leite de vaca é surge normalmente no primeiro ano de vida, enquanto ele é bebê ainda”, explica Ariana Young.
A Karina descobriu cedo. O Lucca tinha 8 meses quando teve as primeiras reações. “Já reagiu a lencinho umedecido, a sabonete, à medicação”, ela lembra.
E desde a hora que o Lucca acorda, a mãe já fica em estado de alerta. No café da manhã, a irmã, Pietra, não tem alergia e come normalmente derivados do leite. A Karina separa tudo com etiquetas.
“Tudo que é dele está etiquetado, na dúvida, não tem etiqueta, não tem o nome dele, não usa. O pratinho é separado, canequinha separada, o copo é separado, até o jogo americano. A louça do Lucca é lavada com a esponja separada”, ensina Karina. 

No banheiro, tudo separado também. “Eu evito ao máximo produtos que tenham leite na higiene dele, mas alguns podem conter traços”, conta Karina.
Os traços de leite são uma "contaminação" do produto fabricado na mesma máquina que outros produtos com leite ou derivados. Não é todo alérgico que reage aos traços, mas o Lucca, sim.
Em casa, tudo sob controle. Mas e quando o Lucca é convidado para uma festa? A mãe entra em contato com quem estiver organizando a festa e prepara o "kit-festa" do Lucca. “A gente está preparando uma esfiha, massa toda caseira, não tem leite, não tem manteiga”, explica Karina.
Para as mães de filhos alérgicos, achar ingredientes é uma batalha. A busca por produtos sem leite já é um grande desafio no mercado. A situação fica ainda pior quando essas informações não são colocadas corretamente nos rótulos.

Como a rotulagem não é padronizada no Brasil, os fabricantes colocam os ingredientes do jeito que bem entendem e muitas vezes em inglês. Sabonete pode ter leite e caldo de carne também.

Atenção: a lactose é o açúcar natural do leite, não a proteína. “Uma pessoa que ela é intolerante à lactose, ela não consegue digerir o açúcar presente no leite. Não é o caso do Lucca, e das demais crianças que têm alergia à proteína ao leite da vaca. Elas não conseguem digerir a proteína”, explica Karina.
Com toda essa dificuldade, um grupo de mães criou a campanha “Põe no rótulo”.
“Na grande maioria você não encontra leite. Você encontra outros nomes, proteína do leite, soro do leite, caseinato. O ideal é que tivesse mesmo em negrito: contém leite”, afirma Clarissa Oliveira, coordenador do Põe no Rótulo
A campanha pegou e fez com que a Anvisa abrisse uma consulta pública sobre a rotulagem de ingredientes que causam alergia. Daí pode sair um novo modelo para os rótulos.
“Lactoalbumina é leite, caseína é leite, caseinato é leite. Seria muito mais fácil eles colocarem: contém leite”, destaca Karina.
Com rótulo ou sem rótulo, a Karina sempre dá um jeito para garantir que leite nenhum impeça o Lucca de brincar.




Fantástico - No Brasil, 350 mil crianças têm alergia à proteína do leite de vaca