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segunda-feira, 23 de junho de 2014

A crise do etanol - Estado de São Paulo

BY Agro Mecânica Tatuí IN No comments

2014-06-23 Etanol Bomba
A dívida de mais de R$ 60 bilhões acumulada pelas empresas do setor sucroalcooleiro, que limita sua capacidade de investimentos e ameaça a continuidade das atividades das que teimosamente continuam a produzir etanol com certa regularidade, é o resumo
financeiro da desastrada política energética do governo do PT na área de combustíveis renováveis. Como fez com as empresas de energia elétrica, às quais prometeu competitividade e crescimento, mas apresentou uma dolorosa conta que lhes comprometeu o equilíbrio financeiro, às empresas sucroalcooleiras o governo do PT prometeu a liderança mundial na produção de energia renovável e limpa para o setor de transportes, mas entregou uma crise para a qual ele próprio não tem nem sequer um esboço de solução. Para as empresas que acreditaram no governo e investiram pesadamente na expansão de sua capacidade de produção,
hoje soam como escárnio as palavras pronunciadas pelo ex-presidente Lula em 2006, quando se referiu ao “novo momento para a humanidade” que, no seu entender, estava sendo aberto pelo memorando de cooperação para a produção de álcool combustível assinado pelos governos brasileiro e americano. Por convicção ou esperteza, Lula então previu que o Brasil se tornaria referência
mundial na produção de etanol de cana, um combustível avançado, de alta produtividade e não poluente. O etanol, com certeza, continua sendo um combustível com essas características, mas sua produção no Brasil foi severamente prejudicada pelo governo – o de Lula e mais ainda o de Dilma. Com a descoberta de petróleo da camada do présal, no qual o governo petista viu, mais do que um alívio para a questão energética, um veio de grande valor político-eleitoral, seu interesse pelo etanol decresceu rapidamente.
Depois, sem se preocupar em conter as pressões inflacionárias por meio de uma política fiscal mais adequada – com redução de suas próprias despesas, para aliviar a demanda interna – e outros mecanismos mais eficazes, entre os quais o desestímulo ao consumo, o governo passou a controlar com mais rigor os preços que têm grande peso na composição dos principais índices de inflação, como o dos combustíveis. Isso prejudicou severamente o desempenho financeiro da Petrobrás, mas prejudicou ainda
mais o setor sucroalcooleiro. Com o estímulo dado pelo governo do PT, em seu primeiro ano, para a produção de veículos flex, que utilizam álcool e gasolina em quaisquer proporções, também a produção do etanol foi estimulada. Além disso, a obrigatoriedade de adição de álcool à gasolina – justificada por razões ambientais – assegurava uma atraente fatia do mercado para o biocombustível produzido a partir da cana. Este é o lado positivo da política petista para o setor sucroalcooleiro. Tudo o que essa política podia ter de positivo, porém, foi destruído pelo controle de preços – conhecido viés petista – também na área de combustíveis. O congelamento por longos períodos do preço da gasolina, além de prejudicar financeiramente a Petrobrás, impôs perdas severas para o setor sucroalcooleiro. Como o álcool tem rendimento inferior ao da gasolina, para que o consumidor opte pelo biocombustível em detrimento do derivado de petróleo, é preciso que o preço seja adequado. O álcool só é competitivo se seu preço não superar 70% do da gasolina. Por isso, o congelamento de um, o da gasolina, obviamente impõe também o do outro, do álcool. A Petrobrás teve compensações, embora não integrais, para as perdas que teve com o congelamento, pois foi subsidiada pelo governo, com a redução para zero da alíquota do tributo que incide sobre a gasolina (a Cide). Mas o setor sucroalcooleiro, cujos custos de produção subiram enquanto o preço do álcool estava congelado, teve perdas. É a pior crise já enfrentada pelo setor. Nas últimas cinco safras, 44 usinas fecharam. Outras 33 estão em regime de recuperação judicial e 12 não moerão cana neste ano. O espectro do desemprego ronda mil municípios onde se planta cana.
(Fonte: Estado de S.Paulo)


A crise do etanol

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Nem tão verde assim: etanol aumenta poluição por ozônio em SP | INFO

BY Agro Mecânica Tatuí IN No comments

São Paulo



Rodar carros com etanol no lugar de gasolina pode aumentar a poluição de ozônio na atmosfera. Essa é a conclusão de um estudo feito em São Paulo. Um artigo sobre a pesquisa foi publicado na revista científica Nature Geoscience.
O ozônio é um poluente urbano capaz de causar problemas respiratórios graves. Ele pode se formar quando a luz solar desencadeia reações químicas envolvendo hidrocarbonetos e óxidos de nitrogênio emitidos pelos veículos.O etanol tem sido promovido como um combustível “verde”, pois sua combustão tende a produzir menos emissões de dióxido de carbono, hidrocarbonetos e óxidos de nitrogênio do que a gasolina. Mas a nova pesquisa revela que é difícil avaliar o real impacto da mudança da gasolina para o etanol.
Alberto Salvo, economista da Universidade Nacional de Cingapura, e Franz Geiger, um físico-químico da Universidade de Northwestern, explicam no artigo o que aconteceu quando os motoristas de São Paulo mudaram seus hábitos de combustível de repente.
Entre 2009 e 2011, o preço do etanol variou em resposta às flutuações nos preços mundiais do açúcar, que é usado para produzir etanol por fermentação.  Enquanto isso, o preço da gasolina controlada pelo governo ficou estável. Isso causou mudanças no consumo de combustível. A participação da gasolina chegou a subir de 42% para 68%.
Durante essa flutuação, os pesquisadores analisaram os dados fornecidos por estações de monitoramento de ar da cidade para registrar a consequência da troca do etanol pela gasolina e vice-versa. O aumento do consumo de gasolina causou uma média de 15 microgramas por metro cúbico na concentração de ozônio, abaixo da média da semana anterior de 68 microgramas, quando havia mais etanol sendo queimado.
Mas os ativistas não devem começar a defender o uso da gasolina em vez de etanol. Entre várias consequências, a gasolina também pode causar problemas de saúde e aumentar a quantidade de material particulado no ar.
O resultado da troca de combustível também pode variar em outras cidades. Por isso, os pesquisadores acreditam que o método pode ser usado para medir os efeitos das mudanças de combustível em outros locais. Só assim será possível prever o real impacto do etanol no meio ambiente.


Nem tão verde assim: etanol aumenta poluição por ozônio em SP | INFO

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Midia News | Genética impulsiona produção de etanol de segunda geração

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Genética impulsiona produção de etanol de segunda geração: Imagem de secção transversal da raíz da cana-de-açúcar mostra a planta se autodegradando

DO PORTAL DO AGRONEGÓCIO


A intenção dos cientistas é reproduzir o mecanismo em outras partes da cana.

Para aumentar a produção de bioetanol no Brasil, sem estender a área de plantio de cana-de-açúcar, pesquisadores do Laboratório de Fisiologia Ecológica de Plantas (Lafieco) do Instituto de Biociências(IB) da Universidade de São Paulo (USP) estão desenvolvendo um modo de a palha e o bagaço da planta também serem aproveitados no processo de fabricação industrial do combustível.

A intenção é obter um procedimento com viabilidade industrial para o chamado etanol de segunda geração, ou seja, o combustível gerado com o que sobra da primeira moagem da cana-de-açúcar. Isso inclui tanto uma reorganização genética da cana-de-açúcar, quanto o desenvolvimento de enzimas que possam extrair o açúcar de sua parede celular com facilidade, para mais combustível ser produzido.

O Lafieco é o laboratório-sede do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT) do Bioetanol e, por isto, não está sozinho neste projeto de pesquisa. Além dele, mais 32 grupos se propuseram a este desafio, coordenados pelo professor Marcos Silveira Buckeridge, do IB.

O etanol de segunda geração

A ideia é produzir com mais eficiência o etanol de segunda geração. Este processo é mais difícil que o primeiro pois no bagaço e na palha da planta, a celulose é menos acessível, já que é permeada por outros polímeros. Atualmente, para que essa celulose seja usada, o que se faz em laboratório é um pré-tratamento no material, que pode consistir em uma explosão a vapor, no uso de ácido ou de álcali. "Existem várias tentativas para amolecera biomassa. Só que em todos esses casos você acaba perdendo ou degradando parte do material", explica Buckeridge.

Apenas depois do pré-tratamento é que ocorre a chamada hidrólise. Nela, enzimas degradam a celulose para se obter o caldo de açúcares simples que, após fermentação, gera o combustível. Segundo o professor, o problema está na viabilidade para o mercado. "Se a gente fosse levar caminhões de enzima para a indústria, o número de caminhões de enzima seria maior do que o número de caminhões de cana, porque ela é muito diluída e muito cara, então não é viável economicamente", lamenta.

Descobertas

O grupo de estudos busca, então, tanto deixar a parede celular da cana mais fácil de ser degradada, quanto fazer com que as enzimas de hidrólise também atuem nesse processo. Até o momento, os cientistas já conseguiram desvendar a arquitetura da parede celular da planta, descobrindo que a celulose representa apenas 30% dela. Eles também descobriram um mecanismo de degradação que a cana-de-açúcar possui na própria raiz. A intenção agora é programar os genes da planta para que a parede celular de todas as suas partes seja facilmente aberta, além de promover outras melhorias nela, como a resistência a fatores externos. Com esta "supercana", as indústrias poderão até pular a parte do pré-tratamento, barateando a produção do combustível.

Além disto, vários dos microorganismos (fungos e bactérias) que produzem as enzimas e sua genética foram desvendados. O próximo passo, então, é montar um "coquetel enzimático" brasileiro, denominando quais enzimas são capazes de, sozinhas, degradar a parede celular da cana-de-açúcar e tendo o controle também dos genes que as codificam.

O INCT do Bioetanol

Em 2008, o INCT do Bioetanol foi formado com o intuito de gerar informações que permitissem dobrar a produção deste biocombustível no Brasil em 10 anos. Para toda a pesquisa acontecer, o instituto está dividido em 5 núcleos: o Centro de Expressão Gênica e Transformação de cana, o Centro de Fisiologia Vegetal e Biologia Celular, o Centro de Genética e Melhoramento da Cana, o Centro de Prospecção de fungos e engenharia de enzimas e o Centro de Caracterização de Enzimas e Engenharia de Processos.

O grupo já lançou livros com capítulos que esclarecem os leitores sobre os avanços na ciência para o etanol de segunda geração e sobre a bionergia. Eles podem ser baixados neste link.

Ao final deste ano, será lançado mais um, que incluirá os resultados das pesquisas até agora e a projeção dos próximos passos que devem ser dados.





Midia News | Genética impulsiona produção de etanol de segunda geração

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Portal A TARDE - Preço do etanol cai em 12 Estados; BA registra maior queda

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Os preços do etanol hidratado nos postos brasileiros caíram em 12 Estados, subiram em 10 e ficaram estáveis em outros quatro e no Distrito Federal na semana encerrada em 2 de novembro, de acordo com dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). No período de um mês, os preços do etanol caíram em 15 Estados e no Distrito Federal e subiram em 11.
Na semana, a maior alta, de 3,04%, ocorreu no Paraná, enquanto que a maior queda foi registrada na Bahia (-0,93%). Em Salvador, o preço mínimo registrado foi de R$ 1,890 por litro de etanol; e o máximo foi de R$ 2,390. O preço médio na capital baiana ficou em R$ 2,049.
No mês, os preços subiram mais no Paraná (5,11%) e caíram mais no Pará (-0,75%).
Em São Paulo, principal Estado consumidor, a cotação ficou estável na semana, em R$ 1,767 o litro. No período de um mês, contudo, acumula alta de 0,91%.
O preço mínimo registrado para o etanol foi de R$ 1,449 o litro, no Estado de São Paulo, e o máximo foi de R$ 2,990/litro, no Pará. Na média, o menor preço foi de R$ 1,767 o litro, em São Paulo. O maior preço médio foi verificado em Roraima, de R$ 2,743 o litro.
Etanol competitivo
Pelos dados da ANP compilados pelo AE-Taxas, os preços do etanol nos postos de combustíveis seguem competitivos em relação à gasolina apenas em Goiás, Mato Grosso, Paraná e São Paulo. Nos demais 22 Estados brasileiros e no Distrito Federal, a gasolina está mais competitiva.
Segundo o levantamento, o preço do etanol em Goiás equivale a 66,21% do valor da gasolina. Em Mato Grosso, a relação está em 65,36%; no Paraná, em 67,49%; e em São Paulo, em 65,13%. A gasolina está mais vantajosa principalmente em Roraima, onde o etanol custa o equivalente a 91,04% do preço da gasolina.
O preço médio da gasolina em São Paulo está em R$ 2,713 o litro. Na média da ANP, o preço do etanol no Estado ficou em R$ 1,767 o litro.

Portal A TARDE - Preço do etanol cai em 12 Estados; BA registra maior queda

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Maior produção de etanol faz consumidor pagar menos | JORNAL O TEMPO

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Guliana Gontijo

O aumento de 46,26% na produção de etanol na região Centro-Sul do país, que chegou a 9,393 bilhões de litros no acumulado do ano até 16 de julho (safra 2013/2014) na comparação com a anterior (2012/2013), está ajudando o consumidor a pagar mais barato ao abastecer o carro.

Segundo levantamento da Agência Nacional de Petróleo (ANP), o preço do litro do combustível derivado da cana de açúcar caiu 3,93% em quatro semanas em Belo Horizonte. Na semana de 23 a 29 de junho, o preço médio do combustível era de R$ 2,035. Na última pesquisa referente a semana do dia 14 a 20 de julho, o litro do produto já era encontrado a R$ 1,955, R$ 0,08 a menos que o valor verificado no final de junho.

Para o secretário-executivo da Associação das Indústrias Sucroenergéticas de Minas Gerais (Siamig), Mário Campos, ainda há espaço para que o etanol fique mais barato nas bombas dos postos de combustíveis. “Há sempre um atraso nos repasses para o consumidor quando o preço. Quando sobe, o aumento chega rápido”, diz.

Ele observa que a queda no preço do etanol, que chega a ser competitivo na comparação com a gasolina em alguns postos da capital mineira, se deve ao aumento da oferta, que fez o preço médio para o produtor cair R$ 0,20 desde o início da safra em abril.

“Também colaborou o incentivo fiscal do governo federal, com a criação de um crédito presumido de PIS e Cofins ao produtor rural”. Os dois tributos respondem por R$ 0,12 para cada litro do etanol.

Alta. Ontem, a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) divulgou balanço das vendas de etanol da primeira quinzena de julho das unidades produtoras do Centro-Sul, que somaram 1,09 bilhão de litros, incremento de 27,11% sobre igual período de 2012.

Apesar do aumento nas vendas, o coordenador de comunicação regional da entidade, Sérgio Prado, diz que o preço pago ao etanol não está remunerando o produtor. “O custo de produção em 2007 era de R$ 0,70 o litro. Agora, oscila de R$ 1,10 a R$ 1,15. E na semana passada, o valor pago ao produtor estava na casa dos R$ 1,10”. Diante de um quadro de dificuldades, a estimativa da entidade é que 12 empresas deixem de operar até o final do ano.


Maior produção de etanol faz consumidor pagar menos | JORNAL O TEMPO

segunda-feira, 4 de março de 2013

Etanol mais barato: isenção de PIS-Cofins pode sair em abril  - Portal Vermelho

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De acordo com informações publicadas nesta segunda-feira (4), o governo está com um plano concluído para isentar o setor de etanol da alíquota de PIS e Cofins que incide sobre o combustível. A medida aguarda apenas assinatura do ministro de Minas e Energia, Edison Lobão.

O impacto esperado com a eliminação de PIS e Cofins é de uma queda entre R$ 0,15 e R$ 0,20 por litro, podendo se aproximar de 10% no preço final do etanol que é cobrado na bomba de abastecimento.

No mês passado, Lobão afirmou que o governo estava analisando o assunto, como forma de incentivar o setor. A partir de maio, está previsto aumento da mistura de etanol na gasolina, que vai saltar de 20% para 25%.

Safra

A isenção de PIS e Cofins está planejada para entrar em vigor em abril, por causa do início da safra de cana-de-açúcar. No centro-sul do país, a temporada 2013/14 (abril/março) tem estimativa recorde de produção entre 590 milhões e 600 milhões de toneladas, 10% a mais que a safra atual.

Com informações do Jornal Valor Econômico

Etanol mais barato: isenção de PIS-Cofins pode sair em abril  - Portal Vermelho

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Copersucar compra grupo dos EUA e vira líder mundial em venda de etanol - Cenário da Notícia em Lucas do Rio Verde e Região

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A Copersucar, cuja origem foi uma cooperativa de produtores de cana-de-açúcar, açúcar e álcool criada em 1959, anunciou ontem a conclusão de um acordo com a norte-americana Eco-Energy, a partir do qual se tornará líder mundial de comercialização de etanol.

A companhia brasileira realizará um investimento - cujo valor não foi divulgado - na Eco-Energy e, com isso, se tornará o controlador da empresa, que detém 9% do mercado de etanol dos Estados Unidos.
Maior comercializadora de açúcar e etanol do Brasil, a Copersucar vai incorporar uma trading com receita anual de aproximadamente US$ 3 bilhões e oferta global de 4,5 bilhões de litros de biocombustíveis, o que lhe garantirá a condição de terceira maior empresa do setor nos Estados Unidos. O grupo brasileiro, por sua vez, projeta comercializar 4,8 bilhões de litros de etanol na safra 2012-2013 e atingir receita de US$ 7,5 bilhões (R$ 15 bilhões), número que também inclui a venda de açúcar.

A meta de crescimento da Eco-Energy é ambiciosa, segundo análise da própria Copersucar. O grupo norte-americano pretende dobrar a atual oferta de biocombustíveis para quase 10 bilhões de litros em um prazo de três anos. Para isso, porém, a companhia necessitava da injeção de recursos, situação equacionada a partir do acordo com a Copersucar.

O grupo brasileiro, formado por 48 usinas produtoras que, em 2008, decidiram criar a Copersucar S/A, assumirá o controle da Eco-Energy a partir desse aporte de recursos. De acordo com o presidente do Conselho de Administração da Copersucar, Luís Roberto Pogetti, o acerto não incluiu a aquisição de ações dos atuais controladores da Eco-Energy, mas sim a injeção de recursos e consequente diluição desses acionistas no capital da empresa. O efeito prático da operação, porém, é idêntico ao de uma aquisição.

Investimentos. Capitalizada, a Eco-Energy deverá realizar investimentos em logística e em outras áreas da operação, além de firmar novas parcerias locais. Esse modelo é um dos atrativos do negócio, que ainda permite à Copersucar ter acesso direto a fornecedores e clientes instalados nos Estados Unidos. "Passamos a contar com uma oferta que nenhuma trading do mundo tem. De imediato, passamos a ter uma mitigação de riscos", afirmou Pogetti. A explicação está na forte presença no mercado de etanol produzido com cana-de-açúcar (Brasil) e milho (Estados Unidos), "Falamos de duas regiões climáticas bastante distintas", complementou.

A operação deverá ser aprovada pelas autoridades regulatórias norte-americanas em meados de dezembro e, assim que for concluída, é esperado que a Copersucar divulgue detalhes adicionais do acordo. A princípio, a empresa brasileira se limitou a informar que a estruturação financeira da transação será viabilizada em um modelo de project finance, no qual o próprio projeto é utilizado como garantia do financiamento. "É um financiamento casado com a capacidade que o investimento tem de gerar retorno, de forma que não afetará o andamento da vida operacional da Copersucar no Brasil", afirmou Pogetti.

Ao assumir o controle da Eco-Energy, a Copersucar ganha musculatura para retomar o antigo sonho de ingressar no mercado de capitais. O momento, porém, não permite à companhia almejar uma eventual abertura de capital no curto prazo, segundo o executivo. Da mesma forma, a presença mais efetiva da Copersucar no mercado internacional coloca a companhia em uma posição de potencial consolidadora do setor. Perguntado sobre o interesse em novas aquisições ou parcerias, Pogetti destacou que a companhia brasileira está atenta a oportunidades.

A despeito de eventuais operações desse modelo, a Copersucar mantém planos arrojados de expansão no Brasil. A companhia planeja chegar a 2017 com uma oferta de 8 bilhões de litros de etanol, o que, somado à capacidade futura da Eco-Energy, elevaria a oferta da Copersucar para quase 18 bilhões de litros. Atualmente, com oferta de aproximadamente 10 bilhões de litros, Copersucar e Eco-Energy detêm aproximadamente 12% do mercado mundial de etanol.

Fonte:  O Estado de S. Paulo

Copersucar compra grupo dos EUA e vira líder mundial em venda de etanol - Cenário da Notícia em Lucas do Rio Verde e Região

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Preço do etanol cai 0,32%; veja onde é vantajoso abastecer com o combustível

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Por Welington Vital   |13h07 | 03-09-2012 A A A
SÃO PAULO – O etanol continua a ser vantajoso no estado de São Paulo, que tem o referido combustível mais barato do Brasil, com média de R$ 1,737por litro. Já a gasolina ficou em R$ 2,619 por litro, de acordo com dados da ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), com base nos preços praticados na semana encerrada no último dia 01.
De acordo com a ANP, além de São Paulo, só compensa abastecer com etanol em mais dois estados brasileiros: Mato Grosso, onde o litro do etanol custava R$ 1,891 e o da gasolina, R$ 2,980, e Goiás onde o etanol ficou em R$ 1,832 e a gasolina em R$ 2,726 na última semana.

Por InfoMoney

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Rio deverá anunciar desoneração para o etanol - Diário do Grande ABC

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O secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Energia, Indústria e Serviços, Júlio Bueno, anunciou nesta terça-feira, na abertura do evento ExpoPostos & Conveniência 2012, que o governador Sergio Cabral vai assinar, no dia 29 de agosto, um decreto para reduzir os tributos do etanol no Rio de Janeiro.

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Rio deverá anunciar desoneração para o etanol - Diário do Grande ABC

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Sumo de melancia pode ser o novo biocombustível - JN

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Um estudo recente do Governo norte-americano aponta o sumo da malancia como um possível biocombustível no futuro. A ideia é aproveitar as melancias que não são comercializadas e, através dos compostos açucarados do seu sumo, produzir etanol.

O Governo norte-americano chegou à conclusão, através de um estudo recente, que é possível aproveitar as melancias para produzir biocombustível. O fruto é especialmente procurado no verão por ser refrescante mas, a partir de agora, poderá ser procurado para fazer mover os automóveis.

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Sumo de melancia pode ser o novo biocombustível - JN

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Etanol: Preço cai em 14 Estados e sobe em 11 - Diário do Grande ABC

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s preços do etanol hidratado praticados nos postos brasileiros caíram em 14 Estados e subiram em 11 e no Distrito Federal, de acordo com dados coletados pela Agência Nacional do Petróleo Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) na semana terminada nesta sexta-feira. No Amapá, os preços permaneceram estáveis no período. Em um mês, os valores do combustível recuaram em 17 Estados e no Distrito Federal, subiram em 7 e se mantiveram no Amapá e no Rio Grande do Norte.


Em São Paulo, maior Estado consumidor, as cotações caíram 0,73% na semana. No período de um mês, houve queda acumulada de 1,56%. A maior alta semanal foi verificada na Bahia, de 1,98%, e a maior queda, em Mato Grosso do Sul, de 1,41%.

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Etanol é mais competitivo que gasolina em GO, SP e MT - Diário do Grande ABC

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Os preços do etanol nos postos de combustíveis seguem competitivos em relação à gasolina nos Estados de Goiás, São Paulo e Mato Grosso, de acordo com dados da Agência Nacional de Petróleo Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) referentes à semana terminada em 4 de agosto de 2012, compilados pelo AE-Taxas. Nos demais 23 Estados brasileiros e no Distrito Federal, a gasolina segue mais competitiva. Na média do Brasil, contudo, o etanol já está mais competitivo.

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Etanol é mais competitivo que gasolina em GO, SP e MT - Diário do Grande ABC

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Panasonic cria nova tecnologia para produzir etanol - Diário do Grande ABC

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terça-feira, 10 de julho de 2012

Unica avalia oferta de etanol para mudança da mistura da gasolina - CenárioMT - O cenário da notícia em Mato Grosso

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Diário do Grande ABC
Unica avalia oferta de etanol para mudança da mistura da gasolina - CenárioMT - O cenário da notícia em Mato Grosso:

Unica avalia oferta de etanol para mudança da mistura da gasolina
CenárioMT - O cenário da notícia em Mato Grosso
A União da Indústria da Cana-de-Açúcar (Unica) trabalha atualmente em estudos sobre a oferta nacional de etanol para avaliar a possibilidade de aumento da mistura de álcool anidro na gasolina. Segundo o presidente-executivo interino da entidade, ...
Para aumentar a mistura de etanol na gasolina, governo terá que ...NetMarinha
Preço alto coloca em xeque projeto do etanolBom Dia Sorocaba
País importará etanol para ampliar mistura na gasolinaCorreio do Estado

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segunda-feira, 11 de junho de 2012

Você vai usar muito etanol para abastecer - Diário de S.Paulo

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Você vai usar muito etanol para abastecer - Diário de S.Paulo:

Você vai usar muito etanol para abastecer
Diário de S.Paulo
Gera empregos e sustenta a indústria”, diz. A Unica (União da Indústria de Cana-de-Açúcar) espera que, nos próximos anos, o investimento no setor ultrapasse R$ 150 bilhões, sendo R$ 110 bilhões para a indústria e R$ 46 bilhões para as lavouras.

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segunda-feira, 23 de abril de 2012

Especialistas acreditam na venda de etanol de segunda geração em ... - DCI

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Especialistas acreditam na venda de etanol de segunda geração em ... - DCI:
Especialistas acreditam na venda de etanol de segunda geração em ...
DCI
BRASÍLIA - O Brasil já está produzindo em laboratório o álcool feito a partir do bagaço e da palha da cana-de-açúcar. Em cinco anos, terá início a produção demonstrativa do chamado etanol de segunda geração em escala industrial e, em dez anos, ...

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quarta-feira, 7 de março de 2012

Brasil busca alternativas para atender a demanda de etanol - Só Notícias

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Brasil busca alternativas para atender a demanda de etanol - Só Notícias:

Brasil busca alternativas para atender a demanda de etanol
Só Notícias
O Brasil lidera a produção ea exportação de açúcar, além de ser o segundo maior produtor mundial de etanol. Em 2012, com a notícia da queda das barreiras para a entrada do combustível nos EUA, o setor deve retomar o otimismo.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Etanol de segunda geração com biogás - Ambiente Energia

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Etanol de segunda geração com biogás - Ambiente Energia:

EXAME.com

Por Karina Toledo, da Agência Fapesp – O etanol de segunda geração, feito com a celulose existente no bagaço da cana-de-açúcar, é uma alternativa importante para aumentar a produção de biocombustível sem prejudicar as plantações de alimentos ou as áreas de preservação ambiental.

Mas como seu processo de produção é mais caro que o do etanol de primeira geração – obtido pela fermentação da sacarose do caldo de cana –, é preciso encontrar alternativas para torná-lo economicamente viável. A proposta de um grupo de pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) é aliar a produção do etanol de celulose à produção de biogás e usar os resíduos obtidos no processo como fonte de energia para as usinas.

O projeto de pesquisa “Otimização de pré-tratamento de biomassa e hidrólise para maximizar a produção de biogás a partir de resíduos agroindustriais” foi financiado pela FAPESP e realizado em parceria com pesquisadores do Instituto National de la Recherche Agronomique (Inra), da França.

“O bagaço de cana que sobra da fabricação do etanol de primeira geração é hoje queimado e usado pela indústria como fonte de energia elétrica ou térmica em forma de vapor. Quando usamos esse bagaço para fabricar o etanol de segunda geração, conseguimos recuperar apenas 32% da energia que seria obtida com a queima em caldeira”, disse a engenheira química Aline Carvalho da Costa, coordenadora da pesquisa.

No modelo proposto pelos pesquisadores, foi possível recuperar cerca de 65% da energia. A vantagem é o aumento da produção de biocombustível líquido, que pode ser usado para transporte e, por isso, tem um apelo econômico maior. “Além disso, o biogás e os demais resíduos podem ser usados como fonte de energia para a indústria, substituindo o bagaço”, ressaltou Costa.

Além da celulose usada na produção do etanol de segunda geração, o bagaço de cana contém hemicelulose – substância composta por açúcares de cinco carbonos chamados pentoses – e lignina – material estrutural da planta, responsável pela rigidez, impermeabilidade e resistência dos tecidos vegetais.

Para que essa biomassa possa ser transformada em biocombustível, ela precisa passar por um pré-tratamento que separa a celulose da lignina, substância que impede a hidrólise. Esse é um dos passos mais caros e menos maduros tecnologicamente no processo produtivo do etanol de segunda geração.

Depois disso, ainda é preciso submeter a celulose à ação de enzimas que vão quebrá-la em várias moléculas de glicose para que os microrganismos consigam fazer a fermentação. Esse procedimento é conhecido como hidrólise. “A lignina que sobra depois do pré-tratamento pode ser queimada e usada como fonte de energia. O mesmo pode ser feito com o resíduo sólido que sobra após a hidrólise. Mas, quando se fala em etanol de segunda geração, a grande pergunta é: o que fazer com as pentoses? Tivemos então a ideia de transformá-las em biogás”, conta Costa.

A pesquisadora explica que esse tipo de açúcar não pode ser usado na produção de etanol porque os microrganismos não conseguem fermentá-lo de forma eficiente. “Microrganismos geneticamente modificados conseguiriam, mas isso exigiria uma infraestrutura de biossegurança nas usinas que tornaria a produção inviável no cenário brasileiro atual, embora isso possa mudar a longo prazo”, disse.

Palha da cana - Por meio de um processo de digestão anaeróbica, feito por um conjunto de bactérias capazes de degradar a matéria orgânica, os pesquisadores conseguiram transformar essas pentoses em biogás. “Essa etapa da pesquisa foi realizada na França, país com muita experiência na produção de biogás a partir de vários resíduos, e contou com a participação de minha aluna de doutorado Sarita Cândida Rabelo”, disse Costa. O doutorado teve apoio de Bolsa da Fapesp.

Buscando tornar mais eficiente e barata a transformação de celulose em etanol, os pesquisadores também compararam dois tipos de pré-tratamento – um feito com cal e outro com peróxido de hidrogênio alcalino. Esse último se mostrou mais promissor, uma vez que necessita de menos tempo e não deixa resíduo na biomassa.

“Essa etapa ainda precisa ser mais amadurecida para tornar o etanol de segunda geração competitivo”, ressalta Costa. O uso de todos os resíduos do processo de produção, avalia, é provavelmente a única forma de tornar o produto economicamente viável e ambientalmente sustentável. “Nossa grande contribuição foi mostrar que o licor de pré-tratamento, rico em pentoses, tem grande potencial para produção de biogás. Embora várias alternativas de aproveitamento das pentoses venham sendo estudadas, nenhuma é ainda definitiva.”

A pesquisadora ressalta que com o etanol de segunda geração é possível aumentar muito a produção de biocombustível do país sem aumentar a área plantada de cana-de-açúcar.

Embora seja possível obter biocombustível a partir de praticamente qualquer biomassa vegetal, o Brasil tem investido no bagaço de cana por esse ser um insumo abundante e que já está na usina, dispensando gasto com transporte.

“Também pesquisamos a produção de etanol usando como matéria-prima a palha da cana, que representa um terço da planta e hoje não é aproveitada. Os resultados parciais têm se mostrado bastante semelhantes aos obtidos com a produção de etanol a partir do bagaço”, disse Costa.

Essa parte da pesquisa deu origem a um trabalho de mestrado que será defendido em março de 2012. Outras três dissertações também integram o projeto. Resultados da pesquisa foram publicados em congressos nacionais e diversas revistas indexadas, entre elas a Bioresource Technology e o Journal of Chemical Technology and Biotechnology.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Baixo consumo reduz preço do etanol - Diário do Grande ABC

BY Agro Mecânica Tatuí IN No comments

A redução da procura pelo etanol nos postos de combustível, por conta de seu alto custo - e de a gasolina estar maisvantajosa do que o álcool - fez com que o preço na bomba baixasse em torno de R$ 0,10 no Grande ABC. Hoje, já é possível encontrar o derivado da cana-de-açúcar por R$ 1,79.
Em alguns postos essa diminuição ainda não chegou porque, como a venda do combustível está ocorrendo em menor velocidade, ainda há estoque. Portanto, só no próximo pedido é que o novo preço será praticado.
O fato de o etanol estar mais barato, no entanto, não significa que vale encher o tanque com o combustível. Como os preços estão muito diversificados, é preciso pesquisar - há postos vendendo o derivado da cana até por R$ 2. Além disso, a gasolina, que normalmente tem seu custo mais padronizado, é encontrada desde R$ 2,47 até R$ 2,79.
"As vendas de etanol caíram muito. Hoje, cerca de 70% dos clientes abastecem com gasolina e 30%, com álcool. Antes, essa relação era invertida, já que a maioria optava pelo etanol", afirma Marcos Postigo, dono de um posto no Parque Novo Oratório, em Santo André. O recomendado é que os motoristas façam as contas antes de abastecer. Basta multiplicar por 70% o valor da gasolina.
Por exemplo, no estabelecimento de Postigo, em que o etanol é vendido por R$ 1,79 e a gasolina por R$ 2,59, vale optar pelo álcool, que ao preço de até R$ 1,81 é vantajoso.
Em outro posto, no bairro andreense Vila Guiomar, o etanol custa R$ 1,77 e, a gasolina, R$ 2,47. Neste caso, o combustível fóssil é mais vantajoso, pois o álcool só seria interessante se custasse até R$ 1,72.
A gasolina é mais cara porque seu rendimento é até 30% maior do que o do etanol. Porém, é sempre importante considerar também o desempenho do veículo com cada combustível.

OFERTA E PROCURA - A redução do custo do etanol ocorre em um período de entressafra (que segue até o fim de março), o que é incomum. No entanto, como o consumo diminuiu, o preço nas usinas acabou caindo também.

O indicador do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada da Esalq/USP mostra que desde o dia 23 de dezembro o custo do álcool vem diminuindo. À época ele era vendido por R$ 1,23 o litro e, no dia 20, estava por R$ 1,16. O repasse demorou um pouco a ser feito, mas agora já começa a chegar na bomba.]

Litro do produto dificilmente voltará ao valor de R$ 1,29

Com as mudanças ocorridas no setor nos últimos anos, cada vez será mais difícil conseguir pagar R$ 1,29 no litro do etanol, como em maio de 2009. O consultor Paulo Costa explica que exatamente nessa época estava tendo início uma transição no setor sucroalcooleiro, antes dominado por usineiros e, a partir de então, dividindo o espaço com os petroleiros.

"Tivemos a consolidação desse mercado, que ganhou um olhar mais profissional, mais experiência e estrutura."

O cenário, somado ao fato de a produção de 2011 ter sido 10% menor do que o esperado, com 490 milhões de toneladas de cana, em vez de 540 milhões; a maior destinação da matéria-prima ao açúcar e ao álcool anidro e a demanda crescente de etanol hidratado fizeram com que os preços subissem.
"Para voltar àquele patamar, alguém tem de pagar por isso. É preciso mais tempo para que a produção volte a crescer", diz Sergio Prado, representante da Unica. O investimento em pesquisas que usam o bagaço da cana para fabricar o etanol é a saída para reduzir o custo, de acordo com Prado.
Na avaliação de Costa, o momento ainda é complicado para se recuperar a safra. "O excesso de chuvas não é adequado para essa época, o que pode prejudicar a plantação. A tendência para este ano é uma repetição de 2011." A previsão oficial só será divulgada pela Unica em abril.

Alta da frota flex elevou procura por álcool

Os altos preços praticados durante todo o ano passado, fosse em meio à safra ou não, são reflexo de um conjunto de fatores. Um deles foi o crescimento expressivo da frota de carros flex, que desde 2010 vem se expandindo. Em 2011, de acordo com dados da Anfavea, dos 3,4 milhões de veículos fabricados, 83,1%, ou seja, 2,8 milhões, foram bicombustíveis. No ano anterior, dos 3,3 milhões, 86,4% (2,9 milhões) eram flex. E, no País, a maior parte das pessoas que adquirem esses automóveis inevitavelmente optam pelo etanol.
Outro ponto foi a seca de 2010, conforme explica o representante da Unica em Ribeirão Preto, Sergio Prado, que se refletiu na produção de 2011. "Houve também duas geadas. Esses contratempos climáticos geraram perda de 10%. Parte da cana floresceu e, ainda, faltou investimento na lavoura. Enquanto isso, a demanda foi crescendo."
Diante do cenário, conforme explica o consultor de agronegócios e bioenergia Paulo Costa, os produtores de cana privilegiaram a fabricação de açúcar, em vez de etanol. "Para eles é mais interessante porque eles conseguem se proteger mais. É possível travar contratos de longo prazo. Além disso, o preço do açúcar é listado em bolsa, o que dá mais rentabilidade", aponta. "A segunda prioridade das usinas foi produzir o etanol anidro (utilizado na mistura da gasolina), que dá um melhor retorno do que o hidratado CF51(o da bomba)."

Setor quer dobrar produção em 10 anos

O setor sucroalcooleiro pretende, em dez anos, dobrar a capacidade de produção. "Existe a necessidade de gerar oferta de etanol, porém, uma fábrica não fica pronta de um dia para outro", diz Sergio Prado, da Unica. No entanto, ele ressalta uma notícia que foi recebida com otimismo pelo segmento. "O BNDES disponibilizou R$ 4 bilhões em uma linha para a renovação e a ampliação da cana." De acordo com o consultor Paulo Costa, no ano passado não houve renovação dos canaviais - após cinco ou seis anos é necessário que eles sejam replantados. "Nesse período geralmente o produtor fica fora da safra, pois tem de esperar por um ano e meio até que a nova cana comece a brotar. Porém, como o setor estava passando por dificuldades, não havia como investir. A cada ano, 20% dos canaviais deveriam ser renovados."
Prado explica que esse era um crédito que estava represado. E, de fato, após ter atingido o pico de 30 novas usinas entre 2008 e 2009, para os anos de 2011 e 2012 estavam previstas apenas seis. Atualmente existem 440 fábricas.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Por terra ou pelo ar: tudo caro - Economia

BY Agro Mecânica Tatuí IN No comments

Se você usa muito etanol ou utiliza muito transporte aéreo, pode preparar o bolso. Esses produtos continuam a subir em 2012.

No ano de 2011, choveu bastante nas regiões produtoras de cana de açúcar, mas a produtividade caiu. "No Brasil, houve ampliação da área plantada de cana, mas se colheu menos. Ou seja: teve uma produtividade menor", diz o economista Neio Peres Gualda. Esse cenário deve se manter em 2012. "Na nossa região, onde se produz muita cana, está se sentindo muito a seca. Deve afetar a produtividade", alerta.O álcool deve continuar em alta, da mesma forma como pressionou bastante o preço dos combustíveis em 2011.

Passagens áreas devem se manter em subida, porque houve aumento de custo das empresas.

Como o mercado é oligopolizado – muita concentração em um número reduzido de empresas – as companhias têm facilidade em repassar custo para o consumidor.

Por outro lado, o consumo deve diminuir naturalmente, depois de um ano em que o brasileiro esbanjou. "As famílias brasileiras acabaram se endividando muito. Com a expansão do crédito, 2012 vai ser um ano de acertar as contas, de pagar o que se comprou", projeta Gualda.

O endividamento também alcançou patamares recordes. Esse é mais um fator para que em 2012 não tenhamos tanta pressão nos preços.