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terça-feira, 10 de maio de 2016

CBN: Ibama autuou 27 empresas de agrotóxicos por dados falsos em 2015 | Blog do Pedlowski

BY Agro Mecânica Tatuí IN No comments

Pela
primeira vez o Ibama reuniu os dados de auditorias em registros de
comercialização dos agrotóxicos no Brasil, que são fornecidos pelos
próprios fabricantes. Nos últimos anos foram encontradas 200 informações
falsas.

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Por Pedro Durán

Cidades brasileiras com altos índices de câncer e anomalias em bebês.
“A minha
filha tinha doze, na mesma época eu perdi um priminho de cinco anos, um
tio… Só da minha família! Assusta porque nós temos os casos, mas nós
podemos ter muitos outros, né?”
Números que assustam até os políticos responsáveis por cuidar da saúde da população.
“Eu tô
surpreso com essas informações, essas coisas que você tá passando, pra
você ter uma ideia, não é uma coisa nem questionada.”
E a revolta dos defensores públicos.
“É uma questão de saúde pública. Nós estamos enfrentando um genocídio da nossa infância.”
Nesta
semana, a CBN apresentou a série de reportagens: “Agrotóxicos, Perigo
Invisível”, em que revelamos a situação de cidades de intensa atividade
agrícola, onde os cidadãos enfrentam problemas de saúde listados como
efeito do uso de agrotóxicos. Em algumas delas, a prevalência de mortes
por câncer e anomalias em bebês é maior que o triplo da média estadual.
Com base nos
números, o Ministério Público Estadual de São Paulo estuda abrir um
inquérito. A região de Ribeirão Preto é uma das mais afetadas pelos
altos índices. A promotora Cláudia Habib já acompanha o problema na
região há anos e agora planeja uma nova frente de investigação.
“Agrotóxicos
envolvem vários setores: a empresa que faz uso dele, a empresa que
eventualmente fabrica, a propriedade que recebe, o proprietário que está
fazendo o uso, onde os trabalhadores estão ali empregados. Precisa ser
analisado para verificar a quem cabe essa responsabilidade. ‘Todos estão
sujeitos a algum tipo de penalidade?’. Dependendo da conduta de cada
qual, certamente”, explica Habib.
De 2000 para
2013, a prevalência de anomalias em bebês em todo estado de São Paulo
dobrou. De seis a cada mil bebês nascidos com o problema, passaram a ser
12 a cada mil. No mesmo período a utilização de agrotóxicos no estado
quase dobrou, passou de 41 mil toneladas utilizadas por ano para 74 mil.
A força-tarefa montada pelo defensor público Marcelo Novaes, acredita que o crescimento paralelo não é mera coincidência.
Eles já
mandaram ofícios para as 645 prefeituras de todo estado de São Paulo
pedindo informações sobre pacientes com câncer. O próximo passo é pedir
análises da água e exames toxicológicos nas cidades mais afetadas.
“Vamos
oficiar a Secretaria de Saúde para que ela faça exames na água desses
municípios, nos pontos de consumo. Sem descartar a possibilidade de
avançarmos para a realização de uma bateria de exames toxicológico na
população, no leite materno, no sangue das pessoas. Temos que
investigar”, diz Novaes.
Mas as
investigações dos impactos dos agrotóxicos na saúde têm enfrentado um
grande obstáculo: as informações falsas. Nos últimos anos, o Ibama
encontrou 200 dados falsos entre o que foi informado pelas empresas.
Pela primeira vez, o resultado das auditorias foi reunido em um sistema
digital e 27 empresas foram advertidas em 2015, o que acarreta no
impedimento da comercialização de certos produtos.
Ainda assim,
o Diretor de Qualidade do Ibama, Márcio Rosa Rodrigues de Freitas, não
vê conflito de interesses no fornecimento dos dados pela própria
indústria, embora considere as informações falsas um fato grave.
“É grave,
mas nós temos esse controle. Essa situação de descumprimento, de
desconformidade, ela acontece no mundo inteiro. Nós temos que ter
instrumentos para controlar isso”, explica Freitas.
Especialistas
ouvidos pela CBN apontaram prováveis soluções para os problemas
relacionados aos agrotóxicos no país. Uma das ideias mais populares é o
aumento da rastreabilidade das frutas e hortaliças. Na opinião de Anita
Gutierrez, da Seção de Controle de Qualidade Hortigranjeira do Ceagesp,
maior entreposto de alimentos da América Latina, a proposta aumentaria o
vínculo entre produtor e consumidor.
“A gente
investe um monte em rotulagem, o produtor colocar o seu nome na caixa do
produto que vem aqui. E isso muda tudo. Logo que nós começamos a fazer
isso, a primeira grande questão que foi levantada foi isso: mas eu sei
que eu estou aplicando um agrotóxico não registrado pro meu produto. E
aí? Mas eu tenho que colocar meu nome lá. Então muda a postura do
produtor em relação à sua responsabilidade para aquele produto”, diz
Gutierrez.
A reportagem
da CBN entrou em contato com o Sindicato Nacional da Indústria de
Produtos para Defesa Vegetal, que reúne os fabricantes de agrotóxicos,
mas eles não quiseram se manifestar sobre os dados falsos. Por meio de
sua assessoria de imprensa, a Secretaria de Saúde Estadual de São Paulo
disse que não há comprovação científica entre os altos índices e o uso
de agrotóxicos. Eles decidiram não se pronunciar.
FONTE: http://cbn.globoradio.globo.com/series/agrotoxicos-perigo-invisivel/2016/05/07/IBAMA-AUTUOU-27-EMPRESAS-DE-AGROTOXICOS-POR-DADOS-FALSOS-EM-2015.htm

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CBN: Ibama autuou 27 empresas de agrotóxicos por dados falsos em 2015 | Blog do Pedlowski

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Como os metais tóxicos na agricultura prejudicam a sua saúde | EXAME.com

BY Agro Mecânica Tatuí IN No comments

 Tomates





A contaminação do solo e da água por metais tóxicos constitui um grave
problema para a agricultura, prejudicando os produtores, com a perda de
produtividade das plantas afetadas; e os consumidores, com efeitos danosos que o consumo dessas plantas pode acarretar para a saúde.



As várias facetas do problema foram estudadas em profundidade pelo projeto temático “Estresse oxidativo induzido por metais: novas abordagens”. Desenvolvida ao longo de cinco anos, de 2010 a 2015, a pesquisa teve o apoio da FAPESP.



“Os dois metais que estudamos foram o alumínio e o cádmio. E a planta
eleita para a nossa investigação foi o tomateiro”, disse à Agência
FAPESP o pesquisador responsável pelo projeto, Ricardo Antunes de
Azevedo, professor titular da Escola Superior de Agricultura Luiz de
Queiroz da Universidade de São Paulo (Esalq-USP).



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“Diferentemente do que ocorre com o zinco, o níquel e outros metais, o
alumínio e o cádmio não são utilizados pelos seres vivos como
nutrientes”, afirmou o pesquisador.



“Ao contrário, sua toxicidade prejudica as plantas de várias maneiras –
por exemplo, inibindo o desenvolvimento radicular e, assim, rebaixando a
absorção de água e nutrientes pelas raízes. As consequências podem ir
da diminuição da produtividade da lavoura até a morte das plantas.”



A grande quantidade de alumínio é uma característica natural da crosta
terrestre. Ele é, de fato, o elemento metálico mais abundante da crosta.




Como a hidrólise do alumínio produz íons de hidrogênio, a forte presença
desse metal constitui um dos principais fatores de acidificação do
solo.



“Em pH neutro, o alumínio é geralmente inofensivo, mas, em solos ácidos,
pode ter um impacto muito negativo no desenvolvimento das plantas”,
informou Azevedo.



O cádmio também é encontrado, porém, em quantidade muito menor. Nesse
caso, sua presença se deve principalmente à poluição ambiental
decorrente de fatores antrópicos, como, por exemplo, a mineração desse
metal e a fabricação e descarte de produtos derivados, como pilhas de
níquel-cádmio, pigmentos etc.



“O grande problema em relação ao cádmio, que pode estar presente no solo
ou na água de irrigação, decorre do fato de que ele é facilmente
absorvido e acumulado pela planta mesmo quando em concentrações muito
baixas no ambiente. E, se essa planta vier a ser utilizada por animais
ou seres humanos, o metal tóxico poderá eventualmente chegar ao
organismo do consumidor”, informou o pesquisador.



Um aspecto muitas vezes negligenciado da questão e apontado pelo
estudioso é que a contaminação por cádmio pode ocorrer mesmo quando a
planta não é diretamente ingerida.



É o caso, por exemplo, do tabaco. As folhas da planta acumulam cádmio e,
durante a queima, o metal é eventualmente transferido ao consumidor por
meio do sistema respiratório. Pesquisas demonstraram que a concentração
de cádmio tende a ser maior em fumantes do que em não fumantes.


Produtividade da lavoura



Além dos danos potenciais à saúde dos consumidores, a contaminação por
cádmio pode comprometer também a produtividade da lavoura, devido
principalmente ao estresse causado nas plantas.



“As plantas sofrem dois tipos de estresses: abióticos, provocados por
metais, falta de água, excesso de temperatura etc.; e bióticos,
provocados por patógenos. Faz parte do metabolismo celular normal a
produção de espécies reativas de oxigênio (EROs). Mas há um mecanismo de
autorregulação que mantém essa produção abaixo do patamar crítico. Em
situação de estresse, porém, ocorre um desbalanceamento e a produção de
EROs torna-se muito maior. Dependendo do nível, isso pode levar até
mesmo à morte da planta” explicou Azevedo.



A pesquisa abordou a questão por vários ângulos. Especialmente
interessante foi o estudo feito com a técnica de enxertia. “Trata-se de
uma técnica bastante antiga e muito disseminada na agricultura.
Utilizamos a enxertia para entender como uma parte da planta,
contaminada por cádmio, sinaliza para a outra parte, não contaminada,
que está sendo estressada”, disse o pesquisador.



Na enxertia, o porta-enxerto é constituído pela raiz e base do caule; a
ele é acoplado o enxerto, composto pela parte aérea da planta. O
procedimento adotado no estudo foi cultivar plantas em presença do metal
e plantas sem presença do metal e, depois, fazer a enxertia recíproca.



“Em outras palavras, trocamos as partes de cima das plantas, conectando
ao porta-enxerto contaminado o enxerto não contaminado e ao
porta-enxerto não contaminado o enxerto contaminado. A ideia é simples,
mas sua realização prática exigiu um grande número de controles, pois o
próprio processo da enxertia já constitui um estresse para a planta,
mesmo que temporário”, afirmou Azevedo.



O resultado foi publicado no artigo “Cadmium stress antioxidant
responses and root-to-shoot communication in grafted tomato plants”, na
revista Biometals .



A conclusão foi que ocorre a sinalização do estresse tanto em um sentido
como no outro. Não apenas o metal da raiz é transportado para a parte
aérea (o que era de esperar, apesar da quantidade transportada variar),
mas também o metal da parte aérea é transportado para a raiz (e este não
era um resultado intuitivo).



Outro tópico importante explorado pela pesquisa foi a genotoxicidade. No
caso específico, tratou-se de investigar o efeito do metal tóxico na
estrutura dos ácidos nucleicos da planta. Isto é, se o cádmio se ligava
ou não ao DNA, e, caso a resposta fosse positiva, que consequências
resultariam disso.



“Verificamos que, sim, o cádmio altera bastante a taxa de divisão
celular e provoca uma série de aberrações cromossômicas. Entre elas, a
formação de quebras e pontes cromossômicas durante a mitose – o processo
de divisão celular. Isso ocorre mesmo em concentrações muito baixas do
metal. Estas não provocam nenhuma manifestação visível de que a planta
esteja estressada. Mas as alterações intracelulares são muito
expressivas”, declarou o pesquisador.



As consequências do efeito dos metais dependem de uma série de
variáveis. Uma delas é o tipo de cultivar exposto ao metal. Há
cultivares mais tolerantes e cultivares menos tolerantes.



Ou seja, existe uma diversidade de mecanismos envolvidos, que podem
modificar a taxa de absorção do cádmio pela planta ou reduzir o efeito
do metal uma vez absorvido.



Por isso, o projeto também envolveu a mutagênese e a seleção de mutantes
mais tolerantes. Para o produtor, a compreensão de tais mecanismos
possibilita que estes sejam explorados em programas de melhoramento, com
vistas a obter plantas mais resistentes. Mas, para o consumidor, o
consumo de uma planta mais resistente pode até mesmo significar,
eventualmente, a absorção ainda maior do metal tóxico.



“Para um consumo totalmente seguro, seria preciso saber se o solo ou
água utilizados no cultivo estavam ou não contaminados, e, estando, em
que parte da planta se acumulou o metal, se naquela que será consumida
ou naquela que será descartada. Há uma grande quantidade de fatores, o
que torna o estudo bastante complexo”, ponderou Azevedo.



Por isso, outra vertente do projeto temático foi exatamente estudar o
processo de fitorremediação, isto é, de recuperação de solos
contaminados mediante o plantio de espécies vegetais altamente
resistentes capazes de absorver e, assim, retirar os metais pesados do
ambiente.



São plantas como a Dolichos lablab, que acumulam grande quantidade de
cádmio sem ter seu desenvolvimento afetado, podendo ser utilizadas como
fitoestabilizadoras de cádmio.



Artigo a respeito foi submetido para publicação no Journal of Soils and
Sediments e encontra-se atualmente no prelo: “Physiological and
biochemical responses of Dolichos lablab L. to cadmium support its
potential as a cadmium phytoremediator”.



No total, o projeto temático já ensejou mais de 50 artigos em
publicações especializadas e há vários outros em processo de elaboração.
Toda a experimentação foi realizada em estufa, em plantios no solo ou
em sistema hidropônico.



O tomateiro foi escolhido por ser uma planta-modelo em genética, com
grande quantidade de cultivares e grande quantidade de mutantes. Além
disso, uma das cultivares dessa espécie, a Micro-Tom (tomate-cereja
miniatura), que produz uma planta de pequeno porte e frutos pequenos,
tem um ciclo de vida muito curto, ao redor de 90 dias, o que constitui
uma grande vantagem para a prática experimental.



Finalmente, o tomate é um produto economicamente importante, consumido
em larga escala no mundo inteiro, tanto in natura como por meio de
derivados.



Como os metais tóxicos na agricultura prejudicam a sua saúde | EXAME.com

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Deputados discutem a liberação de agrotóxicos - Cenário da Notícia em Lucas do Rio Verde e Região

BY Agro Mecânica Tatuí IN No comments





























 O debate, proposto pelo deputado estadual Edegar
Pretto (PT), foi impulsionado por pedido de entidades insatisfeitas com
duas decisões liminares concedidas pelo Tribunal de Justiça (TJ) gaúcho
liberando agrotóxicos fabricados pelas empresas Helm e Syngenta.


 
 
Segundo o TJ, a Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) não
teria competência legal para impedir a comercialização de produtos
liberados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
 
 
Conforme estabelece a Lei 7.747/82, só serão admitidas no Rio
Grande do Sul a distribuição e comercialização de produtos agrotóxicos e
biocidas já registrados no órgão federal competente e que, se
resultantes de importação, tenham uso autorizado no país de origem da
fabricação.
 
"De cinco rótulos beneficiados com a decisão da Justiça, quatro são
à base de Paraquat, um produto altamente tóxico para o ser humano",
lembrou o deputado Pretto. "Trata-se de um retrocesso, uma alegação
voltada apenas aos interesses das três empresas envolvidas, pelo lucro",
afirmou. O Paraquat não tem registro no país de origem e está proibido
nos países da Comunidade Europeia há mais de cinco anos. Além da Europa,
esse produto também está proibido em outros países. Segundo a Fepam, o
Paraquat é classificado como extremamente tóxico, causa asfixia
progressiva e tem como efeitos falência aguda de órgãos e fibrose
pulmonar progressiva. Não existe antídoto para o Paraquat.
 
Uma das empresas beneficiadas pela decisão da Justiça alegou
prejuízos financeiros com a proibição da Fepam, sustentando que o veneno
não causa danos ao meio ambiente e beneficia o setor agrícola. Em
agosto, a Fepam encaminhou um recurso especial extraordinário contra a
decisão do TJ, pedindo que a matéria da aplicação da lei estadual fosse
avaliada pelo Supremo Tribunal Federal. Em setembro, o Tribunal de
Justiça aceitou o encaminhamento para o STF e a Fepam aguarda uma
decisão. Enquanto não acontece o julgamento do recurso, os agrotóxicos
estão liberados para comercialização no estado.




Deputados discutem a liberação de agrotóxicos - Cenário da Notícia em Lucas do Rio Verde e Região

Brasileiro consome 5,2 litros de agrotóxico por ano, alertam ambientalistas - Cenário da Notícia em Lucas do Rio Verde e Região

BY Agro Mecânica Tatuí IN No comments

 O Brasil é campeão mundial no uso de agrotóxicos, cabendo a cada
brasileiro o consumo médio de 5,2 litros de veneno agrícola por ano. O
dado foi divulgado hoje (3) por ambientalistas, quando é celebrado o Dia
Internacional da Luta contra os Agrotóxicos. A data lembra a tragédia
ocorrida há 30 anos, na cidade de Bhopal, na Índia, quando uma fábrica
da Union Carbide, atual Dow Chemical, explodiu, liberando toneladas de
veneno no ar, matando nas primeiras horas 2 mil pessoas e vitimando de
forma fatal outras milhares nos dias seguintes.




A data foi lembrada em diversas cidades brasileiras. No Rio de
Janeiro foi organizado um protesto, na Cinelândia, em frente à Câmara de
Vereadores. O integrante da coordenação nacional da Campanha Permanente
Contra os Agrotóxicos e Pela Vida Alan Tygel criticou o modelo agrícola
brasileiro, dirigido à exportação e altamente dependente de
agrotóxicos.


“Nós, aqui no Brasil, estamos desde 2008 na liderança como os
maiores consumidores de agrotóxicos no mundo. Isso por conta do modelo
adotado pelo país, do agronegócio. O Brasil se coloca no cenário mundial
como exportador de matérias primas básicas, sem nenhum valor agregado,
como é o caso da soja, do milho e da cana. São produtos que ocupam a
maior parte da área agricultável brasileira, à medida em que a
superfície para alimentos básicos vem diminuindo”, destacou o ativista.


Segundo ele, o país é campeão no uso de agrotóxicos, com consumo
per capita de 5,2 litros por habitante ao ano. “Mas isso não é dividido
de forma igual. Se pegarmos municípios do Mato Grosso, por exemplo,
como Lucas do Rio Verde, lá se consome 120 litros de agrotóxicos por
habitante”, alertou Tygel. Os ambientalistas querem o fim da
pulverização aérea - medida já praticamente banida em toda Europa -, o
fim da comercialização de princípios ativos proibidos em outros países e
o fim da isenção fiscal para os agrotóxicos.


“Uma das nossas bandeiras é o fim da pulverização aérea, pois
uma pequena parte do agrotóxico cai na planta, e a grande parte cai no
solo, na água e nas comunidades que moram no entorno. Temos populações
indígenas pulverizadas por agrotóxicos, que desenvolveram uma série de
doenças, desde coceiras e tonteiras até câncer e depressão, levando ao
suicídio e à má formação fetal”, enfatizou Tygel.


Além disso, ressaltou que o meio ambiente é fortemente
impactado, com extinção em massa de diversas espécies de insetos, como
abelhas, repercutindo na baixa polinização das plantas e na produção de
mel. Também as águas são contaminadas com moléculas absorvidas pelos
animais e pelo ser humano, levando a uma série de doenças, que muitas
vezes são passadas das mães para os filhos. Mais informações sobre o
assunto podem ser obtidas na página www.contraosagrotoxicos.org.
 



Brasileiro consome 5,2 litros de agrotóxico por ano, alertam ambientalistas - Cenário da Notícia em Lucas do Rio Verde e Região

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Cidasc alerta sobre venda de agrotóxicos - Agronegócios - Folha do Oeste

BY Agro Mecânica Tatuí IN No comments


Em todas as regiões de Santa Catarina, a Cidasc está realizando reuniões com os responsáveis técnicos e proprietários de estabelecimentos visando esclarecer a questão da venda de agrotóxicos sob receituário agronômico. O gerente de Fiscalização de Insumos Agrícola da Cidasc, Milton Luiz Breda, que comandou a reunião em SMOeste, realizada na manhã da última quinta-feira, dia 31, no salão nobre da prefeitura, disse que o objetivo é buscar a diminuição do uso excessivo de agrotóxicos.
Segundo ele, tanto a legislação federal quanto a estadual preveem responsabilidade para todos, desde o fabricante até o agricultor. “Todos têm seu compromisso. O agricultor é obrigado a fazer a tríplice lavagem da embalagem e devolvê-la ao estabelecimento que lhe vendeu. O comerciante, por sua vez, precisa fazer a venda mediante receituário agronômico”, alertou.
Ainda conforme Breda, é observada uma série de inconformidades legais e por isso a Cidasc está realizando este tipo de reunião em todo o Estado. “Estamos esclarecendo, orientando, mas, em último caso, podem ser tomadas medidas legais, que vão desde multas até processos na Justiça”, salienta o gerente.


Cidasc alerta sobre venda de agrotóxicos - Agronegócios - Folha do Oeste

sábado, 5 de maio de 2012

Agrotoxico no Brasil

BY Agro Mecânica Tatuí IN No comments


Leia matéria na integra...
http://www.agrimotor.com.br/Flip/AR/AR_74/index.html

segunda-feira, 23 de abril de 2012

G1 - Citricultor economiza até 50% com técnica de aplicação em pulverização - notícias em Araraquara e Região

BY Agro Mecânica Tatuí IN No comments

Citricultores do Estado de São Paulo têm reduzido em até 50% a quantidade utilizada de produtos na pulverização de defensivos com a melhoria das técnicas de aplicação. A economia tem sido auxiliada pelo Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus) de Araraquara (SP), que criou um programa de tecnologia de aplicação disponibilizado aos produtores de laranja.
Francisco Maschio, supervisor técnico do Fundecitrus (Foto: Fabiana Assis/Divulgação)Supervisor do Fundecitrus explica os benefícios da
técnica aplicada (Foto: Fabiana Assis/Divulgação)
Além de enxugar custos, as tecnologias de aplicação contribuem para a redução de impactos ao meio ambiente. Cerca de 70% dos produtos utilizados nas lavouras podem ser perdidos por má aplicação e escorrimento, segundo o Fundecitrus.
“O produtor não tem feito o uso adequado das máquinas de pulverização. O desperdício ocorre quando o produto aplicado começa escorrer na planta e lava ela. O objetivo não é lavar. Se acontece isto, há perda e queda de eficiência. Por isso a necessidade de fazer a regulagem e calibrar a máquina”, explica o supervisor técnico Francisco Maschio.
Segundo ele, começou em 2007 o trabalho desenvolvido aos citricultores para uma tecnologia de aplicação econômica e eficaz. Mais de três mil produtores já receberam as informações e aprovaram o resultado. Para Isael Moreira de Souza, administrador há um ano em uma fazenda em São Carlos (SP), a melhora é significativa.
“Realmente teve melhora na qualidade e uma redução de cerca de 30% com os gastos de produção”, conta. Ele diz que no pomar de 100 mil plantas a pulverização é feita a cada 20 dias. “Gastava uma média de 112 bombas (com 2 mil litros de água cada). Hoje gasto de 80 a 85 bombas. Em um ano, posso afirmar que farei uma economia considerável”, almeja.
O supervisor do Fundecitrus lembra ainda que a tecnologia de aplicação promove redução significativa dos impactos ao meio ambiente. Isto porque destina a quantidade correta de defensivos que é utilizada e reduz a quantidade de CO2 liberada, já que diminui o tempo do uso de tratores para a pulverização e economiza água na aplicação.
“O nosso papel é levar essa informação ao produtor. Mostrar que se ele fizer isso, vai conseguir conduzir o seu pomar de uma forma mais eficiente, com menor resultado negativo. O importante é que ele acompanhe isso, faça uma avaliação de como era e como está agora”, diz Maschio.
Treinamento
Por meio de palestras, dias de campo e visitas de engenheiros agrônomos nas propriedades, o Fundecitrus tem mostrado ao produtor quais as melhores técnicas para a pulverização eficiente dos produtos utilizados para o controle das doenças dos citros.
As orientações são passadas aos citricultores por uma equipe de 23 engenheiros agrônomos. O objetivo dos treinamentos é capacitar e treinar citricultores e funcionários das propriedades, principalmente que trabalham ou operam diretamente ou auxiliam na aplicação de defensivos.
Os procedimentos de regulagem e calibração são realizados antes de iniciar a aplicação e devem levar em conta topografia, espaçamento do pomar, cobertura do solo, volume de calda está sendo usado por hectare e quantidade de produto a se colocar no tanque, entre outras variáveis.
“As máquinas não são reguladas como precisam. Você tem plantas de porte maior, menor, plantas bem folhadas. Para cada situação e período do ano, é necessária uma regulagem. Tudo isso está relacionado ao ambiente, temperatura e umidade. A dose do produto não muda, somente a quantidade de água jogada na planta. Quanto mais equipado e estruturado o material de pulverização, melhor o resultado, conclui Maschio. 
G1 - Citricultor economiza até 50% com técnica de aplicação em pulverização - notícias em Araraquara e Região

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Tecnologia torna aplicação de fungicida mais rápida em Luziânia - G1.com.br

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segunda-feira, 26 de março de 2012

Fungicida líder no mercado de soja também poderá ser utilizado em ... - Revista Fator

BY Agro Mecânica Tatuí IN No comments

Fungicida líder no mercado de soja também poderá ser utilizado em ... - Revista Fator:
Fungicida líder no mercado de soja também poderá ser utilizado em ...
Revista Fator
Opera®, que já tratou mais de 99 milhões de hectares em soja, obtém registro para a cultura da cana-de-açúcar.Produto também vai integrar novo modelo de manejo da BASF intitulado Sistema AgCelence® Cana. Ganhos de produtividade poderão chegar a 10 ...

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Agricultura - NOTÍCIAS - Mistura de óleos comestíveis é novo pesticida natural

BY Agro Mecânica Tatuí IN No comments

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Adriano Carlos Yared Lima – Agrotóxicos: nosso veneno silencioso de cada dia | Corrêa Neto

BY Agro Mecânica Tatuí IN No comments






Segurança alimentar, segundo o conceito adotado no Brasil, supõe não só a oferta e acesso a alimentos, mas também alimentos de melhor qualidade biológica, não contaminados,que façam bem à saúde e à nutrição das pessoas. Não obstante, pesquisas sistemáticas,que vêm sendo feitas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária(ANVISA), têm mostrado que estamos comendo alimentos contaminados. Novidade? Não. Já sabemos disso deste que os “cientistas” inventaram a história da “dose diária aceitável” de venenos. Por alguma razão, nos levaram a crer que podemos comer um pouco de veneno todos os dias, desde que seja uma quantidade“cientificamente calculada”. Hoje sabemos que os problemas de saúde associados à contaminação por agrotóxicos se multiplicam(Caporal, 2009).
Imagine uma pessoa que está doente ou em recuperação, se alimentando de uma dieta com sopa e salada rica em hortaliças como cenoura, couve, repolho, beterraba, etc., e esta pessoa que está tentando se reabilitar, sem saber, está consumindo nos alimentos que são recomendados pelo médico ou nutricionista, venenos em doses aceitáveis cientificamente ou mesmo acima do aceitável.
Recentemente a revista “Veja” publicou uma matéria tentando convencer de que os agrotóxicos não fazem mal à saúde, em resposta à pesquisa da Anvisa . Mas a realidade parece não ser como os entrevistados pensam.
Por outro lado, os entrevistados nesta matéria tem interesse em manter a população desinformada e ao alto consumo de agrotóxicos. Veja quem são eles: José Menten é ex- diretor executivo da ANDEF( Associação Nacional de Defesa Vegetal no período de2008-2009. Flavio Zambrone é dono de uma empresa de consultoria em toxicologia para as empresas de agrotóxicos. João Lauro Camargo – tb tem uma empresa de consultoria e presta consultoria para as empresas de agrotóxicos. Trapé apresentou-se na audiência pública na Câmara como consultor da ABIQUIM(Associação Brasileira da Indústria Química).Celso Omoto – foi representante do setor de biotecnologia na CTNBio.
Conforme o site da ABIQUIM, fertilizantes e agrotóxicos foram responsáveis pelo faturamento de 25 bilhões de dólares no Brasil em 2011.
A ANVISA divulgou em dezembro passado, resultado de análises químicas de alimentos para verificação da presença ou não de contaminação por agrotóxicos na fase de cultivo. Estes resultados tiveram também veiculação pelo Jornal Nacional nos dias 7 e 8 de dezembro.
O resultado, apesar da diminuição em algumas culturas comparados com anos anteriores, ainda é preocupante: o pimentão, o morango e o pepino lideram o ranking dos alimentos com o maior número de amostras contaminadas por agrotóxico, durante o ano de 2010. É o que apontaram os dados do Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos de Alimentos (Para) da Anvisa, divulgados nesta quarta-feira (7/12). Mais de 90% das amostras de pimentão analisadas pelo Programa apresentaram problemas.
Do total de amostras analisadas nacionalmente, 28% foram consideradas insatisfatórias por apresentarem resíduos de produtos não autorizados, ou autorizados mas acima do LMR (limite máximo recomendado).A porcentagem de 35% apresentou resíduos mas sendo que abaixo do LMR e, em 37% delas, não foram detectados resíduos.
No caso do morango e do pepino, o percentual de amostras irregulares foi de 63% e 58%, respectivamente. Os dois problemas detectados na análise das amostras foram: teores de resíduos de agrotóxicos acima do permitido e o uso de agrotóxicos não autorizados para estas culturas.
A alface e a cenoura também apresentaram elevados índices de contaminação por agrotóxicos. Em 55% das amostras de alface foram encontradas irregularidades. Já na cenoura, o índice foi de 50%.
Na beterraba, no abacaxi, na couve e no mamão foram verificadas irregularidades em cerca de 30% das amostras analisadas. “São dados preocupantes, se considerarmos que a ingestão cotidiana desses agrotóxicos pode contribuir para o surgimento de doenças crônicas não transmissíveis, como a desregulação endócrina e o câncer”, afirma o diretor da Anvisa, Agenor Álvares.
Estes resultados são de ordem nacional, mas a ANVISA realizou esta pesquisa em todos os estados do Brasil.
No Amapá, segundo a pesquisa da ANVISA,dentre os alimentos pesquisados os que obtiveram maior índice de contaminação por agrotóxicos foram o pimentão, alface e cenoura. Também foram encontrados algum tipo de contaminação aceitável no arroz, beterraba, couve, mamão, pepino e repolho.
Os alimentos que não foram encontrados contaminantes: batata, cebola, feijão, laranja, maçã, manga e tomate.
Dentre algumas substancias usadas na agricultura nacionalmente, encontradas no estudo da Anvisa destacam-se as de princípio ativo não autorizados, as de grupo químico benzimidazol, clorociclodieno, ditiocarbamato, organofosforado, piretróide, triazol, etc.
Muitos ingredientes ativos(IA) usados como agrotóxicos foram proibios pela Anvisa no Brasil como benomil, heptacloro, monocrotofós, lindano, pentaclorofenol e triclorfom. O endossulfam, a ciexatina e o metamidofós serão aceitos até 2014 e 2012 respectivamente, embora já tenham sido proibidos em outros países como o endossulfam por apresentar riscos à saúde.(Veja artigo complementar:Agrotóxicos proibidos e empresas do setor)
Os IA captana, folpete, carbendazim,clorpirifós, metaldeído, aldicarbe e fosmete sofreram restrições de uso e outros estão em fase de estudo.
Não foram pesquisados em nosso estado, niveis de agrotóxicos no abacaxi e morango embora a nível nacional tenha sido detectado altos índices nestas culturas e no caso do morango, o importamos de outros estados. Já a soja, que não foi pesquisada nacionalmente nem a nível local, mas há relatos de agricultores e Eng. Agrônomos constantes no documentário “O veneno está na mesa” -documentário realizado pela campanha permanente contra os agrotóxicos e pela vida, dirigido pelo cineasta Silvio Tendler-, que esta cultura recebe 8 aplicações de agrotóxicos em cada ciclo e a cultura do trigo chega a 4 aplicações e que ano após ano estas pulverizações vem aumentando para dar conta da resistência química em que as pragas e doenças adquirirem dos agrotóxicos e principalente garantir a produção.
Segundo a reportagem da Rede Globo, constante no documentário, a venda de agrotóxicos aumentou 140% nos últimosos 10 anos, enquando o aumento da produção de grãos, aumentou 75%.
Estes resultados em nosso estado servem de alerta e podem apontar caminhos para futuras políticas públicas, o que seria muito interessante tanto para o consumidor quanto para o agricultor. Políticas estaduais e federais de desenvolvimento da agricultura familiar e do agronegócio, pelo fato dos inconvenientes que estes produtos químicos, utilizados nas lavouras, causam à população, principalmente problemas relacionados à saúde e à contaminação ambiental.
Um exemplo de como os agrotóxicos podem contaminar a população em uma região de intensa produção de alimentos sob o paradigma do agronegócio brasileiro que foi publicado no Jornal Folha de São Paulo de 23 de março de 2011 e veiculado também no noticiário “Bom dia Brasil” no dia 31 de março de 2011 é o município de Lucas do Rio Verde, que está entre os 10 maiores produtores de grãos do estado do Mato Grosso cidade de 45 mil habitantes, onde a Universidade Federal de Mato Grosso, fez estudos para avaliar a contaminação por agrotóxicos no leite materno.
Neste município, foram coletadas amostras de leite de 62 mulheres, apenas 3 delas da zona rural, entre fevereiro e junho de 2010. O município é um dos principais produtores de grãos do MT.
A presença de agrotóxicos foi detectada em todas. Em algumas delas havia até seis tipos diferentes do produto.
Segundo a pesquisa, no ultimo levantamento realizado em 2009, somente neste minicípio foram utilizados nas lavouras 5 milhões de litros de agrotóxicos.
Essas substâncias podem pôr em risco a saúde das crianças, diz o toxicologista Félix Reyes, da Unicamp. “Bebês em período de lactação são mais suscetíveis, pois sua defesa não está completamente desenvolvida.”
A bióloga Danielly Palma, autora da pesquisa, afirma que a contaminação ocorre principalmente pela ingestão de alimentos contaminados, mas também por inalação e contato com a pele.
Entre os produtos encontrados há substâncias proibidas há mais de 20 anos:O DDE, derivado do agrotóxico (DDT) proibido em 1998 por causar infertilidade masculina e abortos espontâneos, foi o mais encontrado.
Das mães que participaram da pesquisa, 19% já sofreram abortos espontâneos em gestações anteriores.
Também relataram má-formação fetal e câncer, mas não é possível afirmar se os casos são consequência da ingestão de agrotóxicos.
Além desse exemplo, há casos, onde o agronegócio está em expansão no Brasil e exterior, de contaminação do solo e da água(aqüíferos) pela substancia bastante utilizada no agronegócio chamada de glifosato.
Doenças e Agrotóxicos
“O agrotóxico no alimento, ao ser ingerido pela população, tem um efeito cumulativo, vai se acumulando no organismo. Pode levar a algum tipo de doença crônica não transmissível”, alerta José Agenor Álvares da Silva, diretor da Anvisa.
“Principalmente doenças neurológicas, endócrinas, imunológicas e hoje doenças do aparelho reprodutor, como infertilidade, diminuição do número de espermatozóides e a questão do câncer”, explica Heloísa Pacheco, coordenadora do ambulatório de Toxicologia da UFRJ.
A médica Silvia Brandalise, pesquisadora da Unicamp, estuda as causas de câncer, principalmente entre crianças. Segundo ela, pesquisas já comprovaram que a exposição aos venenos usados nas plantações está relacionada à leucemia e aos tumores no cérebro. A comida com excesso de agrotóxicos e produtos químicos também faz parte dos fatores de risco.
“Se aquele produto lesa uma célula da formiga, uma célula de um mosquito e leva à morte esse mosquito, de maneira mais aguda. O homem não é diferente. Só que no homem é mais crônico, é de longa duração”, destaca.
Segundo a Médica, “Os fatores de risco que estão sendo levantados são os poluentes ambientais, que são os pesticidas. Infelizmente, a indústria chama de defensivo agrícola. Mas é um veneno agrícola que quebra a Cromátide [um dos dois filamentos interligados, formado pela duplicação de um cromossomo durante os processos de divisão da célula] que é o primeiro passo para a carcinogênese [refere-se ao processo de formação do câncer].”
A especialista também comenta que outros agravantes são os metais pesados, que sem conhecimento, são consumidos pela população
“Existem o chumbo, mercúrio arsênio. Consumimos o arsênio por meio da água. Ele é usado para matar formiga na lavoura. Após ser jogado no chão, a chuva vem e leva ele para o lençol freático, até chegar na água que bebemos.
Ela ainda lembra que esses agentes nocivos estão relacionados com a má formação congênita, deficiências orgânicas, mental e hepática. Silvia reforça que o Brasil deve pensar um modelo de produção que respeite a vida da população.
“O que usamos para ter uma grande produção, matando todas as pragas, acabamos fazendo a população consumir mais venenos. Temos que encontrar um meio que garanta um fluxo econômico e que preserve a qualidade de vida das pessoas.”
Não podemos afirmar com total segurança que os casos de câncer no Amapá estejam relacionados à injestão por agrotóxicos nos alimentos, no entanto, o que observamos é que os casos dessa doença se multiplicam ano após ano em nosso estado e no Brasil.
Considerando esses dados da Anvisa, devemos ficar em alerta, pois todos esses alimentos analisados pela Anvisa exceto pepino, alface, couve, abacaxi e parte do mamão, provém de outros estados que podem estar recebendo doses elevadas de agrotóxicos, conforme a pesquisa.
Mesmo os alimentos produzidos aqui, principalmente as hortaliças não estão livres de receber uma dosagem de agrotóxico maior que a recomendada, conter agrotóxico em dose aceitável ou receber a aplicação de um produto que não seja autorizado para a cultura cultivada.
Brasil: líder mundial no consumo de Agrotóxicos
Há um grande interesse comercial em manter o modelo atual de produção agrícola no Brasil.
Embora o Brasil ocupe a terceira posição no ranking dos maiores produtores agrícolas do mundo, já é líder no consumo de agrotóxicos. Somente em 2009, foram comercializados um bilhão de litros destes produtos. Dependendo do volume de vendas estimado em 2010 pela Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim), esse recorde pode ser superado. A entidade estima um crescimento de até 8%, em relação ao período anterior.
Ainda de acordo com dados da Abiquim as empresas do ramo tiveram faturamento líquido de US$18,2 bilhões com a produção de defensores agrícolas, adubos e fertilizantes em 2010.
Desde que a ciência agronômica adotou o modelo agroquímico, muito depois da criação do curso de Agronomia no Brasil, por volta do início do Século 20, isso vem acontecendo.
Aqui cabe uma pergunta:seria menos científico adotar um modelo de agricultura agroecológico ou orgânico? Não há possibilidade científica em desenvolver novos paradigmas, com arranjos produtivos locais-APLs agroecológicos e produtivos para que preservemos nossa saúde, em pleno século 21?
Muitos pesquisadores e agricultores do mundo e do Brasil estão provando ser possível.
Se a ciência existe para a promoção,desenvolvimento e manutenção do bem estar e saúde do ser humano, não seria, pelo contrário, por todos esses fatos e incovenientes observados, muito mais científico e correto buscarmos mudar os rumos e modelo de produção de alimentos?
Sabemos que a maioria das empresas que vendem produtos para a agricultura convencional se preocupam apenas com o lucro, não com a saúde das pessoas.
Um exemplo disso é uma empresa alemã, vendedora de sementes transgênicas no Brasil, mas que aquele país tem somente 2 hectares de plantio com transgênicos enquanto o Brasil cultiva mais de 30% de grãos com sementes transgênicas.
Recentemente tivemos o desprazer em perder a Secretária de Estado de Comunicação Jacinta Gonçalves, não por motivo relacionado ao tema,mas que serve de exemplo e observarmos como nossa vida é frágil. Por isso seria interessante o desenvolvimento e a oferta de tecnologias agrícolas mais adaptadas a essa fragilidade da vida, tecnologias que promovam e mantenham a saúde e o bem estar da população.
Solução
Preocupado em resolver ou pelo menos minimizar este problema, o Governo do Estado do Amapá através da Secretaria de Desenvolvimento Rural e entidades parceiras, irão desenvolver no estado a partir de 2012, amplo, porém gradual projeto de transição Agroecológica- projeto de Agricultura orgânica com produtores de hortaliças do estado do Amapá.
Já bastante disseminada em outros estados do Brasil, recomendada pela Rio 92 e incentivada pela ONU através do conselho de direitos humanos para a redução da pobreza no meio rural e pela FAO,a agricultura orgânica tem a vantagem de não se utilizar em nenhuma etapa do sistema produtivo, elementos que podem vir a causar doenças nos agricultores e consumidores pelos alimentos produzidos, bem como ao meio ambiente-como os agrotóxicos e adubos químicos.
Surgida nos anos 70, a ciência agroecológica foi relegado em segundo plano por não haver pesquisas suficientes e pela dominância em que a agricultura convencional denominada de Revolução Verde, impõe às academias. Também na época tinha-se idéia de se tratar de um tema “romântico”, sem fundamento, coisa de ecologistas radicais, etc. Hoje se tem mais noção e base científica da necessidade de mudarmos a forma de como produzimos alimentos, apesar de não investirmos mais para esse fim.
Nos anos 90, a agroecologia denominada de “agricultura alternativa” pela Federação dos Estudantes de Agronomia do Brasil-FEAB- que apoiava e solicitava ao Ministério da Educação mais espaço a estes modelos de agricultura sustentáveis na grade curricular dos cursos de Agronomia do Brasil. Hoje a agrecologia é uma das bandeiras de luta da FEAB.
Atualmente bastante reconhecida, a agrecologia ganha espaço com cursos de Mestrado em instituições renomadas das Ciências Agrárias como a Universidade Federal de Viçosa em Minas Gerais.
Vários eventos Nacionais são realizados em prol da Agroecologia como congressos, semana dos alimentos orgânicos, feiras, etc.
Destaca-se na pesquisa e difusão da ciência agroecológica, com vários trabalhos e livros publicados, o pioneiro na área Miguel Altieri da Universidade de Berkeley nos Estados Unidos.
No Brasil, destacaram-se no início da década de 80, a Engenheira Agrônoma Ana Primavesi e também o Engenheiro Agrônomo José Lutzenberger.
Formado em Agronomia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), José Lutzenberger trabalhou durante muito tempo para empresas que produzem adubos químicos, no Brasil e no exterior. Em 1971, depois de treze anos como executivo da Basf, abandonou a carreira para denunciar o uso indiscriminado de agrotóxicos nas lavouras do Rio Grande do Sul. A partir de então se dedicou à natureza e defendeu o desenvolvimento sustentável na agricultura e o uso dos recursos renováveis,fundou a Fundação Gaia alertando para os perigos do modelo de globalização em vigor.
Hoje milhares de profissionais das ciências agrárias já aderiram à transição agroecológica no Brasil e no mundo.
Outra referência nacional em pesquisa agroecológica atualmente é a Embrapa Agrobiologia que fica localizada no Rio de Janeiro. A Embrapa Agrobiologia realiza pesquisas na área de agroecologia e agricultura orgânica e também mantém uma fazenda para a realização de experimentos científicos, treinamento de profissionais e difusão de tecnologia.
No Brasil, são cultivados diversos tipos de alimentos em sistema orgânico que vão desde vegetais como hortaliças, frutas, fibras(algodão), grãos(soja, milho, arroz, feijão), cana-de-açúcar e até proteína animal como a bovina, de aves(frango), caprinos, leite, etc.
No Amapá temos experiências exitosas como a do Médico Veterinário Moisés Batista na Ilha Santana, do Sevidor Público Ismael Cantanhed, dos Servidores do Instituto de Desenvolvimento Rural do Amapá Daniel Lima e Marcelo Miranda e do Agricultor Marcondes do Ramal do kilômetro 9 entre outros. Essas experiências, apesar de serem boas, carecem avançar no sentido de oferecer uma maior quantidade de alimentos orgânicos para uma parcela maior de amapaenses.
Uma das vantagens do sistema orgânico de produção além de diminuir a dependência do agricultor quanto ao uso de insumos químicos, que muitas vezes são importados de outros países e cotados em dólar, como parte dos adubos químicos e agrotóxicos, é também de os alimentos que são cultivados através deste sistema conterem maior teor de nutrientes como vitaminas, sais minerais.
Segundo estudo realizado pela Universidade Federaldo Paraná, feita pela equipe da Química Sonia Stertz, feita com dez alimentos como hortaliças e frutas, detectou a superioridade em concentração de nutrientes dos alimentos orgânicos em comparação aos convencionais.
Nessa pesquisa, elementos como fibra alimentar, proteínas, açúcares e minerais como o ferro, o potássio e o selênio apresentaram teores mais elevados que os convencionais além de não conterem os agrotóxicos o que é muito positivo, segundo a química.
Escolas da rede pública de alguns estados do Brasil, compram somente alimentos cultivados organicamente, em favor da Lei Federal PNAE que garante a compra de pelo menos 30% de alimentos provindos da agricultura familiar e de preferência alimentos orgânicos.
Na realidade, a agricultura convencional supre a oferta de alimentos somente em quantidade, não em qualidade. Observe que muitos alimentos como o mamão, o tomate, a banana que são postos à venda quase que sem sabor, sem cheiro. Observe muitos hoje vêm enriquecido com ferro, ácido fólico, etc. Agora observe uma manga apanhada nas ruas ou uma banana cultivada nas várzeas como tem mais sabor e cheiro mais acentuado.
No documentário “O veneno está na mesa”, “um agricultor proprietário do Sítio Catavento em São Paulo.declara que não há nenhuma dificuldade técnica para alimentar o mundo com alimentos orgânicos. “Este sítio, que possui 20 hectares de lavoura, produz 300 toneladas de alimentos sem agrotóxicos e/ou adubos químicos por ano. Alimentos de altíssima qualidade”, diz o agricultor.
Também, numa entrevista, a Pesquisadora Ana Primavesi garante que, se o solo está vivo, saudável, é possível produzir até três a quatro vezes mais do que na agricultura convencional e que há melhora significativa na qualidade dos alimentos produzidos.(veja caso de transição do agricultor citado na entrevista de Ana Primavesi 90 anos em referencias bibliogáficas)
O coordenador de Agroecologia do Ministério da Agricultura-Rogério Dias- em reportagem ao Jornal Nacional(Série Agrotóxicos) da Rede Globo, comenta que os sistemas de produção agroecológicos ou orgânicos, podem ser desenvolvidos em larga escala, possíveis em grandes áreas. “Nós vemos a agricultura orgânica como uma forma de mostrar que existe um caminho alternativo.Uma mudança no campo, pode mudar também a vida na cidade.”
Uma grande crítica aos alimentos orgânicos é com relação aos preços serem mais elevados. De fato, com preços mais altos, esses alimentos não podem estar acessíveis a todas as classes da população.
Não obstante, o que acontece de fato, é que este modelo de agricultura, não sendo incentivada em larga escala pelo poder público, não produz alimentos em quantidade ou oferta suficientes para se ter preços mais reduzidos. Apesar disso, nas feiras de agricultores dos estados onde se produz alimentos orgânicos, os preços são quase similares aos alimentos convencionais-com venenos.Fato esse que não acontece com os supermercados, onde os preços são mais elevados.
Não podemos negar que o agronegócio positivo do aspecto de gerar empregos, renda e divisas para o país, entretanto, ao lado disso causa muitos impactos negativos para a saúde da população e também ao meio ambiente.
Outro inconveniente do uso de agroquímicos é o crescimento populacional.Com uma população mundial do planeta crescente, que subiu para 7 bilhões de habitantes neste ano, e que as projeções para o ano de 2050, segundo a ONU, são para mais de 9,2 bilhões de habitantes, com a manutenção do modelo vigente de produção agrícola, com o crescimento da população, mais insumos e agrotóxicos serão necessários para alimentar a população e com isso também de carona, mais poluições, contaminações dos alimentos, da água e doenças.
Aqui, talvez teríamos uma boa alternativa de nos alimentarmos somente de peixe e açaí, que ainda não estão contaminados e que são alimentos bastante saudáveis.
De certo que não podemos mudar radicalmente este modelo de produção agrícola que herdamos e que cada vez mais cresce tanto no Amapá e no Brasil através da agricultura convencional e dos transgênicos, até porque não dispomos atualmente de tecnologia suficiente em nosso estado e também pelo fato de que a produção agrícola não pode parar para aguardar um novo paradigma. No entanto, estes dados da Anvisa e dos médicos, nos servem para apontar caminhos que podemos seguir para que no futuro possamos colher resultados de trabalhos que podem vir a ser feito nos anos vindouros no âmbito da agrecologia e da agricultura orgânica, para que possamos ofertar e nos alimentar futuramente, de alimentos com maior teor de nutrientes, mais saborosos e isentos destes contaminantes prejudiciais à saúde.
Nós Engenheiros Agrônomos e Técnicos Agrícolas temos um papel fundamental nesse caminho que podemos buscar. A tarefa parece ser árdua, pois mexe com conceitos e paradigmas aprendidos nas academias que precisam ser revistos.Entretanto, os resultados podem ser muito compensadores no futuro, para o bem de todos.

Adriano Carlos Yared Lima
Engenheiro Agrônomo, Servidor Público Estadual.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Ministério estuda novas regras para uso de produtos veterinários

BY Agro Mecânica Tatuí IN No comments

Postado por Geraldo Magella Nogueira Dias

Governo quer evitar problemas como o que resultou na rejeição, pelos Estados Unidos, de um lote de carne bovina processada
O Ministério da Agricultura estuda mudanças nas regras para o uso de produtos veterinários. O governo brasileiro quer evitar problemas como o que resultou na rejeição, pelos Estados Unidos, de um lote de carne bovina processada. O produto, de uma unidade do frigorífico JBS, em São Paulo, tinha níveis do vermífugo ivermectina acima do permitido pelos norte-americanos.

– Às vezes, mesmo respeitando os prazos de carência, se determina resíduo, ora no músculo, ora na gordura. Tendo em vista que é um assunto complexo, que está ligado a tipo de produto, recomendação do uso e, sobretudo, aos controles, é preciso se discutir e, se for o caso, propor novas regulamentações sobre o setor –  afirma o representante do departamento de inspeção de produtos origem animal do Ministério da Agricultura, Luiz Carlos de Oliveira

Sobre o episódio envolvendo o frigorífico paulista, o ministério da Agricultura afirma que o assunto vai ser discutido com as autoridades norte-americanas, e que não representa problemas nas relações comerciais entre os dois países.

Fonte: Canal Rural  

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Uso racional de adubos pode melhorar a qualidade nutricional dos alimentos Oscar Fontão de Lima Filho*

BY Agro Mecânica Tatuí IN No comments

Os hábitos para obtenção de alimentos começaram a mudar há mais ou menos dez mil anos, quando o homem passou de caçador-colhedor para produtor de alimentos – iniciavam-se a agricultura e a domesticação de animais, que abriram caminho para grandes mudanças na civilização humana. Hoje em dia, além do desenvolvimento e da transferência de tecnologias que focam o estímulo do crescimento sustentável da agropecuária e de todo o agronegócio, com aumentos contínuos de produtividade, é importante levar em conta a qualidade nutricional dos alimentos que vão do campo para a mesa do consumidor. A qualidade do produto colhido depende do propósito a que se destina: se é para alimentação animal ou humana; uso industrial, como é o caso da mandioca para produção de amido; e diversos outros fatores, tais como teores de proteína, minerais, óleo etc. A maior parte das substâncias ligadas à qualidade nutricional dos alimentos é fixada geneticamente, mas fatores externos podem influenciar a sua presença nos vegetais, como, por exemplo, o manejo do solo, incluindo a adubação.

A fertilização dos solos, quando realizada dentro dos critérios estabelecidos pela pesquisa, influencia de modo positivo a qualidade nutricional dos alimentos, além de aumentar a produtividade e a resistência das culturas a estresses de origem climática, biológica, do solo etc. A concentração de açúcares ou carboidratos, por exemplo, tem uma relação direta com o suprimento de potássio ou nitrogênio, sendo importante para culturas que produzem tubérculos e para a cana-de-açúcar. Em cereais utilizados na panificação, a aplicação de nitrogênio no solo durante o florescimento das plantas aumenta o teor de proteínas dos grãos, especialmente gliadina e glutenina, melhorando a qualidade para a fabricação do pão. A adubação nitrogenada também aumenta a concentração de vitamina B. Os cereais, porém, são pobres em aminoácidos essenciais para os animais e seres humanos, principalmente lisina. Para os melhoristas, aumentar o teor de lisina é um problema, já que quando se consegue aumentar esse aminoácido no grão, a produtividade normalmente cai.

Em grãos de cevada usados para a produção de cerveja, é necessário que se tenham concentrações mais baixas de proteína e altas em amido. Assim, a cultura da cevada deve ser adubada adequadamente com fósforo e potássio, para que tenha grãos com melhor qualidade. Por outro lado, altas aplicações de nitrogênio prejudicam a fermentação do malte, pois aumenta-se o teor de proteína nos grãos.

Em plantas oleaginosas, pode haver competição entre as diversas vias metabólicas para a produção de proteínas e lipídios. Ao aumentar a adubação nitrogenada, incrementa-se também a concentração de proteína bruta, mas diminui o teor de lipídios. A nutrição potássica é muito importante na concentração de óleo nas sementes, pois fornecendo-se menos potássio do que o necessário para a planta, o teor de óleo pode cair.

A concentração de vitaminas também é um fator de qualidade alimentar. Quando aumenta-se o suprimento de nitrogênio no tomate e cenoura, por exemplo, o teor de caroteno tende a crescer, mas o de vitamina C diminui. Por outro lado, a adubação com potássio aumenta o teor dessa vitamina.

As pastagens também se beneficiam de uma adubação equilibrada, já que o pasto também é uma cultura. As forrageiras fornecem proteínas, carboidratos e gorduras, necessários para o crescimento animal e, logicamente, para a produção de carne, leite, ovos, lã etc. Os minerais essenciais, como fósforo, enxofre, magnésio, cálcio, potássio, sódio e outros nutrientes, também são fornecidos aos animais pelas plantas. Alguns minerais, como o sódio, são fornecidos como aditivos, mas a suplementação de minerais na adubação permite que a forragem forneça a maior parte dos elementos necessários para a produção animal, não apenas para o crescimento vegetal.

Os poucos exemplos citados mostram que a multiplicidade de interações e efeitos entre a adubação e a qualidade nutricional são enormes. Em muitos casos, é importante que as pesquisas nas áreas de melhoramento e nutrição vegetal levem em conta as modificações na qualidade nutricional da planta, além daquelas relacionadas à produtividade e resistência a fatores externos desfavoráveis ao crescimento da cultura, como pragas, doenças, veranicos, geadas etc.