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quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

FÓRUM AGRICULTURA IRRIGADA: Unidades de produção agroecológica beneficiam agricultores familiares do semiárido mineiro

BY Agro Mecânica Tatuí IN No comments

No norte de Minas Gerais, mais 45 famílias terão acesso a essa tecnologia social de cultivo orgânico, baseada no uso sustentável de recursos naturais e socioeconômicos, por meio de um investimento de R$ 113,6 mil da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf).
“Muitas famílias sonham em ter uma horta, mas a condição financeira não permite. O projeto PAIS vem para fortalecer as famílias. Melhora a qualidade de vida, melhora a renda das pessoas. Ele permite que elas produzam tanto para o consumirem em casa quanto para comercializarem produtos”, comemora o diretor do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Porteirinha, Nilton César de Oliveira.
Os agricultores familiares vinculados à entidade se preparam para implantar unidades de PAIS nos municípios de Porteirinha e Serranópolis de Minas a partir do recebimento, no final do ano passado, de 45 kits. Além destes, a Companhia entregou, em 2013, kits a outras 33 famílias do município de Janaúba. Cada kit possui materiais como cerca em tela, sistema de irrigação para 500 metros quadrados, sementes, carrinho de mão e bomba pulverizadora costal.
Ao permitir o acesso a instrumentos e técnicas de cultivo de alimentos mais saudáveis para consumo próprio ou comercialização, o PAIS promove inclusão social e melhoria na alimentação das famílias beneficiadas. Entre as vantagens da metodologia estão: dispensa do uso de agrotóxicos, redução na dependência de insumos vindos de fora da propriedade, apoio ao correto manejo dos recursos naturais, incentivo à diversificação da produção, e diminuição do desperdício de alimento, água, energia e tempo do produtor.
As unidades agroecológicas concentram diversas espécies de plantas em uma pequena área. A horta, com sistema de irrigação por gotejamento, possibilita uma produção variada de alimentos de forma ecológica, sustentável e integrada, pois também é possível criar aves dentro da unidade.
“Esse é mais um programa social que tem ajudado o pequeno produtor rural. O sistema de produção ainda serve como multiplicador da agroecologia, sendo uma forma de conscientizar o público-alvo de que é possível produzir em pequenas áreas e de forma sustentável”, destaca o superintendente regional da Codevasf em Minas Gerais, Dimas Rodrigues.
Inicialmente, a tecnologia social PAIS foi concebida pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) com foco em agricultores de baixa renda, assentados em projetos de reforma agrária, produtores de áreas remanescentes de quilombos e participantes de programas sociais do governo federal. Apesar de ser voltada para a agricultura familiar, a tecnologia pode ser usada por todo produtor rural que queira melhorar a qualidade da própria produção.
A partir de 2009, a Codevasf, em parceria com o Sebrae e prefeituras municipais, implantou com sucesso o sistema PAIS em Sergipe, beneficiando famílias dos municípios de Canindé de São Francisco, Gararu, Monte Alegre de Sergipe, Poço Redondo e Porto da Folha.
Em Minas Gerais, os parceiros da Codevasf nesta ação são a Secretaria de Agronegócio de Janaúba e o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Porteirinha, que garantirão capacitação e assistência técnica aos agricultores familiares e acompanharão todo o processo produtivo e comercial.
Após a entrega dos materiais e equipamentos, a Codevasf realiza visitas aos locais onde serão instaladas as unidades de Produção Agroecológica Integrada e Sustentável para acompanhar a montagem, que é de responsabilidade dos parceiros e das famílias atendidas. Segundo o diretor do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Porteirinha, Nilton César de Oliveira, a montagem das unidades em Porteirinha e Serranópolis de Minas deve começar em fevereiro deste ano. Em Janaúba, a instalação já está em execução.

Produção orgânica
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FÓRUM AGRICULTURA IRRIGADA: Unidades de produção agroecológica beneficiam agricultores familiares do semiárido mineiro

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Programa incentiva cultivo de palma forrageira no CE - Regional - Diário do Nordeste

BY Agro Mecânica Tatuí IN No comments

A planta aparece como uma saída eficaz para alimentar animais nos períodos de grande estiagem no Estado

Canindé O Governo do Estado do Ceará, por meio da Secretaria do Desenvolvimento Agrário (SDA) e da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ematerce), está desenvolvendo um programa de revitalização da palma forrageira, como saída para combater a estiagem no sertão cearense. Para isso, lançou recentemente, em Madalena, o Programa Estadual de Produção da Palma Forrageira.
Agricultores fizeram manuseio com a palma em dia de campo, realizado no município de Madalena. A ideia é fazer os produtores entenderem que a planta é mais uma alternativa para enfrentar a estiagem fotos: Antônio Carlos Aves

Na ocasião, um dia de campo foi realizado, em que foram apresentadas quatro estações expositivas, nas quais os agricultores e visitantes receberam orientações sobre o cultivo da palma, dicas sobre os tratos culturais da planta, palma na alimentação animal e, também, na alimentação humana.

Foram entregues, ainda, certificados do Registro Nacional de Sementes e Mudas (Renasem) para seis produtores de mudas de palma, residentes no município, concedido pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). O maior produtor de palma de Madalena, Antônio Eurivando Rodrigues Vieira, ressaltou que, apesar da seca, foi com a palma forrageira que ele conseguiu alimentar o rebanho, o que contribuiu para que ele aumentasse a produção de leite. Ele tem 14 hectares da planta e vende mudas para várias regiões do Ceará. Recentemente, foram negociadas 15 mil mudas para a Associação do Fogarreiro, em Quixeramobim.

A plantação de um hectare de palma forrageira mantém alimentadas até 16 cabeças de gado bovino e até 120 cabeças de ovino e caprino por seis meses.

De acordo com o coordenador de pecuária da Secretaria de Desenvolvimento Agrário, Márcio Peixoto, o Estado do Ceará vai distribuir 4,2 milhões de raquetes de palma forrageira, por meio do programa Hora de Plantar 2013. Deste total, 1,2 milhão já estão sendo distribuídas. A distribuição será feita pelos escritórios da Ematerce.

"O nosso grande objetivo é sensibilizar os produtores da importância do plantio da palma forrageira na alimentação animal. Nesse período, a única coisa verde hoje no campo é a palma", observa Márcio Peixoto.

Para o coordenador de Desenvolvimento da Agricultura Familiar, Itamar Lemos, o cultivo de palma forrageira no Ceará representa mais uma alternativa de convivência com o semiárido. "Os produtores interessados em adquirir as raquetes devem procurar a Ematerce e o Instituto Agropolos. Vamos investir em todo o Estado, principalmente nas regiões com maior potencial agropecuário", comentou.

Segundo ele, se cada agricultor receber 10 mil raquetes a preço de R$ 0,12 a unidade, em um hectare plantado, no segundo ano de produção, ele irá pagar R$ 120,00 em uma Agência dos Correios de sua cidade. "Nossa intenção é fortalecer essa cadeia produtiva tão importante para a vida do homem do campo", salientou ele.

Na ocasião, o Banco do Nordeste liberou para Madalena R$ 12 mil do crédito emergencial para o combate à estiagem e os beneficiados vão investir na produção de palma forrageira.

Para o prefeito do município, Wilson de Pinho, que desde 1943 acompanhou seu pai plantando palma, a produção dessa forrageira é uma solução inteligente para a alimentação do rebanho. "A novidade é que poderemos usar os produtos da palma forrageira na alimentação humana para prevenir doenças como o diabetes e o colesterol alto. Foi um investimento da Prefeitura que apresentou bons resultados", afirmou.

"No Nordeste seco, quem tem palma sofre, e que não tem palma sofre também. Agora, com essa posição do Governo do Estado, com certeza, as coisas irão melhorar para o homem do campo", acredita o prefeito.

O presidente da Ematerce, José Maria Pimenta, também reconheceu a produção de palma forrageira como uma alternativa eficiente para a convivência com o semiárido. "Além da produção de ração animal, a palma forrageira pode ajudar os nossos agricultores familiares a ampliarem os seus negócios com a venda do produto para outras cidades e outros estados", disse.

O secretário adjunto do Desenvolvimento Agrário, Antônio Amorim, destacou que a produção de palma forrageira no Ceará é uma atividade bastante rentável. Em cada hectare plantado, é possível se conseguir uma produção de até 90 toneladas de palma forrageira.

O secretário Nelson Martins lembrou que um dos principais objetivos do Programa Estadual de Palma Forrageira é, além de oferecer uma alternativa para a alimentação animal, permitir a geração de riqueza, com a comercialização do produto. "A SDA vai incentivar a disseminação da palma forrageira por meio de outros programas do Estado e já temos convênio assinado com a Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf) para implantar 100 hectares de palma forrageira em todo o Estado", disse.

"A palma forrageira tem grande importância para os rebanhos, por fornecer um alimento verde e suculento em épocas secas do ano. A palma possui características que permitem a sobrevivência no semiárido, elevando a produtividade e qualidade alimentar dos rebanhos cearenses", explica Nelson Martins.

O bom rendimento dessa cultura está climaticamente relacionado a uma temperatura de 25 graus durante o dia e 15 graus durante a noite, com precipitações pluviométricas de 400 a 800 milímetros anuais e umidade relativa do ar de 40%, porém, suporta as temperaturas altas dos sertões.

Na visão do diretor técnico da Ematerce, Walmir Severo, plantar palma será a grande saída, porque é hora de aproveitar, pois o criador está passando por grandes dificuldades, mantendo com um custo muito elevado seu rebanho, com alimentação escassa, e mostrar que, quem plantou palma e fez o manejo correto, colhe hoje 40 toneladas por hectare, o que dá para manter 20 bovinos durante os seis meses no período crítico com um baixo custo. "A palma é um alimento de grande valor nutritivo", concluiu Walmir Severo.

Planta é usada na alimentação humana

Canindé. Você já imaginou chegar em um restaurante ou lanchonete de sua cidade e encontrar cardápios variados feitos à base de palma. Não, pois isso já é possível no Estado do Ceará. Iraci Loiola de Sousa Amorim é instrutora da Secretaria de Desenvolvimento Agrário (SDA) e prepara pratos deliciosos feitos com a leguminosa, que tem tudo para revolucionar a culinária cearense.

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Iraci Loiola de Sousa Amorim prepara e ensina a fazer alimentos feitos com a palma forrageira

Arroz com palma, bolo com palma, sanduíche com palma, salgado de palma e macaxeira, torta de palma, suco de palma com hortelã, palma com abacaxi, suco de palma puro, palma com energético são alguns dos cardápios culinários que dona Iraci Amorim prepara para mostrar o quanto esse produto tem importância na vida do homem do campo.

"Meu grande sonho é montar no Estado do Ceará um restaurante a base desses produtos, mas, enquanto isso não acontece, vou ensinando aos jovens e adolescentes do Ceará as vantagens que tem a palma na alimentação humana", ressalta a instrutora, que tem uma Lanchonete em Tauá, sua terra natal. O secretário da SDA, Nelson Martins, aproveitou sua visita ao dia de campo, em Madalena, para tomar o suco de palma e elogiou. "É muito bom. Espero que essa cultura possa se expandir para todo o Estado, porque, além de estarmos contribuindo para salvar os animais que sofrem sempre com grandes estiagens, iremos também colocar no mercado nossas opções comestíveis para o povo cearense´´, comentou.

Cartilha

O sub-secretário da Secretaria de Desenvolvimento Agrário, Antônio Amorim, lembrou uma cartilha foi produzida pela SDA, que traz dicas para aproveitamento de palma forrageira na alimentação humana.

"A grande finalidade agora é encontrar meios importantes para o aproveitamento dessa cultura. Com a implantação do programa da palma forrageira, certamente, as oficinas irão estar presentes em outros municípios e, com isso, melhorando a qualidade de vida de cada cidadão ou cidadã do sertão. As opções são ótimas e o gosto dos produtos nem se fala", ressaltou Amorim.

ANTÔNIO CARLOS ALVES
COLABORADOR

Programa incentiva cultivo de palma forrageira no CE - Regional - Diário do Nordeste

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Empaer comercializará 500 mil alevinos de espécies nativas em fevereiro

BY Agro Mecânica Tatuí IN No comments

05/01/2011 - 16:44:38

Um dos peixes mais procurados pelos piscicultores para recria e engorda é o tambacu

Fonte: Governo do Mato Grosso

Técnicos da Estação de Piscicultura da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer), localizada no município de Nossa Senhora do Livramento (42 km ao Sul de Cuiabá), começam o trabalho de desova dos peixes onde é realizado o cruzamento de algumas espécies nativas como o pacu, tambacu, tambaqui e tabatinga (cruzamento do tambaqui com a pirapitinga). Em 35 dias, serão retirados alevinos medindo de três a cinco centímetros prontos para comercialização.

O chefe da estação, Antônio Claudino da Silva Filho, fala que trabalham para produzir 500 mil alevinos até o início de fevereiro. Os preços dos alevinos são considerados os melhores da praça e com a vantagem da entrega ser imediata. Os preços variam de acordo com tamanho, alevinos medindo de 3 a 5 centímetros são comercializados a R$ 120 o milheiro; de 6 a 10 centímetros, R$ 180 o milheiro; e de 10 a 12 centímetros, o valor chega a R$ 250. A comercialização será realizada toda sexta-feira. "Estaremos preparados para vender em apenas um dia de 40 a 50 mil alevinos", destaca Antônio.

Um dos peixes mais procurados pelos piscicultores para recria e engorda é o tambacu, cruzamento do tambaqui com o pacu,o tambacu é um que não possui muita gordura e cresce em menos tempo em comparação com o pacu. Hoje a Empaer dispõe de 39 tanques de reprodução, sendo 12 de pesquisa e 27 para recria.

Na desova foram utilizadas 20 incubadoras de 60 litros, e em cada uma foram colocados 100 gramas de ovos, o que pode resultar em 120 mil larvas. Em cada tanque de mil metros foram colocadas 300 mil larvas. Dessas larvas, 30 a 70% sobrevivem e chegam a se tornarem alevinos, ou seja, entre 30 a 70 mil alevinos. A estação tem capacidade para produzir mais de um milhão de alevinos.

Para garantir a sobrevivência e crescimento das larvas o serviço tem que ser rápido, sendo necessário remover as larvas das incubadoras e colocá-las em sacolas plásticas com oxigênio e imediatamente depositar nos tanques para crescimento. "Após 72 horas de incubação é necessário ter cuidado e rapidez", ressalta Filho.