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segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

G1 - Jovens alagoanas criam tijolo com cinzas do bagaço da cana-de-açúcar - notícias em Alagoas

BY Agro Mecânica Tatuí IN No comments


Foram mais de 60 tentativas até que finalmente veio o resultado: o tijolo sustentável, feito com as cinzas provenientes da queima do bagaço da cana-de-açúcar -- resíduos que são descartados pelas usinas. A invenção é de duas jovens de Palmeira dos Índios, município de pouco mais de 75 mil habitantes no Agreste alagoano. Elas estudam no Instituto Federal de Alagoas (Ifal) e, durante toda a pesquisa, foram orientadas pela professora de engenharia civil Sheyla Marques.
Samantha Mendonça, 19, e Taísa Tenório, 20, passaram dois anos estudando e pesquisando até que encontraram a fórmula ideal para criar um tijolo com um custo bem menor e que pode mudar a realidade de muitas comunidades da própria cidade onde elas nasceram. Palmeira dos Índios, assim como muitos municípios alagoanos, é repleto de casas de taipa.

Durante os estudos, as pesquisadoras descobriram que as cinzas do bagaço da cana-de-açúcar possui sílica, um composto utilizado no cimento para dar liga e resistência. “Podemos dizer que a sílica é a 'prima' do cimento”, explica a professora Sheyla Marques.
“Já tínhamos lido sobre as cinzas do bagaço da cana e, quando fizemos os testes, deu muito certo. O problema maior foi encontrar um solo ideal. Não queríamos comprar o solo, o objetivo é retirar da própria comunidade, tudo isso para baratear todos os custos”, ressalta a professora.
As pesquisadoras levaram meses até que, após uma escavação para a construção do estacionamento do instituto, elas descobriram que o solo ideal estava bem “debaixo de seus pés”. “Nem íamos testar esse solo, mas resolvemos fazer uma tentativa e, para nossa surpresa, funcionou. Nunca poderíamos imaginar que o solo estaria aqui dentro do instituto”, diz Samantha Tenório, estudante do curso de edificações.Da ideia à produção
As pesquisadoras não guardam segredo sobre o processo de fabricação e quantidade de elementos utilizados na fabricação do tijolo de solo cimento. São 86% de solo, 6% de cimento e 8% de cinzas do bagaço da cana-de-açúcar. Após reunidas essas medidas, a água é acrescentada aos poucos até que se forme uma mistura homogênea.
A quantidade de material é proporcional ao número de tijolos que se pretende fabricar. O que é melhor nessa invenção é que, como utilizamos as cinzas, não precisamos fazer nenhuma queima, os tijolos secam na sombra, sem emitir gases poluentes para o meio ambiente”, diz a estudante Taísa Tenório, pesquisadora do projeto.

Depois que a massa está pronta, as estudantes a colocam em uma prensa, uma máquina utilizada para dar forma ao tijolo, e, ao mesmo tempo que fazem força para moldar o material na máquina, elas também precisam ter paciência e delicadeza para retirar o tijolo sem quebrar.

“Nossa dificuldade é essa prensa que só fabrica um tijolo por vez. Mas o diretor do instituto já solicitou uma maior, que faz quatro tijolos de uma só vez, mas dependemos de licitação e sabemos que isso pode demorar um pouco”, afirma Sheyla Marques.

Depois de pronto, o tijolo de solo cimento sustentável passa pelo processo de secagem, chamado de período de cura, que dura de 7 a 14 dias. Mas nesse processo é preciso ter paciência para manter o tijolo sempre úmido. “Depois de pronto, esperamos seis horas e, a cada duas horas, borrifamos um pouco de água para garantir que o tijolo não perderá suas propriedades”, diz Samantha.
Cana-de-açúcar tem muitas finalidades e agora também serve para fazer o tijolo sustentável. (Foto: Jonathan Lins/G1)Cana-de-açúcar tem muitas finalidades e agora também serve para fazer o tijolo sustentável. (Foto: Jonathan Lins/G1)
Custos x benefícios
Pesquisas mostram que 40% das emissões de gases globais de CO2 estão ligadas à indústria da construção civil, principalmente devido à produção exaustiva do material e aos processos de eliminação de gases para a natureza. Para garantir que o meio ambiente não seria prejudicado com esse processo de fabricação do tijolo, as meninas inventaram um produto que não passa pelo processo de queima e que utiliza recursos da própria natureza sem prejudicá-la.

Como o solo utilizado na invenção é encontrado na própria comunidade, as pesquisadoras falam que o gasto é apenas com o percentual de cimento. “Desde o início queríamos que a comunidade fabricasse seu próprio tijolo para construir suas casas. Cada tijolo desses sai por R$ 0,05 e um comum varia entre R$ 0,39 a R$ 0,45”, ressalta a estudante Taísa Tenório.
Samantha e Taísa preparam a mistura que em poucos minutos se transforma em tijolo (Foto: Jonathan Lins/G1)Samantha e Taísa preparam a mistura que em poucos minutos se transforma em tijolo. (Foto: Jonathan Lins/G1)
Segundo Taísa, o modo de produção que tem pouca tecnologia, muitas vezes, depende da queima de materiais perigosos e isso acaba produzindo formas mais extremas de poluição. “Até os métodos mais modernos continuam na dependência dos combustíveis fósseis e resultam na manutenção da emissão de gás carbônico. O que criamos não agride o meio ambiente e a comunidade carente é a mais beneficiada”, afirma.

Mas mesmo que o solo encontrado na comunidade não seja o ideal, a orientadora do projeto diz que é possível corrigir essa falha. “O solo que utilizamos é aquele com coloração alaranjada. Mas, caso o solo não seja tão bom assim, podemos corrigir com argila. Fica um pouco mais caro, mas a comunidade não precisa comprar solo em outro lugar”, diz Sheyla Marques.
Pesquisadoram não acreditavam que poderiam mudar a realidade da comunidade carente de Palmeira dos Índios (Foto: Jonathan Lins/G1)Alunas e orientadora (à dir.) não acreditavam
que poderiam mudar a realidade da comunidade
de Palmeira dos Índios. (Foto: Jonathan Lins/G1)
Reconhecimento
O projeto alternativo de construção civil saído das salas de aulas do Campus Palmeira dos Índios do Instituto Federal de Alagoas (Ifal) foi premiado este ano com a medalha de bronze na categoria Science, da Genius Olympiad, evento realizado nos Estados Unidos, vinculado à área ambiental, que selecionou mais de 200 projetos pelo mundo. Quando as alunas foram selecionadas elas acreditaram que a maior dificuldade seria o idioma. Foram dois meses de estudos intensos da língua inglesa até que chegou o grande dia.

“Toda vez que falamos dessa viagem nos emocionamos bastante. Quando chegou o dia do embarque, descobri que a passagem era do dia anterior, ou seja, as meninas tiveram que embarcar sozinhas. Elas partiram aos prantos e eu fiquei chorando também”, afirma Sheyla Marques.

Mas essa não foi a principal dificuldade. Quando as estudantes chegaram aos Estados Unidos descobriram que a companhia aérea não havia embarcado o banner de apresentação do projeto. “Foi um desespero só. Mas tivemos a ideia de ir até uma universidade e conseguimos imprimir um novo. Foi sofrido porque nós só 'arranhávamos' na língua”, diz Taísa.

Sheyla chegou horas antes da apresentação e diz que ficou bastante orgulhosa das alunas. “Não pensei que elas conseguiriam vencer a língua e conquistar uma medalha. Ficar em terceiro lugar foi como se tivéssemos ficado em primeiro. Não tem dinheiro que pague essa realização. Nem acreditamos que vimos os nomes no telão, só quando chegamos no hotel que conseguimos pensar um pouco”, diz a professora.
O bagaço da cana-de-açúcar que não serve mais vai para o forno e de lá vira as cinzas utilizadas na fabricação do tijolo. (Foto: Jonathan Lins/G1)O bagaço da cana-de-açúcar que não serve mais vai para o forno e de lá vira as cinzas utilizadas na fabricação do tijolo. (Foto: Jonathan Lins/G1)
Matéria prima
A cana, como já é de conhecimento geral, gera diversos produtos como o açúcar, o álcool combustível, o melaço, a rapadura e a cachaça. O bagaço também tem muitas utilidades. Segundo o diretor da Usina Santa Clotilde, na cidade de Rio Largo, que forneceu as cinzas para as estudantes, o bagaço serve como ração animal e para a geração de energia. "Toda irrigação da usina é feita com motores elétricos e a energia vem do bagaço”, afirma.

Mas todo o resto que não serve mais vai para fornos enormes e vira cinzas que são descartadas na natureza. José Helson, supervisor de manutenção mecânica, foi quem forneceu as cinzas para a pesquisa das meninas. "Eu tenho um amigo que é professor e ele fez a ponte com a professora Sheyla. Ela me explicou para que precisava da cinza e eu cedi uma quantidade, mas não imaginava que fosse dar tão certo e tomasse essa proporção", relata.
O cortador de cana Cícero José se surpreendeu e ficou feliz com a invenção da meninas. (Foto: Jonathan Lins/G1)O cortador de cana Cícero José se surpreendeu e ficou feliz com a invenção da meninas. (Foto: Jonathan Lins/G1)
Quem trabalha diretamente com a matéria prima usada na fabricação do tijolo sustentável se surpreendeu com as possibilidades criadas a partir das cinzas da cana-de-açúcar. Em um canavial no interior do estado, Cícero José de Oliveira, 38, não parava um minuto de cortar cana enquanto conversava com a reportagem do G1.

Ele mora em uma casa de alvenaria, mas conta que conhece diversas pessoas que vivem em casebres muito simples. "Se o que vocês estão dizendo sobre esse tal tijolo é verdade, isso será uma maravilha. Muita gente vai conseguir ter uma vida melhor", diz o cortador que tem quatro irmãos trabalhando no canavial.
Inventoras mostram o tijolo de solo cimento para a agricultora Patrícia Cipriano (Foto: Jonathan Lins/G1)Inventoras apresentam tijolo sustentável para a
agricultora (Foto: Jonathan Lins/G1)
Utilização do tijolo
O principal objetivo das inventoras sempre foi dar mais dignidade às pessoas que vivem em casas de taipa ou até mesmo de lona. O objetivo é ensinar aos quilombolas de Palmeira dos Índios, comunidades remanescentes da luta contra a escravidão no Quilombo dos Palmares, a fazer o tijolo para que eles possam construir as próprias casas.
G1 acompanhou o trabalho das pesquisadoras na casa da agricultora Patrícia Cipriano dos Santos, 33, que mora com o marido e quatro filhos em uma casa de taipa. Ela reclama que sempre aparecem insetos peçonhentos, entre eles, o “barbeiro”, nome popular do bicho que transmite a doença de Chagas. “É muito ruim morar em uma casa assim. Faz muito calor pelo dia e, como tenho quatro filhos, tenho medo dos insetos”, lamenta.
As estudantes mostraram o tijolo e disseram que, quando chegar uma prensa maior, a intenção é levar e ensinar à comunidade como se fabrica o tijolo. “Vou até fazer uma promessa para que isso aconteça. Seria muito bom, porque a gente só iria gastar com o cimento e com as telhas para cobrir a casa. Tenho certeza que daria certo", diz a agricultora cheia de esperança de um futuro melhor.

G1 - Jovens alagoanas criam tijolo com cinzas do bagaço da cana-de-açúcar - notícias em Alagoas

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Folha de S.Paulo - Mercado - Fazendas interditadas por irregularidade ambiental no Brasil equivalem a 5 Holandas - 11/05/2013

BY Agro Mecânica Tatuí IN No comments

Cerca de 43 mil propriedades rurais estão embargadas por irregularidades ambientais no Brasil, segundo levantamento inédito do Ibama. Considerando a média de 500 hectares por fazenda, são 21,5 milhões de hectares interditados pelo órgão ambiental, o equivalente a cinco vezes o tamanho da Holanda, estima a Abiove (Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais). A área também corresponde a 8,5% da área total destinada à agricultura e à pecuária no país --258 milhões de hectares, dos quais 190 milhões são pastagens. Leia mais (11/05/2013 - 03h00)


Folha de S.Paulo - Mercado - Fazendas interditadas por irregularidade ambiental no Brasil equivalem a 5 Holandas - 11/05/2013

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Folha de S.Paulo - Ambiente - Nova tecnologia dificulta reciclagem de TVs - 06/05/2013

BY Agro Mecânica Tatuí IN No comments

IAN URBINA
DO "NEW YORK TIMES"

No ano passado, dois inspetores da agência de lixo tóxico da Califórnia visitaram uma empresa de reciclagem perto de Fresno e toparam com um depósito abarrotado com dezenas de milhares de velhos televisores e monitores de computador.

A camada de vidro quebrado e a poeira carregada de chumbo eram tão espessas que os inspetores foram embora por razões de segurança. Semanas depois, o dono da empresa sumiu, deixando para trás um risco tóxico e uma custosa operação de limpeza.

A reciclagem desses monitores e TVs era lucrativa há poucos anos. Os grandes funis vítreos do interior -chamados tubos de raios catódicos, ou CRTs,- eram derretidos e transformados em peças novas.

Mas a tecnologia de tela plana tornou esses monitores e TVs obsoletos, dizimando a demanda pelo vidro reciclado dos CRTs e criando o que especialistas chamam de "tsunami de vidro", pelo acúmulo de um material inútil. Estima-se que 1,9 bilhão de CRTs continuem em uso no mundo todo. Um dia, eles acabarão também sendo descartados.

Os recicladores recebem dinheiro de Estados e de empresas eletrônicas para se livrarem dos velhos aparelhos. Alguns desenvolveram uma nova tecnologia para limpar o chumbo do vidro. Mas a maior parte desse refugo está sendo dispensada de uma forma que especialistas consideram ambientalmente destrutiva.

"O problema agora é que a coleta desses resíduos nunca foi tão grande, mas a demanda pelo vidro que sai dele nunca foi tão baixa", disse Neil Peters-Michaud, da empresa de reciclagem Cascade Asset Management.

Cerca de 300 mil toneladas de vidro estão armazenadas em depósitos dos EUA, e sua reciclagem de forma responsável custará de US$ 85 milhões a US$ 360 milhões, segundo relatório de dezembro da entidade TransparentPlanet, que pesquisa o lixo eletrônico.

Há pouco mais de uma década, havia pelo menos 12 fábricas nos EUA e outras 13 no resto do mundo usando o vidro dos CRTs para produzir novos tubos. Agora, só restam duas fábricas na Índia.

Os CRTs foram, em grande parte, substituídos por painéis planos que usam luzes fluorescentes que contêm mercúrio tóxico, segundo Jim Puckett, diretor da ONG ambiental Rede de Ação de Basileia. As telas de LCD usadas em TVs e monitores, por exemplo, não têm muito valor para a reciclagem. Por isso, muitos recicladores as enviam para aterros sanitários.

Nos EUA, órgãos federais têm sido incapazes de monitorar suficientemente o seu próprio lixo eletrônico, do qual grande parte acaba vendida em leilões públicos ou on-line, segundo relatório feito no ano passado pelo Departamento de Responsabilidade Governamental. O lixo geralmente é vendido a terceirizados que prometem manuseá-lo adequadamente, mas posteriormente repassam a parte mais tóxica a subcontratados. Parte do lixo é despejada ilegalmente em nações em desenvolvimento, segundo o relatório.

Os recicladores dizem que ainda é possível ganhar dinheiro processando velhos monitores e TVs, desde que as empresas cobrem um preço que reflita o custo de um descarte adequado. Mas práticas como a "lavagem verde", por meio das quais as empresas apenas fingem adotar práticas ambientalmente responsáveis, atravancam esse progresso.

"Eles separam os computadores, celulares e impressoras que podem ser reciclados lucrativamente por terem mais metais preciosos", disse Karrie Gibson, executiva-chefe da Vintage Tech Recyclers. "Aí eles armazenam os CRTs ou os despejam em lixões ou no exterior."

Folha de S.Paulo - Ambiente - Nova tecnologia dificulta reciclagem de TVs - 06/05/2013

Folha de S.Paulo - Ambiente - Contemplando a vida sem petróleo e gás - 06/05/2013

BY Agro Mecânica Tatuí IN No comments

Até que ponto nós realmente "precisaremos" de combustíveis fósseis nos próximos anos? À medida que a energia renovável fica mais barata e que máquinas e edifícios se tornam mais eficientes em termos energéticos, vários países estão reduzindo o uso de combustíveis fósseis. Os EUA, por outro lado, continuam sendo o segundo maior emissor de gases do efeito estufa, atrás da China.
Robert Samuel Hanson/The New York Times

Folha de S.Paulo - Ambiente - Contemplando a vida sem petróleo e gás - 06/05/2013

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Incêndios em área de proteção ambiental no Pará sobem 60% em um ano

BY Agro Mecânica Tatuí IN No comments

Incêndios em área de proteção ambiental no Pará sobem 60% em um ano:
Carolina Gonçalves

Repórter da Agência Brasil
Brasília – O número de focos de incêndio no interior da Área de Proteção Ambiental (APA) Triunfo do Xingu, em São Félix do Xingu, no sudeste do Pará, este ano supera em 60% os registros de queimadas na região no período de seca no ano passado. Entre julho e agosto, foram registrados mais de 2,4 mil focos de calor na unidade de conservação. Segundo fiscais ambientais que atuam na região, a situação na APA só deve melhorar em dois meses.
A unidade de conservação tem sido tratada como prioridade pelos órgãos ambientais pela alta vulnerabilidade às queimadas que ameaçam espécies raras de fauna que só existem neste local e estão ameaçadas de extinção, como o macaco-aranha-de-cara-branca, a arara-azul-grande e a onça-pintada.
Normalmente, a estiagem afeta o município paraense de julho até o final do mês de novembro. A gravidade das ocorrências ao longo dos anos fez com que órgãos ambientais decidissem manter, desde o ano passado, postos fixos de brigadistas na região durante os meses de pico de seca. Equipes, com pelo menos 15 agentes do  Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (Prevfogo), vêm acompanhando e combatendo as queimadas em esquema de plantão. Do início de julho até o dia 26 de agosto, agentes do Ibama conseguiram controlar 32 incêndios florestais.
Somada à ação na APA e nas localidades de Soldadinho e Falcão, a 60 km de São Félix, os brigadistas conseguiram evitar a destruição de mais de 4,5 mil hectares de florestas primárias. Diego Guimarães, coordenador do Prevfogo no Sudeste do Pará, acrescentou que o saldo é resultado de 11 dias de combate em áreas de difícil acesso entre 15 e 26 de setembro.
Os incêndios são as piores e mais comuns consequências da estiagem nessas regiões, como São Félix do Xingu, que têm a produção agrícola como principal atividade econômica. No caso de São Félix, que tem um dos maiores rebanhos bovinos do país, as propriedades estão dentro da Apa Triunfo do Xingu e as pastagens são preparadas a partir de queimadas sem qualquer prevenção.
“Muitas vezes as medidas preventivas não são tomadas propositalmente. Não são feitos aceiros entre as áreas de pastagem e as áreas de florestas primárias”, disse Guimarães, alertando que essas seriam as medidas mínimas necessárias. Os aceiros são feitos com o desmate de áreas em torno de matas para evitar a propagação do fogo.
“Como não tem essas medidas, o fogo acaba passando do pasto para a mata. Temos registros de incêndios que duram entre 15 a 20 dias, passando de propriedade em propriedade”, disse. Segundo Guimarães, nem todos os pecuaristas reclamam das queimadas em suas propriedades, “porque vai quebrando as áreas de floresta e o capim toma mais espaço das florestas”. As novas áreas criadas com o crime ambiental acabam sendo convertidas em áreas para a produção de animais.
Em tempo seco, as chamas facilmente se espalham nos pastos, que dominam a paisagem do entorno da unidade, e atingem as matas. Guimarães diz que, nestas regiões e períodos, as queimadas são provocadas exclusivamente pela ação humana.
Edição: Fábio Massalli

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Em PE, subproduto da cana é usado na produção de bioenergia - ExpressoMT

BY Agro Mecânica Tatuí IN No comments

Em PE, subproduto da cana é usado na produção de bioenergia - ExpressoMT:

ExpressoMT
Em PE, subproduto da cana é usado na produção de bioenergia
ExpressoMT
O subproduto do álcool era utilizado antes apenas como fertilizante na própria plantação da cana de açúcar, mas agora, com a iniciativa pioneira, ele começa a ser utilizado na produção de biogás para geração de energia.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

FISCALIZAÇÃO DO MAPA AVALIA AGROTÓXICOS EM 2010

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SAFRAS (04) - Em 2010, os fiscais federais agropecuários do Ministério da Agricultura analisaram 650 marcas de agrotóxicos, em 197 indústrias do país. Do total, 74 produtos apresentaram irregularidades, o que representou 428,9 t apreendidas. O resultado aponta que 88,6% dos agrotóxicos estavam dentro dos padrões. "As principais inconsistências encontradas foram na rotulagem dos produtos e na utilização de componentes químicos que não estavam autorizados", informa o coordenador-geral de Agrotóxicos e Afins do Ministério da Agricultura, Luís Eduardo Rangel. Ele explica que o percentual dos produtos em conformidade com as normas tem se mantido em torno de 90%, nos últimos anos. Os estados que mais tiveram produtos apreendidos foram Paraná, com 181,2 t, São Paulo (142,1 t) e Rio Grande do Sul, (52,8 t). Já o Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Ceará e o Distrito Federal não tiveram produtos retidos. A maioria dos fabricantes de agrotóxicos está localizada em: São Paulo, com 71 empresas, Paraná (10), Rio de Janeiro (9) e Rio Grande do Sul (4). O papel do Ministério da Agricultura é assegurar que os agrotóxicos sejam produzidos por empresas registradas e entrem no mercado da forma que consta no registro. "Fazemos a fiscalização para verificar, desde a qualidade química do produto, até o processo de fabricação e rotulagem", acrescenta Rangel. Durante a fiscalização, 134 produtos foram encaminhados para análise dos laboratórios credenciados pelo Ministério da Agricultura. Em apenas um produto foi constatado irregularidade na concentração do ingrediente ativo, que estava fora do limite permitido. Além disso, os técnicos cancelaram o registro de 15 agrotóxicos. "Essa situação ocorre quando verificamos inconsistências entre as informações enviadas pela empresa ao Ministério da Agricultura e os documentos que estão no estabelecimento", conclui Rangel. As informações partem do Ministério da Agricultura. (CBL)

Fonte: Safras & Mercado

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Blog Empresa Verde – Época Negócios » Parques eólicos mais que duplicarão até 2012 » Arquivo

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Parques eólicos mais que duplicarão até 2012
QUA , 5/1/2011 CCOUTO SEM CATEGORIA
Custo mais baixo de investimentos, devido à maior presença de fabricantes de equipamentos no Brasil, e pressão internacional crescente por energias limpas têm sustentado a ampliação da oferta de energia eólica no país. Se em 2010 existiam 50 parques eólicos em território nacional, neste ano o número deve subir para 65. E para os períodos seguintes, a estimativa é de que a curva se mantenha ascendente. Em 2012, mais de 130 parques devem estar em operação, de acordo com a Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica).


Aerogerador, que converte energia dos ventos em energia elétrica (Foto: Wikimedia Commons)

Os 930 MW de fonte eólica instalados até o ano passado correspondem a apenas 0,82% da energia total consumida pelos brasileiros, hoje em torno de 113 mil MW. Em 2009, eram 606 MW, segundo a ABEEólica – ou seja, houve crescimento em torno de 50% de um ano para o outro. “Para a consolidação da indústria de energia eólica no país, será necessário o acréscimo anual de uma média de 2.500 MW com origem na força dos ventos nos próximos dez anos”, diz o diretor da entidade, Pedro Perrelli.

Estes cálculos, afirma Perrelli, consideram a projeção de crescimento médio do PIB brasileiro para os próximos anos, de cerca de 5% ao ano, e a necessidade do Brasil garantir um crescimento médio de 7% a 8% no fornecimento de energia em relação à produção atual. “Neste cenário, em 2021, a energia proveniente de fonte eólica será de, pelo menos, 25 mil MW”, afirma. Se a estimativa se confirmar, significará um aumento de mais de 2.600% em relação ao volume atual em operação.

Boa parte da energia eólica já comercializada é resultado do programa estabelecido pelo governo federal em 2004, o Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica (Proinfa), com o propósito de elevar a oferta de energia elétrica de fontes eólica, biomassa e pequenas centrais elétricas. Em 2009 e 2010, três leilões de comercialização de energia eólica foram realizados. Contabilizados os projetos estabelecidos desde o Proinfa e incluindo os leilões feitos até o momento, 5.305 MW já foram comercializados por meio de 194 empreendimentos eólicos.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Rio de Janeiro investe na produção de rochas ornamentais sustentáveis

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Pedras de Santo Antônio de Pádua conquistam certificação de origem

Por abrigar 82 pedreiras e 76 serrarias, Santo Antônio de Pádua, no Rio de Janeiro, é conhecida como “cidade das águas e pedras”. Em decorrência da atividade, a região fluminense sofria com o descarte de resíduos da exploração mineral, que poluía rios, matava peixes e prejudicava rebanhos e a população local. Até que o Arranjo Produtivo Local (APL) de Rochas Ornamentais lançou aos empresários locais o seguinte desafio: produzir os revestimentos rochosos usados em paredes, muros e pisos de forma sustentável.
Instituições de pesquisa como o Centro de Tecnologia Mineral (Cetem) e o Instituto Nacional de Tecnologia (INT), com apoio do Sebrae e do Sindicato de Extração e Aparelhamento de Gnaisses do Noroeste do Rio de Janeiro, se uniram aos empresários interessados para desenvolver uma prática recentemente reconhecida pelo Prêmio Brasil Meio Ambiente, Prêmio Ouro Azul e o Prêmio Finep Inovação Social.
Um processo simples de decantação recuperou 90% da hidrografia regional e gerou economia elétrica para as companhias. Para efetuar o corte das rochas, as serrarias utilizam uma serra úmida. Antes, a água que escorria da máquina seguia para os rios da cidade cheia de pó. Agora, o líquido é levado por canais até tanques especiais onde recebe um produto que faz com que a sujeira permaneça no fundo do recipiente e possa ser sugada. Após o procedimento, a água é reutilizada no maquinário de corte.
Desde 2008, o pó que fica no fundo dos tanques é recolhido diariamente nas serrarias da cidade pela Argamil, produtora de argamassa que foi denominada “fábrica verde”. São duas mil toneladas de pó e 20 mil toneladas de aparas por mês, que antes eram abandonadas em qualquer canto do município. Estes pedaços de pedra são moídos e transformados em areia: matéria-prima para a produção mensal de cinco mil toneladas de argamassa. Wilsomar Calegário, supervisor técnico da Argamil, acredita que a iniciativa atrai benefícios ambientais e financeiros para a empresa. “Este trabalho chama a atenção de consumidores preocupados com o meio ambiente”, ele ressalta.
O INT descobriu que o resíduo também pode ser usado na fabricação de borracha para pneus e, misturado à argila, na produção de tijolos.
 Indicação geográfica
Assim como o queijo está associado ao estado de Minas Gerais e o vinho ao Rio Grande do Sul, as rochas ornamentais sustentáveis conquistaram mais um motivo para remeter à carioca Santo Antônio de Pádua. O Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi) concedeu às pedras da região a Indicação Geográfica de Denominação de Origem: uma forma de agregar valor e credibilidade a um produto ou serviço, conferindo-lhes um diferencial de mercado em função das características da privilegiada geologia do RJ.

 http://revistagloborural.globo.com/

Forro ecológico criado pelo Senai usa saco vazio de cimento

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Luiz Beltramin 
Um projeto dos formandos do curso técnico em construção civil-edificações da escola do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) João Martins Coube, de Bauru, promete ser uma alternativa tanto de aproveitamento sustentável dos materiais quanto de impulso econômico para diferentes setores.
A inovação, batizada de “Forreco” (originada de forro ecológico), baseia-se na produção de placas para forro concebidas a partir da transformação do papel dos sacos de cimento vazios.
O material é um dos principais itens de lixo nas construções e é de reciclagem considerada praticamente inviável economicamente .
Além de tirar do meio ambiente grande quantidade de detrito poluidor, cujo tempo de decomposição é alto e resulta em poluição do ar e de lençóis freáticos pela presença de resíduos do cimento em pó, a iniciativa também é de cunho socioeconômico, defendem idealizadores, professores e direção da escola.
“Além do caráter ecológico, também há o foco social”, destaca Ademir Redondo, diretor do Senai de Bauru. “Proporcionaríamos material de custo menor, com a possibilidade da implantação do forro até mesmo nos empreendimentos mais populares”, enaltece o aluno Cosme Cipriano, autor do projeto ao lado dos colegas Eliane Regina Ariosi Campos, Michel Lucas Medeiros e Gildo Bonfim da Silva.
A ideia faz parte do trabalho de conclusão de curso dos estudantes e fez sucesso durante a edição 2010 do programa “Inova Senai”, que premia alunos e professores da escola que apresentarem os melhores projetos de pesquisa aplicada. Exposta até anteontem em São Paulo, a proposta chamou a atenção de construtores e acadêmicos da área, além de ganhar destaque na mídia nacional.
Selecionado entre 132 projetos apresentados por alunos de todo o Estado, o trabalho dos estudantes bauruenses ficou entre os 40 melhores que buscam uma vaga na etapa nacional do concurso.
Do lixo para o teto
Para a elaboração do projeto, os alunos percorreram construções por toda a cidade e observaram a grande quantidade de sacos de papel descartados. Com o alto valor da reciclagem, resultante do custo para separar resíduos de cimento do papel, as embalagens se tornam problema ambiental caso não sejam destinadas para aterros ou bolsões específicos.
A partir do reaproveitamento, enfatiza o professor do curso e arquiteto Luiz Antônio Branco, é agregado valor a um material praticamente desprezado, inclusive por catadores de itens recicláveis.
As placas, assegura o arquiteto, são duráveis e possuem resistência. “Elas são reforçadas por fibras formadas pela própria permanência de resto de cimento junto ao papel. Esse é o contraponto. Não é viável reciclar, mas, ao mesmo tempo, isso deixa o material perfeito para o produto”, explica Branco.
“Além disso o próprio papel é de altíssima resistência”, acentua o professor, salientando, ainda, que os resíduos do cimento deixam as placas de forro resistentes ao fogo. Testes feitos com auxílio de maçarico comprovam essa característica, asseguram aluno e professor. “O fogo não atravessa”, garante Branco. “Claro que muitos outros testes ainda precisam ser feitos. Estamos em fase inicial”, pondera.
Entulho de construção deve ir para bolsão
Em Bauru, o entulho da construção civil legalmente recolhido é remetido para um bolsão controlado. Previsto pela resolução 307 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), que classifica os resíduos de acordo com categorias. O procedimento, além de evitar a poluição, seja do solo, ar ou visual, ainda auxilia no controle de outro problema ambiental, as erosões.
Os chamados resíduos inertes (tijolos, blocos ou cerâmicas), detalha o diretor do Departamento de Ações e Recursos Ambientais da Semma, por não necessitarem de qualquer processo de beneficiamento, quando não há incentivo para reaproveitamento por parte dos próprios construtores, são empregados no combate às fissuras no solo.
“Temos a lei municipal número 4.646, de 2002, que permite a utilização dos resíduos para conter a voçoroca e hoje destinamos para algumas áreas erodidas”, acrescenta o diretor do Departamento de Ações e Recursos Ambientais da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semma), Sidnei Rodrigues.
Todo o material destinado ao bolsão da prefeitura é recolhido por transportadores especializados filiados à Associação dos Transportadores de Resíduos Inertes (Asten), com cerca de 30 filiados. “Eles próprios fiscalizam a qualidade do material que chega. Se for notado resíduo fora das características eles entram em contato conosco, além de também termos fiscal lá”, detalha.
Transportadores e empresas que depositam resíduos fora das especificações, ou seja, de outras categorias, como produtos químicos, são notificados e, em caso de reincidência, multados.
Os rejeitos de outras especificações, detalham o secretário Valcirlei Gonçalves da Silva e o diretor de divisão da Semma, são encaminhados para áreas adequadas em outras cidades, a cargo das próprias construtoras.
Caso a empresa seja flagrada depositando entulho de forma irregular, fica passível de advertência e multas variantes entre R$ 500,00 e R$ 50 mil. Mas um empreendimento da cidade chegou a totalizar mais de R$ 250 mil como punição pela prática. A multa é questionada pela empresa na Justiça. “Provavelmente ela vai perder todos os bens”, confia Rodrigues.