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sexta-feira, 16 de junho de 2017

Como fazer o frango frito perfeito (em diversos estilos) - Paladar - Estadão

BY Agro Mecânica Tatuí IN No comments

Sam Sinfton
The New York Times 
Para um prato incrivelmente fácil de preparar, nos Estados Unidos, o frango frito é o centro de muitas disputas culinárias.
Discute-se se a carne deve ser salgada ou não e como isso deve ser feito. Há polêmica sobre o que se usa para cobrir o frango, o tipo de gordura em que deve ser frito e a temperatura ideal para isso. Brigam até em relação ao acompanhamento certo: molho cremoso? Mel com pimenta? Nada, só uma polvilhadinha de sal?
Não há certo, nem errado. O importante é que o resultado seja o que o grande chef sulista Bill Neal descreve como "frango com gosto de frango, com uma casquinha que quebre e esfarele com fragilidade". Aqui vai um guia de como conseguir exatamente isso. Se quiser pular as dicas e ir direto para a receita, clique aqui

O frango

Um frango inteiro em dez pedaços.
Um frango inteiro em dez pedaços. Foto: Karsten Moran|NYT
Um frango frito delicioso começa com a ave. Se ela pesa entre 1,5 e 2 kg pode ser cortada em dez partes: 2 sobrecoxas, 2 coxas, 2 asas e as 2 metades do peito que, por sua vez, podem ser cortadas em dois, e os ossos descartados. Dá tranquilamente para quatro pessoas, mas, se preferir, pode comprar as peças já cortadas.

A salmoura

Salgar o frango significa deixá-lo de molho em uma solução de água e sal, às vezes temperada com outros ingredientes para realçar o sabor e deixar a carne macia. É claro que você pode fritar sem salgá-la, mas não recomendo. Além de dar um mínimo de trabalho, deixa a carne muito mais saborosa.
Salmoura básica: dissolva 4 colheres (sopa) de sal em 4 xícaras de água morna e coloque os pedaços de frango nessa solução. Cubra e leve à geladeira durante algumas horas, no máximo de um dia para o outro. (Se quiser, acrescente umas colheres (sopa) de açúcar, ervas frescas e/ou alho picado.)
Salmoura de buttermilk (leitelho): para muitos fãs do prato, a única salmoura aceitável para o frango é feita com buttermilk, um tipo de creme de leite com textura mais grossa e leve sabor ácido, muito comum nos EUA. Para fazer buttermilk em casa, misture uma xícara de leite integral a 1 colher de sopa de suco de limão ou vinagre branco e deixe descansar por cerca de 10 minutos para o leite talhar. Outra possibilidade é misturar 2/3 de iogurte desnatado a 1/3 de leite desnatado. Com ele pronto, faça a salmoura: basta dissolver 2 colheres (sopa) de sal em 4 xícaras de buttermilk fresco e acrescentar uma pitada generosa de pimenta moída na hora. Coloque aí os pedaços de frango e leve à geladeira por, no mínimo, algumas horas e, no máximo, de um dia para o outro.
Marinada de buttermilk.
Marinada de buttermilk. Foto: Karsten Moran|NYT
Salmoura de picles: use o líquido em que marinam picles para marinar o frango. Coloque 2 xícaras do líquido em uma tigela grande junto com os pedaços de frango. Cubra e deixe na geladeira por algumas horas ou, no máximo, de um dia para o outro, virando a carne algumas vezes. O resultado é um frano increvelmente saboroso e suculento. 
Salmoura de refrigerante: em uma tigela grande, misture 2 xícaras de refrigerante de cola, 1 colher (sopa) de sal, 4 dentes de alho picados, 8 ramos de tomilho fresco e 1 colher (sopa) ou mais de molho de pimenta. Coloque os pedaços de frango, cubra e leve à geladeira por algumas horas, virando a carne de tempos em tempos. O refrigerante dá nuances de caramelo e notável doçura ao frango, mas deixá-lo marinando por muitas horas pode estragá-lo. Vá com cuidado! 
Salmoura de sidra: para um frango frito adocicado, quase outonal, dissolva 4 colheres (sopa) de sal em 2 xícaras de sidra de maçã. Coloque o frango, cubra e deixe na geladeira por algumas horas ou até de um dia para o outro. 

A cobertura

Uma casquinha crocante e farelenta é a marca registrada de um frango frito perfeito. Para isso, é preciso cobrir a carne e a pele com algum tipo de farinha ou com uma massinha líquida. Há quem use os dois, mergulhando os pedaços em buttermilk, leite ou ovo batido antes de cobri-los com farinha ou amido de milho.
O melhor jeito para empanar é usando um saco de papel pardo.
O melhor jeito para empanar é usando um saco de papel pardo. Foto: Karsten Moran|NYT
O método mais fácil consiste em colocar o frango em um saco de papel grande com farinha temperada com sal, pimenta-do-reino e um pouco de páprica ou outra pimenta mais forte. Feche, sacuda bem e, ao retirar os pedaços, chacoalhe para retirar o excesso. Se preferir, use uma tigela grande em vez do saco, passando os dois lados das peças sobre a farinha temperada.
Nem todo mundo usa farinha de trigo comum: há quem goste/prefira alternativas como farinha sem glúten, de rosca – ou a versão japonesa dela, o chamado panko –, biscoito água e sal moído ou fécula de batata.

O fritura

Você pode fritar o frango por imersão, em um montão de óleo, ou usar o método da fritura rasa, que requer uma quantidade muito menor. Se essa for a sua preferência, a gordura tem que ficar a uma altura que cubra pelo menos a metade dos pedaços para garantir que frite bem dos dois lados. De qualquer maneira, use pinças para virá-los algumas vezes durante o processo. Não encha muito a frigideira. É preciso que o óleo cerque cada peça, mas não tanto a ponto de espirrar para todo lado e fazer uma bagunça.
A fritura é rasa, feita em uma frigideira com borda alta.
A fritura é rasa, feita em uma frigideira com borda alta. Foto: Karsten Moran|NYT

A temperatura 

O ideal é manter a temperatura constante a 176°C. Você pode usar um termômetro de doces para monitorar o óleo e, se for iniciante na arte da fritura, usar um termômetro de carnes para medir a temperatura interna do frango - ele estará pronto quando atingir 74ºC. O importante é: o óleo não pode estar muito quente para não queimar o exterior antes de cozinhar a carne, nem muito frio para deixar o frango encharcado. Então, sempre se certifique que o óleo voltou a 176ºC antes de adicionar uma nova leva de pedaços de frango.

A panela

Você vai precisar de uma frigideira larga e pesada com tampa. A de ferro fundido é a melhor porque gera e retém o calor de maneira uniforme. Ela deve ter de 28 a 30 cm de diâmetro e ser funda o bastante para deixar um espaço de pelo menos uns 2,5 cm acima da superfície, mesmo depois de cheia, para evitar que o óleo espirre.

A gordura

Alguns usam banha; outros, óleo ou uma combinação dos dois. O importante é usar um que tenha ponto de fumaça alto, ou seja, que pode ser aquecido a altas temperaturas sem queimar. O do azeite e o da manteiga são baixos; por isso, não são recomendados. Prefira o óleo de amendoim, canola ou soja.
O frango frito perfeito é bem cozido e suculento por dentro e super crocante por fora.
O frango frito perfeito é bem cozido e suculento por dentro e super crocante por fora. Foto: Karsten Moran|NYT

O descanso

Depois de tirar o frango da frigideira, deixe descansar um pouco antes de servir. Muita gente coloca sobre um saco ou toalha de papel, mas isso pode deixar a pele encharcada. Uma boa técnica é pôr os pedaços de frango em uma grade disposta sobre uma assadeira e polvilhar com um tiquinho de sal para destacar o sabor.

Variedade de opções

Aqui está a básica completa, passo a passo. Depois que você tiver dominado a técnica, pode se aventurar com estilos diferentes.
Frango frito à moda de Nashville
Esse frango frito é para lá de picante graças ao pó da Bhut Jolokia, conhecida como pimenta-fantasma, a mais ardida do mundo, e uma generosa porção de pimenta-caiena. Não se engane, esta receita vai fazer seus olhos se encherem de lágrimas e sua língua estalar. Para apaziguar o ardor, sirva com fatias de um bom pão branco. Uma cerveja bem gelada também não fará mal. Para fazer, basta adicionar 2 colheres (chá) de molho picante à salmoura de buttermilk. Antes de passar o frango na farinha, polvilhe-os com uma mistura de 3 colheres (chá) de pimenta-caiena, 1 colher (chá) de pimenta-fantasma em pó e 1 colher (sopa) de açúcar. Depois de fritar, polvilhe mais um pouco de caiena por cima. (Se você não achar Bhut Jolokia ou não quiser testar sua tolerância à pimentas tanto assim, use páprica defumada picante no lugar). 
Frango frito à moda de Nashville, super picante.
Frango frito à moda de Nashville, super picante. Foto: Ecan Sung|NYT
Frango frito coreano
Conhecido como yangnyeom dak, essa versão crocante tem um sabor bem pronunciado e apimentado graças à marinada com cebola e o molho que leva uma pasta de pimenta chamada gochujang. Esfregue os pedaços com a mistura de 1 cebola ralada, 2 dentes de alho picados, sal e pimenta e deixe descansar por uma hora. Cubra com uma combinação de farinha e maisena e frite. Misture 3 colheres (sopa) de gochujang, 3 colheres (sopa) de ketchup, 1/4 de xícara de açúcar, 2 colheres (sopa) de sementes de gergelim e o suco de meio limão e pincele os pedaços fritos ainda bem quentes.
Frango frito persa
Por conta do açafrão e da páprica, essa é uma receita muito aromática. É melhor quando feita com coxas desossadas, o que diminui o tempo de preparo. Primeiro, deixe 1/2 colher (chá) de açafrão de molho em 1 colher (chá) de água. Depois, bata a mistura em um miniprocessador com 2 xícaras de iogurte natural e 1 colher (chá) de alho picado. Deixe o frango marinando na geladeira de um dia para o outro. Quando chegar o momento de fritar, passe os pedaços de carne em uma mistura de 2 xícaras e 1/4 de farinha de trigo, 2 colheres (chá) e 1/2 de páprica, 1 colher (sopa) e 1/2 de hortelã desidratada e 1 colher (sopa) de sal. Sirva fatias de limão e nozes picadas. 
Frango frito adobo, de inspiração filipina.
Frango frito adobo, de inspiração filipina. Foto: Karsten Moran|NYT


Frango frito adobo
Inspirado no prato Filipino, a receita começa com um caldo feito com vinagre de vinho branco, alho, folhas de louro, molho de soja, pimenta calabresa, açúcar, sal e pimenta-do-reino em grãos. O frango é cozido neste caldo durante 15 minutos. Depois, ele é passado em uma mistura de buttermilk, farinha, páprica e pimenta-do-reino moída, antes de ser frito. Sirva com um molho à base de suco de limão, maple syrup, molho de peixe, molho de soja e pimentas. Veja a receita completa










Como fazer o frango frito perfeito (em diversos estilos) - Paladar - Estadão

terça-feira, 9 de agosto de 2016

McDonald's dos EUA conclui mudança para carne de frango livre de antibióticos - Notícias - UOL Economia

BY Agro Mecânica Tatuí IN No comments





OAK BROOK, Illinois, 1 Ago (Reuters) - O McDonald's concluiu a retirada de carne de frango criado com antibióticos de sua cadeia de fornecimento nos Estados Unidos meses antes do previsto, parte de seu esforço para atingir um grupo crescente de consumidores mais atentos à saúde.
A companhia de fast-food também disse que está removendo conservantes artificiais dos Chicken McNuggets e de diversos itens de café de manhã e está começando a usar pães de hambúrguer que não contenham xarope de milho com alto teor de frutose.
As mudanças ocorrem no momento em que o McDonald's compete com outras cadeias de restaurante que estão reformulando seus menus para torná-los mais atrativos para consumidores em busca de opções mais saudáveis.
O McDonald's está mais obcecado com os consumidores do que nunca, disse Mike Andres, presidente do McDonald's dos EUA, a repórteres.
Alguns especialistas em saúde manifestaram preocupações de que o uso excessivo de antibióticos na avicultura pode reduzir a eficácia do combate de doenças em humanos.
A companhia havia planejado anteriormente eliminar a carne de frango criado com antibióticos até março de 2017. A mudança foi concluída antes devido ao trabalho mais rápido do que o esperado do Departamento de Agricultura dos EUA, que ajudou a verificar que as aves não recebiam as drogas, disse Marion Gross, vice-presidente sênior da cadeia de fornecimento do McDonald's norte-americano.




McDonald's dos EUA conclui mudança para carne de frango livre de antibióticos - Notícias - UOL Economia

quinta-feira, 9 de junho de 2016

Produtoras de frango do Brasil evitam milho modificado dos EUA - Notícias - UOL Economia

BY Agro Mecânica Tatuí IN No comments

(Bloomberg) -- Para a enorme indústria aviária do Brasil, que enfrenta uma surpreendente escassez doméstica do milho com o qual alimenta suas aves, a solução parecia óbvia: importar o grão dos EUA, onde os estoques nunca foram tão grandes.



Contudo, não houve importação dos EUA até esta altura do ano, apesar da falta de milho ser tão severa que forçou as produtoras de frango a reduzirem a produção em 10 por cento nos últimos meses. As empresas não estão comprando o grão americano porque temem que as estritas regulações do Brasil para os organismos geneticamente modificados (OGMs) ameacem interromper as importações, segundo pessoas familiarizadas com a situação.



O destino de um carregamento de milho que chegou ao Brasil em abril ilustra as preocupações com os atrasos portuários, que são potencialmente custosos. O carregamento veio da Argentina, que cultiva algumas variedades de milho modificado não permitidas no Brasil, e inicialmente foi proibido de descarregar, disse uma das pessoas. Embora nenhuma regra tenha sido violada e o desembarque do grão tenha sido permitido, afinal, foi preciso uma semana para que o comprador convencesse as autoridades de que a carga era legítima, disse a pessoa.



No Brasil -- e em muitos outros lugares -- os OGMs são um tópico sensível, alvo de campanhas de grupos ambientalistas. As commodities agrícolas modificadas precisam ser cuidadosamente segregadas e as inspeções portuárias são estritas. O Brasil permite que os produtores rurais cultivem soja OGM e 29 variedades de milho modificado. Contudo, há 43 tipos de milho OGM cultivados nos EUA, segundo o Serviço Internacional para Aquisição de Aplicações Agrobiotécnicas, uma associação do setor.



A indústria de frango do Brasil, país que é o maior exportador da carne, e as tradings de grãos agora estão avaliando solicitar aprovação ao governo para importar carregamentos GMO que não são permitidos atualmente, disseram as pessoas, que pediram anonimato porque as deliberações são privadas.



Neri Geller, secretário de política agrícola do Ministério da Agricultura, confirmou as discussões e disse que elas ainda são preliminares. "Ainda não foi feito um pedido formal ao Ministério da Agricultura", disse ele na segunda-feira em entrevista.



A Comissão Técnica Nacional de Biossegurança do Brasil (CTNBio), órgão responsável pelas aprovações de GMO, não recebeu nenhum pedido formal para autorizar a importação de variedades de milho atualmente proibidas, nem foi informada sobre qualquer dificuldade na importação, disse o órgão na terça-feira, por e-mail.



As incertezas da importação de alimentos modificados no Brasil ilustram como a ampla variação da regulação GMO ao redor do mundo pode às vezes interromper o comércio internacional. Nos últimos anos, algumas das maiores tradings de commodities se recusaram a receber certos carregamentos de GMO dos produtores porque as sementes usadas não receberam um leque completo de aprovações internacionais, algo que pode levar a retenções nos portos ou até mesmo à rejeição de cargas inteiras.

Produtoras de frango do Brasil evitam milho modificado dos EUA - Notícias - UOL Economia

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Missão irá aChina este mês para esclarecer contaminação de frango - AviSite - O Portal da Avicultura na Internet

BY Agro Mecânica Tatuí IN No comments

O
esclarecimento das razões da contaminação é fundamental para que o
fluxo das exportações brasileiras de carne de frango à China se
normalizem.
São
Paulo, SP, 08 de Outubro de 2015 - Uma missão de técnicos do Ministério
da Agricultura será enviada ainda neste mês à China para esclarecer o
episódio da detecção da substância cancerígena dioxina em carregamentos
de carne de frango das empresas brasileiras BRF e Frango Bello, afirmou
ontem ao Valor a secretária de relações internacionais da Pasta, Tatiana
Palermo.



“Está tudo indo bem. É um caso superado”, disse Tatiana. Na prática, o
esclarecimento das razões da contaminação é fundamental para que o fluxo
das exportações brasileiras de carne de frango à China se normalizem.
Por conta da detecção de dioxina em níveis acima do permitido, os
chineses agora só liberam os embarques de carne de frango do Brasil após
exames em laboratórios certificados, o que tende a atrasar os
embarques.



Conforme fontes ouvidas pelo jornal Valor, as exportações de carne de
frango para a China podem cair de 10% a 20% por conta das exigência das
autoridades chinesas.



Além disso, o esclarecimento do Ministério da Agricultura também é
essencial para o processo  de autorização para que outras nove plantas
industriais possam exportar para o país asiático. O processo já estava
adiantado, mas a expectativa agora é que a autorização só saia após o
esclarecimento do episódio, que é considerado “pontual” tanto pelo
Ministério da Agricultura quanto pelas indústrias envolvidas no caso.



Atualmente, 27 unidades brasileiras estão autorizados a exportar carne
de frango para a China. A habilitação de nove plantas poderia
representar um incremento de exportação de 80 mil a 100 mil toneladas de
carne de frango para os chineses, conforme estimativas.



Entre janeiro e agosto, as exportações brasileiras de carne de frango à
China totalizaram 206,3 mil toneladas,  de acordo com dados da
Secretaria de Comércio Exterior (Secex) compilados pela Associação
Brasileira de Proteína Animal (ABPA). A China é o quarto principal país
importador da carne de frango produzida nos Brasil.
(Valor Econômico) (Luiz Henrique Mendes )
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AviSite - O Portal da Avicultura na Internet

quinta-feira, 2 de julho de 2015

AviSite - O Portal da Avicultura na Internet - Banco do Brasil vai ofertar R$ 110,5 bi na temporada

BY Agro Mecânica Tatuí IN No comments

Brasília, DF, 02 de Julho de 2015 - Ao anunciar que suas 4.680 agências que operam com crédito rural começaram desde ontem a liberar financiamentos para a safra 2015/16, o Banco do Brasil informou que deverá ofertar R$ 110,5 bilhões para a agricultura empresarial e familiar até o dia 30 de junho do ano que vem.

O montante inclui R$ 81,5 bilhões a juros controlados, com taxas de 7,5% a 10,5% ao ano, e outros R$ 29 bilhões a juros livres, cujas taxas ainda não foram definidas pelo banco - mas especialistas já projetam um patamar de até 20% ao ano.
Produtores de todo país, contudo, estão preocupados com a abundância de crédito a juros livres trazido pelo Plano Safra 2015/16 - de R$ 57,9 bilhões, contra R$ 23,5 bilhões do ciclo 2014/15. Esse valor ficará à disposição de produtores principalmente a partir de captações de Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), que são títulos lastreados em financiamentos rurais.

Muitos agricultores vêm se queixando por não terem conseguido contratar financiamentos junto ao BB até o fim de junho (quer marcou o encerramento da temporada 2014/15) para pré-custeio. Diante da insuficiência de recursos controlados, como poupança rural e depósitos à vista, o banco passou a praticar um "mix" com recursos próprios, o que levou as taxas a 10,5%.

Apesar de ter afirmado há duas semanas ao Valor que "certamente os juros livres ficarão acima da taxa básica de juros Selic [que está em 13,75% ao ano, e deverá fechar o ano em torno de 14%] na safra 2015/16", ontem o vice-presidente de Agronegócios do Banco do Brasil, Osmar Dias, preferiu ser mais cauteloso. E não revelou o valor médio das taxas de juros livres a serem praticadas até junho de 2015.

"Quem faz o cálculo de taxa é outra área do banco. Mas é evidente que temos uma Selic maior neste ano e isso pressiona para que tenhamos uma taxa maior que a praticada naquele momento [safra passada]. Até porque se a gente for fazer 'mix' é uma coisa, se não fizer 'mix' é outra taxa".

Do volume total de crédito rural a ser ofertado em 2015/16, R$ 90,5 bilhões serão destinados para produtores e cooperativas - além dos R$ 57,9 bilhões a juros controlados, outros R$ 9 bilhões a juros livres irão para custeio (modalidade que portanto somará R$ 66,9 bilhões), e mais R$ 23,6 bilhões para investimentos a juros controlados. Outros R$ 20 bilhões em recursos também serão emprestados a juros livres, mas para as agroindústrias.
Para a agricultura familiar, serão R$ 17,7 bilhões. Outros R$ 14,5 bilhões serão para médios produtores e R$ 58,7 bilhões para a agricultura empresarial.

A despeito de algumas previsões do mercado de que a grande oferta de financiamento a juros livres pode aumentar o endividamento rural, Dias informou ontem que o Banco do Brasil mantém um índice de inadimplência "baixíssimo", de 0,8%.
(Valor Econômico) (Cristiano Zaia)


AviSite - O Portal da Avicultura na Internet

AviSite - O Portal da Avicultura na Internet - Banco do Brasil vai ofertar R$ 110,5 bi na temporada

BY Agro Mecânica Tatuí IN No comments

Brasília, DF, 02 de Julho de 2015 - Ao anunciar que suas 4.680 agências que operam com crédito rural começaram desde ontem a liberar financiamentos para a safra 2015/16, o Banco do Brasil informou que deverá ofertar R$ 110,5 bilhões para a agricultura empresarial e familiar até o dia 30 de junho do ano que vem.

O montante inclui R$ 81,5 bilhões a juros controlados, com taxas de 7,5% a 10,5% ao ano, e outros R$ 29 bilhões a juros livres, cujas taxas ainda não foram definidas pelo banco - mas especialistas já projetam um patamar de até 20% ao ano.
Produtores de todo país, contudo, estão preocupados com a abundância de crédito a juros livres trazido pelo Plano Safra 2015/16 - de R$ 57,9 bilhões, contra R$ 23,5 bilhões do ciclo 2014/15. Esse valor ficará à disposição de produtores principalmente a partir de captações de Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), que são títulos lastreados em financiamentos rurais.

Muitos agricultores vêm se queixando por não terem conseguido contratar financiamentos junto ao BB até o fim de junho (quer marcou o encerramento da temporada 2014/15) para pré-custeio. Diante da insuficiência de recursos controlados, como poupança rural e depósitos à vista, o banco passou a praticar um "mix" com recursos próprios, o que levou as taxas a 10,5%.

Apesar de ter afirmado há duas semanas ao Valor que "certamente os juros livres ficarão acima da taxa básica de juros Selic [que está em 13,75% ao ano, e deverá fechar o ano em torno de 14%] na safra 2015/16", ontem o vice-presidente de Agronegócios do Banco do Brasil, Osmar Dias, preferiu ser mais cauteloso. E não revelou o valor médio das taxas de juros livres a serem praticadas até junho de 2015.

"Quem faz o cálculo de taxa é outra área do banco. Mas é evidente que temos uma Selic maior neste ano e isso pressiona para que tenhamos uma taxa maior que a praticada naquele momento [safra passada]. Até porque se a gente for fazer 'mix' é uma coisa, se não fizer 'mix' é outra taxa".

Do volume total de crédito rural a ser ofertado em 2015/16, R$ 90,5 bilhões serão destinados para produtores e cooperativas - além dos R$ 57,9 bilhões a juros controlados, outros R$ 9 bilhões a juros livres irão para custeio (modalidade que portanto somará R$ 66,9 bilhões), e mais R$ 23,6 bilhões para investimentos a juros controlados. Outros R$ 20 bilhões em recursos também serão emprestados a juros livres, mas para as agroindústrias.
Para a agricultura familiar, serão R$ 17,7 bilhões. Outros R$ 14,5 bilhões serão para médios produtores e R$ 58,7 bilhões para a agricultura empresarial.

A despeito de algumas previsões do mercado de que a grande oferta de financiamento a juros livres pode aumentar o endividamento rural, Dias informou ontem que o Banco do Brasil mantém um índice de inadimplência "baixíssimo", de 0,8%.
(Valor Econômico) (Cristiano Zaia)




AviSite - O Portal da Avicultura na Internet

terça-feira, 30 de junho de 2015

AviSite - O Portal da Avicultura na Internet - Exportações de carne de frango dão sinais de que haverá aumento em junho

BY Agro Mecânica Tatuí IN No comments


A média diária das exportações de carne de frango in natura brasileira, em volume, nas primeiras três semanas de junho é 22,6% superior à registrada em igual período do ano passado
Brasília, 30 de Junho de 2015 - As exportações brasileiras de carne de frango estão em ritmo mais acelerado em junho e representantes do setor torcem para que o mês possa ser o começo de uma tendência de alta para as vendas externas do produto no ano.

A média diária das exportações de carne de frango in natura brasileira, em volume, nas primeiras três semanas de junho é 22,6% superior à registrada em igual período do ano passado, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

Se mantida a média diária registrada até a terceira semana do mês, junho pode fechar com volume recorde da série da Secex, de 360 mil toneladas, conforme cálculos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Esalq/USP, em nota publicada em seu site na sexta-feira (26).

As exportações brasileiras de frango no acumulado do ano até maio registram queda de 3,1% em volume, a 1,594 milhão de toneladas. Os resultados mensais têm também ficado aquém dos registrados em meses correspondentes ao do ano passado.

“Eu apostaria que junho será o melhor junho de todos os tempos”, disse o presidente do Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas do Estado do Paraná (Sindiavipar), Domingos Martins, à CarneTec na sexta-feira.

Martins acredita que as vendas externas possam continuar apresentando crescimento no segundo semestre, em parte como reflexo dos casos de gripe aviária que afetam concorrentes do Brasil no mercado externo.

O Brasil nunca registrou um caso da doença e, desde o início do ano, analistas e representantes do setor esperam que as ocorrências de influenza aviária em outras nações aumentem a demanda pelo produto brasileiro.

“A expectativa que se tem é de fecharmos o ano com crescimento entre 4% a 5%, tanto nas exportações quanto nos abates”, disse Martins sobre o Paraná, estado responsável por um terço das exportações totais de frango do Brasil. O presidente da Sindiavipar afirmou que o forte aumento das exportações em junho pode ser sentido pela indústria na região.

Já o presidente da Associação Paulista da Avicultura (APA), Érico Pozzer, considera cedo para apostar que junho indicará recuperação nos volumes de exportação, já que no acumulado do ano até maio as vendas externas em volume ainda estão bem aquém daquelas no ano passado.

“Se as exportações forem acima de 350 mil toneladas por mês, seria uma boa notícia”, disse ele à CarneTec, ao acrescentar que este patamar teria de se manter mensalmente, até o fim do ano, para que o cenário de vendas externas possa ser comemorado pelo setor.
Em maio, as exportações somaram cerca de 329 mil toneladas, e em abril, 337 mil toneladas, segundo dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), que tem afirmado que espera recuperação das exportações de frango a partir do segundo semestre, quando tradicionalmente as vendas externas são melhores.

A Secex do MDIC informará os dados fechados da balança comercial brasileira do mês de junho, com números sobre exportações de carnes, na quarta-feira (1º), segundo informou a assessoria de imprensa.
(Carnetec) (Anna Flávia Rochas)




AviSite - O Portal da Avicultura na Internet

terça-feira, 2 de junho de 2015

Antibióticos em frangos podem gerar bactérias resistentes, constata PROTESTE

BY Agro Mecânica Tatuí IN No comments

Quadro é preocupante, podendo fazer com que no futuro, não consigamos mais combater infecções










O
uso indiscriminado de antibióticos na produção animal tem contribuído
para gerar bactérias resistentes. Uma das maneiras de essas
superbactérias entrarem em nosso organismo é pelo consumo de carnes mal
cozidas. Para verificar a situação na carne de frango, a PROTESTE
Associação de Consumidores comprou 50 peitos de frango congelados em
supermercados e hipermercados da cidade de São Paulo, em fevereiro, e em
todas as amostras havia bactérias resistentes.
No laboratório, foi constatada a
prevalência de bactérias resistentes a antibióticos betalactâmicos e
produtores de ESBL (ß-lactamases de espectro estendido), enzimas que
conferem resistência a um dos grupos de antibióticos mais utilizados na
prática clínica humana e veterinária: os betalactâmicos. Estes incluem
as penicilinas, seus derivados sintéticos e semissintéticos e as
cefalosporinas, como a cefotaxima e a ceftazidima, entre outros.
Após o isolamento das bactérias
produtoras de ESBL, determinamos o grau de resistência aos antibióticos.
Essas bactérias podem causar infecções urinárias, gastrenterites e
outros problemas graves, sobretudo em pessoas mais sensíveis, como
idosos, pacientes imunodeprimidos ou que usem dispositivos médicos
invasivos, como cateteres ou sondas.
A maioria das bactérias morre a 70ºC.
Então, é fundamental cozinhar bem os alimentos. Se reaproveitar as
sobras, aqueça bem antes de servir. Além disso, manipule alimentos crus e
cozidos em separado: lave as mãos com frequência e só corte carne crua
na mesma tábua que folhosos após lavá-la bem (não use a mesma faca para
ambos – só depois de lavar). Outra dica: higienize bem frutas e legumes.
E essencial: tome antibióticos apenas quando o médico receitar,
seguindo à risca as instruções de uso.
Diante da preocupante situação
encontrada, a PROTESTE está cobrando dos Ministérios da Agricultura e
Saúde mais fiscalização sobre a prescrição e aplicação dos antibióticos
para controle de doenças nos animais. Foi pedida a instalação de
sistemas de monitoramento nacional e internacional para reduzir o
impacto das resistências aos antibióticos.
Ao Ministério da Saúde, foi sugerida a
promoção de campanhas de sensibilização para o bom uso de antibióticos.
Os resultados também foram enviados à recém-criada Comissão de
Vigilância Sanitária em Resistência Microbiana da Anvisa, que visa
elaborar normas e ações para o monitoramento, controle e prevenção da
resistência microbiana.
O uso veterinário de antibióticos é
legal. No entanto, como a taxa de infecções humanas por bactérias
resistentes aos antibióticos aumenta, questionamos a prática de dar
rotineiramente antibióticos para frangos, bovinos e suínos. Cientistas e
especialistas em saúde pública dizem que, sempre que um antibiótico é
administrado, ele mata as bactérias mais fracas e pode permitir que as
mais fortes sobrevivam e se multipliquem. O risco é que as
superbactérias possam desenvolver resistência cruzada a importantes
antibióticos. O uso frequente de antibióticos em baixa dosagem, uma
prática utilizada por alguns produtores de carne, pode intensificar o
efeito.






Antibióticos em frangos podem gerar bactérias resistentes, constata PROTESTE

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Exportações brasileiras de carne de frango in natura recuaram em novembro - Cenário da Notícia em Lucas do Rio Verde e Região

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 Após o Brasil atingir o recorde do ano em volume exportado de carne de frango em outubro, o mês de novembro foi mais devagar.



Segundo o Ministério do Desenvolvimento,
Indústria e Comércio Exterior (MDIC), o volume exportado de carne de
frango in natura reduziu 9,7% em novembro frente a outubro último,
totalizando 297,6 mil toneladas.


O faturamento somou US$567,8 milhões, 11,5% menos que o adquirido no mês anterior.


Em relação a igual período do ano passado,
também houve reduções, tanto para o volume como para o faturamento, em
5,5% e 3,1%, respectivamente.


Fonte: Scot Consultoria






Exportações brasileiras de carne de frango in natura recuaram em novembro - Cenário da Notícia em Lucas do Rio Verde e Região

sábado, 8 de novembro de 2014

Preço do frango recupera perdas de outubro no mercado paulista - Globo Rural | Aves

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carne_frango (Foto: Thinkstock)

Os preços da carne de frango subiram nessa quinta-feira (6/11)
recuperando as quedas acumuladas desde o fim de outubro. Foi o que
informou o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).



"A reação se deve basicamente ao aquecimento da demanda típico de
início de mês e que até então não vinha sendo observada", disseram os
pesquisadores, em nota.



Para o frango inteiro resfriado, cujo consumo tem efeito mais imediato
nos preços, a média foi de R$ 3,69 o quilo no atacado da Grande São
Paulo, forte aumento de 4% em relação ao dia anterior e de 3,7% na
comparação com a quarta (30/10).



Quanto ao congelado, cotado a R$ 3,62 o quilo no dia 6, a valorização
foi de 0,5% de terça para quarta e de 0,9% na comparação semanal, também
no atacado paulista.



Em relação às exportações, o volume embarcado em outubro foi de 329,7
mil toneladas de carne de frango in natura, 1% a menos que em setembro,
mas ainda 3% acima da quantidade exportada em igual período do ano
passado. Os dados das vendas externas são da Secex.





Preço do frango recupera perdas de outubro no mercado paulista - Globo Rural | Aves

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

AviSite - O Portal da Avicultura na Internet - APA anuncia expansão de convênio com Secretaria de Agricultura de SP

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APA anuncia expansão de convênio com Secretaria de Agricultura de SP
Campinas, 22 de Outubro de 2014 - A ampliação de um convênio com a Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo (SAA-SP) foi anunciada pela Associação Paulista de Avicultura (APA) na edição de outubro da Revista do AviSite.

O acordo, que prevê o investimento de quase R$ 2 milhões por ano na sanidade avícola do Estado, envolve a contratação pela APA de médicos veterinários e técnicos especializados para a vigilância sanitária da avicultura paulista.

Esta parceria terá um crescimento de 10% no próximo ano, o que representa um aumento da equipe que trabalha no atendimento a empresas avícolas no Estado, que hoje já acontece durante os sete dias da semana.

O presidente da Associação Paulista de Avicultura (APA), Érico Pozzer, destaca: “Esta ação é importante porque temos técnicos especialistas e exclusivos para a avicultura de corte e postura.

Estes profissionais seguem um programa pré-estabelecido pela secretaria de Agricultura e tem sido essencial para a manutenção do nosso status sanitário”.

Leia mais sobre o convênio que conta hoje com nove médicos veterinários e três técnicos especializados e treinados pela APA na edição de outubro da Revista do AviSite.

Leia também uma entrevista com Erico Pozzer sobre o mercado de frango e suas perspectivas até o final do ano. Segundo Erico, a combinação de custos mais baixos com preços firmes para o frango no mercado de São Paulo forma um cenário favorável.

Acesse nosso leitor digital (é gratuito):http://www.revistadoavisite.com.br.



(AviSite) (Redação






AviSite - O Portal da Avicultura na Internet

segunda-feira, 30 de junho de 2014

AviSite - Turra:"Importadores e consumidores ajudam a nos defender na OMC"

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São Paulo, SP, 30 de Junho de 2014 - Do período em que foi ministro da Agricultura (1998 e 1999) até hoje, Francisco Turra, presidente da recém-criada Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), viu as exportações do setor serem multiplicadas por 10.

Do final dos anos 1990, lembra de um mercado de US$ 1,6 bilhão, restrito a carne enlatada ou cozida. Hoje, o gaúcho de Marau representa internacionalmente produtores e indústrias de aves e suínos que recheiam gôndolas de mais de 150 países. – Há 16 anos, a febre aftosa e a febre suína africana marcavam o carne brasileira nos mercados internacionais. Um país que não controlava isso deixava uma imagem péssima entre os compradores e afetava também outros setores. Hoje, incluindo a carne bovina, os negócios somam US$ 16,5 bilhões – compara. É a partir dessas vivências que Turra embasa suas opiniões sobre disputas por mercados globalizados, diplomacia brasileira e estratégias que podem ajudar a carne beneficiada no Brasil a ganhar espaço em prateleiras de supermercados mundo afora.

Disputas internacionais

Estamos entrando com um painel contra a Indonésia na Organização Mundial do Comércio (OMC). Entre países membros, não se pode fechar um mercado sem razão. Na sanidade, não há problema, nem nas tarifas. Quando se vai firmar o acordo, eles não assinam. Já temos um advogado contratado, em um processo que custará em torno de R$ 800 mil e será demorado, mas que servirá como exemplo para outros. Na Indonésia o quilo do frango custa cerca de US$ 10. Conseguiríamos colocar o produto brasileiro lá por US$ 2,50 para o consumidor. Sabe o que ocorre? Para o consumidor, é uma bênção quando o Brasil entra: é competitivo em preço e oferece carne saudável. Já para o produtor local, somos uma ameaça. São importadores e consumidores que ajudam a nos defender nos painéis da OMC.

Negócios em família

Emperra o acordo quando no governo com o qual estamos conversando há alguém importante ou influente com negócios no setor. Na Nigéria, onde existem quase 180 milhões de pessoas, que comem só 1,5 quilo de frango por habitante ao ano, ocorreu isso. Não conseguimos avançar para lá desde a época do presidente Obasanjo (Olusegum Obasanjo, que liderou o país entre 1999 e 2007). Com ele, podia-se falar de tudo, menos de frango: era dono de três indústrias de aves. DIPLOMACIA BRASILEIRA - Preparamos a defesa para os painéis internacionais, mas cabe ao governo e ao Itamaraty entrar com ações na OMC. No caso da Indonésia, já era para estar resolvido no final do ano passado. Está amarrado por questões diplomáticas nossas. Temos um problema no Brasil: falta coragem de cobrar as coisas. Fazemos um trabalho péssimo nesse sentido. A África faz o diabo conosco, e o Brasil não se impõe na mesa de negociação. É um desastre nossa falta de mais acordos de livre comércio, como faz o Chile, que tem acerto com 80% dos mercados. Sabe o que eles fazem? Compram frango do Brasil e exportam por lá. A diplomacia brasileira tem medo de fazer acordos até com a União Europeia, prende-se ao Mercosul. Aí, a Argentina não anda bem, e os negócios não vão adiante. Precisamos de mais acordos fora do Mercosul. Depois, que venham a Argentina, o Uruguai...

O Brasil se prende a um bloco econômico que não se entende. Com barreiras sanitárias não temos problemas, mas em barreiras tarifárias temos, e muitos, por falta de acordos. Sem entendimento entre os governos, os países cobram de nós o que querem. A Índia, por exemplo, já abriu o comércio para o frango brasileiro há três anos. É um sonho de consumo, mas não vendemos meio quilo de frango para lá. A tarifa é de 100%, por falta de acerto.

Corrupção no caminho

A corrupção é um problema em alguns mercados. Não para nós, como entidade, mas para as empresas que, depois do caminho aberto, vão lá negociar. Há um caso recente onde o governo deu a primazia do negócio a alguns importadores. E esses importadores pintam e bordam. Determinado negociador chegou a nos dizer que o Brasil era muito inflexível, que tinha de agradar mais o comprador. Estava falando de pagamento por fora. Em certos casos, as empresas saem do mercado porque isso se torna um desastre. Certa vez, ouvi de uma autoridade do Irã que deixaram de comprar de nós porque ficaram magoados com Dilma. Falaram que Lula os tratava bem. Disse que voltariam a comprar por necessidade. Ainda assim, a certificadora das importações teria de ser a empresa do filho dele.

Novos mercados para suínos

Temos 155 países abertos para a carne de frango, e vendemos para quase todos. Nos restam apenas algumas pedreiras, em razão de difíceis negociações, na África e Ásia. Para os suínos, estamos chegando a 80 acordos. Mas vendemos, efetivamente, no máximo a 30. Estamos trabalhando melhor o mercado japonês e de olho nos Estados Unidos, na África do Sul, na Coreia do Sul e no México, para onde estou indo em julho.

Epidemias e o Brasil

O mercado americano passa por um grande problema de sanidade com a diarreia suína. Da mesma forma, ocorre com os canadenses, os mexicanos e os colombianos. Se mantivermos isso controlado, distante do Brasil, será um bela oportunidade de crescer. A Rússia, nos últimos três meses, reabilitou oito unidades brasileiras para exportação. Por quê? Necessidade. Dependiam dos Estados Unidos, de onde não querem comprar, da Europa, onde a produção não está crescendo, e do Brasil. Os americanos perderam cerca de 14% do rebanho com a diarréia suína (já seriam 8 milhões de animais mortos). Mas queremos ser menos dependentes do mercado russo, como deixamos de ser no segmento de aves. No frango, não há dependência, o maior cliente, a Arábia Saudita, responde por 18% das compras, e o mercado islâmico, ao todo, 33%.

ONDE O FRANGO PODE CHEGAR

O prazo médio para abertura de um novo mercado é de cinco anos. Na China, foram nove anos. Temos aberto em torno de três mercados por ano. Para expandirmos as fronteiras do frango, o problema é que já fomos muito longe. O que fica de fora são pedreiras, no que diz respeito à negociações. O que são as pedreiras? Indonésia, Malásia, Paquistão, Vietnã, Nigéria e vários países africanos. Basicamente, Ásia e África.
(Zero Hora ) (Redação)




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segunda-feira, 16 de junho de 2014

Lavar frango 'aumenta risco de intoxicação alimentar' - BBC Brasil - Notícias

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A prática de lavar frango cru aumenta o risco de intoxicação alimentar, alerta a Food Standards Agency (FSA), agência de segurança alimentar britânica.
O processo de lavagem espalha bactérias Campylobacter nas mãos, roupas e em utensílios e superfícies de cozinha, devido ao espirro de gotas de água.
Na verdade, não há necessidade de lavar o frango, pois a bactéria morre quando ele é bem cozinhado ou assado.
Conhecida como bactéria retorcida, a Campylobacter é a forma mais comum de intoxicação alimentar na Grã-Bretanha, e a maioria dos casos é proveniente de aves contaminadas.
Os sintomas incluem diarreia, dores de estômago, cólicas, febre e mal-estar geral. A maioria das pessoas só fica doente por alguns dias, mas a doença pode levar a problemas de saúde a longo prazo, como a síndrome do intestino irritável e a síndrome de Guillain-Barre, uma doença grave do sistema nervoso.
Campylobacter também pode matar - os que correm maior risco são crianças menores de cinco anos ou idosos.
A britânica Ann Edwards disse à BBC que ficou completamente paralisada ao contrair a bactéria 17 anos atrás, quando tinha quase 50 anos, e desde então não trabalha mais.
"Eu primeiro notei que havia algo errado quando eu tive uma diarreia muito grave que durou pouco mais de uma semana. Fui levada ao hospital e a partir daí fiquei totalmente paralisada.
"Meu sistema imunológico teve uma reação exagerada [à bactéria], o que afetou meus nervos", contou.
Edwards se recuperou apenas parcialmente. Ela ainda sofre alguma paralisia nos pés e tem baixa imunidade.
"Eu trabalhava numa empresa de seguros, era muito ativa e em boa forma. Isso ocorreu duas semanas antes de eu fazer 50 anos. Eu não trabalho desde então. Mudou completamente a minha vida", lamenta ela.

Pesquisa

Uma pesquisa online com 4.500 adultos realizada na Grã-Bretanha pela FSA descobriu que 44% dos entrevistados lavam o frango antes de cozinhar.
Campylobacter afeta cerca de 280 mil pessoas na Grã-Bretanha a cada ano, mas apenas 28% dos entrevistados na pesquisa da FSA tinham ouvido falar dele e, desse grupo, só um terço sabia que aves são a principal fonte das bactérias.
Os entrevistados disseram que lavam o frango para remover a sujeira ou germes ou, simplesmente, porque sempre fizeram isso.
"Embora as pessoas costumem seguir as práticas recomendadas para o manuseio de aves, como lavar as mãos depois de tocar em carne de frango crua e ter certeza de que ela está bem cozida, nossa pesquisa descobriu que lavar frango cru também é prática comum", disse a presidente-executiva da FSA, Catherine Brown.
Segundo Brown, infecções por Campylobacter custam à economia centenas de milhões de libras por ano por causa de pessoas que faltam ao trabalho por estar doente e dos gastos do NHS [o sistema público de saúde britânico].
Brown disse que a FSA também está trabalhando com agricultores, abatedouros e processadores para tentar reduzir a presença deCampylobacter nas aves.




Lavar frango 'aumenta risco de intoxicação alimentar' - BBC Brasil - Notícias

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Criadores de frango comemoram a boa fase da atividade no Paraná - Globo Rural

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O mercado do frango está em boa fase no Paraná. O investimento das indústrias na atividade animou os criadores. A cooperativa de Cascavel projeta para o fim do ano um aumento em torno de 10% na produção. Em abril as exportações de carne de frango foram 3,7% maiores que no mesmo período do ano passado.
A criação de frangos mantida pela família do criador Pedro Timbola tem 80 mil aves alojadas em quatro aviários da propriedade na cidade de Céu Azul, no oeste do Paraná.
No ano passado, a família recebeu R$ 0,60 por animal, uma boa média. Mas neste ano o valor está entre R$ 0,65 e R$ 0,70 por cabeça. São dos anos seguidos de bons resultados da atividade.
A avicultura no Paraná atravessa uma fase de prosperidade, situação muito diferente em relação a de 2012, quando o setor sofreu uma forte crise. Hoje, as empresas estão retomando projetos.
O bom momento do setor causa segurança para a indústria investir e ampliar. A cooperativa deCascavel projeta para o fim do ano um aumento na produção em torno de 10%. O número é superior ao da média nacional, que gira em torno de 5%. Para isso, o frigorífico vai abrir mais um turno e 300 pessoas serão contratadas para o abate de 75 mil frangos por dia.
De acordo com a Associação Brasileira de Proteína Animal, em abril as exportações de carne de frango foram 3,7% maiores que no mesmo período do ano passado. Esse é o maior volume já registrado para o mês de abril.

terça-feira, 15 de abril de 2014

AviSite - O Portal da Avicultura na Internet - Brasil perde espaço para EUA na exportação de carne de frango

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Campinas, 15 de Abril de 2014 - Líderes mundiais na exportação de carne de frango, Brasil e EUA registraram, nos 12 meses encerrados em fevereiro de 2014, exportações somadas de 7,282 milhões de toneladas, volume não muito diferente do alcançado dois anos antes (fevereiro/12), quando o total acumulado em 12 meses somou 7,196 milhões de toneladas.

Em outras palavras, nesses dois anos as exportações anualizadas das duas potências na carne de frango aumentaram apenas 1,2%, índice que corresponde a um acréscimo mensal de cerca de 3.591 toneladas – pouco mais de meio por cento das exportações mensais médias de Brasil e EUA.
Mas se o volume exportado teve evolução pouco significativa, o mesmo não pode ser dito da participação brasileira no total exportado pelos dois países, em queda sem dúvida expressiva, a despeito de relativa estabilização nos últimos meses.

Em fevereiro de 2012, por exemplo, do total exportado (7,196 milhões de toneladas), o Brasil respondeu por 55%. Mas entre 2010 e 2011 essa participação havia sido maior, registrando seu ápice em junho de 2011, mês em que a fatia brasileira correspondeu a mais de 56%.

Como em fevereiro passado o percentual aplicável às exportações brasileiras ficou em 53,5%, a participação do País retrocedeu cerca de 3% em dois anos ou mais de 5% em relação a junho de 2011.

Isso também significou que enquanto os embarques norte-americanos aumentaram, comparativamente a fevereiro de 2012 , mais de 4,5%, os do Brasil enfrentaram recuo da ordem de 1,6%.





(AviSite) (Redação)




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sábado, 29 de março de 2014

Epidemia que afeta suínos nos EUA favorece setor de aves - Avicultura Industrial

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O vírus da diarreia suína epidêmica (PEDv, na sigla em inglês) afetou cerca de 60% rebanho suíno para reprodução nos EUA, 28% do rebanho mexicano e começa a surgir no Canadá, de acordo com relatório do banco Rabobank que busca estimar os impactos da epidemia na América do Norte. 
Segundo o relatório, se a doença se espalhar no Canadá e México no mesmo ritmo visto nos EUA, o abate de suínos na América do Norte pode declinar cerca de 18,5 milhões de cabeças ao longo de 2014 e 2015 ou 12,5% em relação aos níveis de  2013.  A produção de suínos dos EUA de uma maneira geral deve cair  6% a 7%, o maior recuo em mais de 30 anos.
“Nos EUA, vimos a  epidemia de PEDv causando uma redução significativa na disponibilidade de suínos (para abate) em 2014, um volume de  12,5 milhões de cabeças ou 11% do abate anual”, afirma o analista do Rabobank William Sawyer, no relatório. “Dado o número cada vez mais crescente de casos reportados e o ciclo de vida médio de seis meses, o período de agosto até outubro será provavelmente o mais apertado para os processadores quando o abate pode declinar 15% a 25% ante os níveis de  2013.” Conforme o analista, se o vírus continuar em sua taxa atual,  o recuo no abate nos EUA em 2014 pode alcançar até 15 milhões de suínos.
A origem específica do PEDv nos EUA não foi identificada definitivamente, mas comparações das cepas do vírus nos EUA indicaram uma relação próxima com cepas na China, segundo comunicado do Rabobank. O que está claro é que uma vez que chega a uma região, o vírus pode se espalhar rapidamente por todo o rebanho.
Na avaliação do Rabobank, o verdadeiro beneficiado com a epidemia de diarreia suína será o setor de aves nos EUA. A previsão de declínio de quase 6% na produção de carne bovina este ano e de recuo de 6% a 7% na produção de carne suína significa uma “ oportunidade excepcional” para  a indústria de aves dos EUA, uma vez que os consumidores terão de recorrer à proteína.
A produção americana de frango teria de aumentar 8% a 9% para compensar  a queda na oferta de carnes bovina e suína, mas, de acordo com o Rabobank, um plantel de reprodução limitado e demanda elevada do México por ovos férteis deve manter restrito o crescimento da oferta. Com isso, o Rabobank prevê que os preços de frango e as margens devem subir nesta primavera  e verão no Hemisfério Norte, o que significa um “ano muito favorável” para a indústria de frango dos EUA.




Epidemia que afeta suínos nos EUA favorece setor de aves

quinta-feira, 6 de março de 2014

Frango brasileiro não tem hormônio - por Domingos Martins

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Você acredita que comer manga com leite faz mal? Esse mito já deixou de fazer sentido para a maioria de nós, mas as raízes dele foram muito bem identificadas: no Brasil Colônia, especialmente no Nordeste, os senhores de engenho espalhavam a lenda para evitar que os escravos consumissem o leite das fazendas, abundantes de mangueiras frondosas.

Esse exemplo mostra como uma ideia sem embasamento pode ganhar força no imaginário popular. Em dezembro do ano passado, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) autorizou as empresas do setor avícola a utilizarem, nos rótulos de seus produtos, a mensagem "sem uso de hormônio, como estabelece a legislação brasileira". A regra em questão é a Instrução Normativa nº 17, de 18 de junho de 2004.

Em teoria, esse aviso nem precisaria ser colocado nas embalagens. Nenhum frango criado no Brasil leva hormônios. Mas a difusão de ideias enganosas é mais séria do que parece. Uma pesquisa encomendada pela União Brasileira de Avicultura (Ubabef), em março de 2012, apontou que 72% da população brasileira acredita que hormônios sejam utilizados na criação de aves.

Não há dado sólido que apoie esse ponto de vista. Experimente fazer uma pesquisa sobre frangos com hormônios em um site de buscas na internet, e muito provavelmente não vai achar sequer um artigo ou pesquisa séria que sustente essa denúncia.

O mito existe, em grande parte, porque o frango atualmente se desenvolve em ritmo muito mais acelerado do que há algumas décadas. As aves hoje crescem em um terço do tempo que levavam nos anos 50, e consumindo apenas um terço da quantidade de alimento. Essa evolução trouxe a suspeita de injeção de hormônios.

O frango cresce mais rapidamente por ingerir uma dieta calculada minuciosamente para satisfazer sua demanda corporal. Além disso, décadas de seleção genética e evolução no tratamento melhoraram o ritmo de ganho de peso do animal. Não há nada de estranho nisso, todos os ramos da agropecuária e da indústria tiveram técnicas aperfeiçoadas ao longo do tempo.

Além de se tratar de uma prática proibida, fiscalizada rigorosamente pelo Controle de Resíduos e Contaminantes (PNCRC), do Mapa, a literatura científica jamais comprovou a eficácia dessa utilização. Até hoje, nenhuma vantagem convincente deste método foi comprovada.

Vale ressaltar, também, que os hormônios teriam de ser injetados individualmente em cada animal. E periodicamente: a liberação precisaria ser feita em doses frequentes que simulassem um processo natural. Tendo em conta que o país cria mais de 6 bilhões de frangos por ano, o procedimento é obviamente inviável.

A carne de frango brasileira é a mais consumida do mundo há uma década. Desde que assumimos a liderança no ranking de exportações, em 2004, mantivemos o posto. Em 2013, segundo a Ubabef, foram vendidas 3,87 milhões de toneladas de frango para o mercado externo. Se houvesse uma única informação confiável sobre a existência de hormônios no frango brasileiro, nossa reputação com o consumidor internacional já teria sido abalada há muito tempo.

É fundamental, dessa forma, que as empresas, sindicatos e órgãos reguladores do setor avícola se esforcem para corrigir esta desinformação junto ao público. E pedimos à população brasileira, de forma geral, que procurem se informar o máximo possível. Para que um dia, talvez, a ideia de que frangos se criam com hormônios tenha tanto crédito quanto a velha história de que tomar leite com manga dá dor de barriga. 



Domingos Martins é presidente do Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas do Estado do Paraná (Sindiavipar).



Frango brasileiro não tem hormônio - por Domingos Martins