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segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Projeto do governo de abater 5 mil búfalos em Rondônia deve custar R$ 4 milhões BeefPoint

BY Agro Mecânica Tatuí IN No comments


Um projeto do governo de Rondônia pretende abater cerca de 5 mil
búfalos que habitam as reservas Biológica do Guaporé e Florestal Pedras
Negras, na região do Vale do Guaporé. Conforme a Secretaria Estadual de
Meio Ambiente (Sedam), o rebanho solto na região tem causado degradação
ambiental, risco a moradores e, devido ao modo de vida selvagem, não há
controle de doenças. A proposta deve ser analisada pela Assembleia
Legislativa de Rondônia (ALE-RO) no primeiro semestre de 2016.


A Sedam explica que 30 cabeças da espécie foram trazidas na década de
1950 pelo governo da época para a Fazenda Experimental Pau D’Óleo,
localizada na região. O objetivo era introduzir no estado a extração de
carne, mas o projeto fracassou e os búfalos se dispersaram para as
reservas onde se reproduziram ao longo dos anos e se tornaram
asselvajados. Os animais serão capturados, passarão por uma quarentena e
aqueles que atenderem aos quesitos estabelecidos pelas equipes
sanitárias da Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril (Idaron) e
Ministério do Meio Ambiente serão enviados para abate e comercialização
da carne.


O custo estimado  total é de R$ 4 milhões em cinco anos.


Fonte: Ariquemes Online, resumida e adaptada pela Equipe BeefPoint.








Projeto do governo de abater 5 mil búfalos em Rondônia deve custar R$ 4 milhões BeefPoint

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Pasto de qualidade garante boa produção - Força do Campo - Hoje Em Dia

BY Agro Mecânica Tatuí IN No comments

Pasto de qualidade garante boa produção

A falta de planejamento adequado na produção, armazenamento e utilização dos recursos forrageiros, que resulta na inadequada nutrição alimentar dos animais, é um dos motivos da baixa produtividade apresentada pela maioria dos rebanhos de leite e corte.

Nesta época do ano, quando muitos produtores rurais começam a preparar o solo para o plantio, é fundamental que se busque orientação sobre todos os processos necessários para o sucesso das pastagens. O déficit hídrico é apenas um dos muitos fatores que podem impactar na qualidade da produção.

Enquanto o Brasil se destaca no aumento dos números da produção de leite, carne e agricultura, registra-se também a redução das áreas de pastagens, com melhoria da produtividade animal na pecuária, mas com alta taxa de lotação dos pastos.

O Censo Agropecuário de 2006 aponta que a área de lavouras no país aumentou 83,5% em relação a 1995, enquanto a de pastagens reduziu-se em aproximadamente 3%, confirmando um modelo de desenvolvimento do setor com expansão das fronteiras agrícolas.

Em relação ao Censo de 1995, a área de pastagens reduziu de 178 milhões de hectares para 172 milhões em 2006, enquanto a área de culturas expandiu de 52 milhões para 76 milhões. Em Minas Gerais, a redução na área de pastagem foi de 25 milhões em 1995 para 20,5 milhões em 2006.

“É provável que a redução das áreas de pastagens continue, sendo, a intensificação do uso dos pastos e a aplicação de insumos para aumentar a produtividade, inevitáveis”. A afirmação é do zootecnista e pesquisador da Epamig, Domingos Sávio Queiroz, para quem a utilização das pastagens ainda é feita em bases empíricas.

“Os pecuaristas não se apropriaram das tecnologias disponíveis na exploração de pastagens, como tem ocorrido na agricultura, o que explica a alta ocorrência de pastos degradados”, afirmou.

Domingos Queiroz aponta a baixa escolaridade e/ou limitação financeira como dificultadores de acesso às tecnologias sobre manejo alimentar e utilização de pastagens. De acordo com ele, o sistema de alimentação deve ser melhorado com foco no aumento da produtividade do rebanho, produzindo reflexos diretos no aumento da renda e na capacidade de capitalização do produtor.

Normalmente, segundo ele, os solos utilizados com pastagens são aqueles que apresentam alguma limitação, como baixa fertilidade natural, acidez elevada, topografia acidentada e má drenagem.

Por isso, apresentam baixa capacidade de suprir nutrientes, resultando em níveis de produtividade muito baixos. “Poucos produtores adotam a adubação dos pastos, por não reconhecerem nessa prática retorno financeiro, o que explica porque a maioria das pastagens encontra-se degradada ou em degradação”.

Uma maior variedade nas forrageiras

A eficiência das gramíneas tropicais para produção de forragem é muito alta. Sob condições de adubação, durante o período quente e chuvoso do ano, são obtidas produções suficientes para manter 7 a 10 vacas/ha.

É provável que 99% da área de pastagens do Brasil seja coberta por gramíneas, mais conhecidas como capins.

Na África a origem

O especialista e professor da Faculdades Associadas de Uberaba (Fazu), Adilson Aguiar, explica que, em sua maioria, a origem das espécies e variedades dos capins forrageiros é o continente africano, que tem um dos climas mais áridos e secos do mundo.

Segundo ele, no Brasil, os tipos climáticos que se assemelham aos das regiões de origem dos capins africanos são o semiárido, encontrado no norte e nordeste de Minas Gerais, no nordeste de Goiás e em quase todos os estados da região Nordeste do país, que têm índices pluviométricos entre 400 e 900 mm/ano, e o tipo tropical de savana, no bioma Cerrados, com 1.000 a 1.800 mm/ano.

Para o clima semiárido, Adilson Aguiar, diz que a espécie forrageira mais adaptada é a Cenchrus ciliaris, conhecida como capim-buffel ou buffel-grass. “Essa é a espécie mais adaptada a déficit hídrico do mundo tropical”.

Outra forrageira recomendada para as condições semiáridas são as variedades e cultivares Andropogon gayanus, conhecida como capim-andropogon. Outra espécie utilizada com relativo sucesso é o capim-urocloa - Urochloa mosambicensis -, apesar da alta susceptibilidade às cigarrinhas-das-pastagens”. Já para o bioma Cerrados praticamente quase todos os capins africanos se adaptam bem ao tipo climático predominante.

Usos específicos

Criador de cavalo mangalarga marchador, no Haras Ishwara, onde a pastagem é formada por tifton e florona, o engenheiro agrônomo e especialista Maurício Araújo Ribeiro explica que, para as atividades mais intensivas de gado leiteiro e criação de equinos, têm sido priorizadas as gramíneas com melhor valor nutricional e teor de proteína.

Esse é o caso do grupo dos cynodons, que tem, entre outros, os tiftons, coast cross, vaqueiro e jiggs, e dos panicuns, com o mombaça, tanzânia, massai, aruana e outros.

Mauricio Araújo destaca que: “Tanto o os cynodons como os panicuns são muito bem aceitos pelos bovinos e equinos, e têm excelente valor nutricional, desde que pastejados na altura correta”.

No entanto, o engenheiro destaca que os dois tipos exigem fertilidade de solo e manejo bem técnico, além de um bom índice pluviométrico anual ou irrigação suplementar.

Já para o manejo mais tradicional de gado de corte ou leite, segundo ele, as variedades de capins aumentam significativamente. “Além dos já citados, inclui-se a família das brachiárias, que com exceção da humidícula e tanner grass, não são bem aceitas pelos equinos, podendo ser manejadas em sistemas intensivos, semi-intensivos ou extensivos, pois são um pouco mais rústicas, ou não tão exigentes em fertilidade de solo como os cynodons e os panicuns. Há também outras variedades como angola, andropogon e buffel.”

No semiárido, região de chuvas escassas, a palma se destaca como fonte de alimento

Numa região de estiagens prolongadas, como no norte de Minas, a palma forrageira é uma cultura bem adaptada, sendo alimento verde e suculento como alternativa para os rebanhos da região. A palma provê não apenas de nutrientes, mas também de um recurso escasso: a água. Apesar de ajudar na hidratação dos animais, o baixo teor de proteínas exige complemento alimentar para uma dieta balanceada.

De acordo com Adriano de Souza Guimarães, zootecnista e pesquisador da Epamig, apesar de os custos de implantação de uma lavoura de palma forrageira serem consideráveis, deve se enfatizar que esses são diluídos ao longo dos anos, por se tratar de plantas perenes, o que compensa o investimento. Segundo ele, o recomendado é que o produtor rural cultive pequenos canteiros, visando à produção de mudas para uso próprio na propriedade com o intuito de expandir, a médio e longo prazos, sua área de cultivo.

“A palma deve ser tratada como uma cultura nobre e produtiva, merecedora de investimentos especialmente em adubação, pois provê alimento e água em abundância para as regiões semiáridas”, disse Adriano Guimarães.
Epamig/divulgação
Pasto de qualidade garante boa produção
ALTERNATIVA - Após o plantio, dependendo do solo e adubação, a colheita
da palma é feita a partir de 1 ano

 
ALÉM DISSO

Nutrição

O zootecnista revela que o potencial de produção de leite/vacas em pastos tropicais sem suplementação concentrada ou com pequeno fornecimento de ração fica entre 8 kg e 12 kg de leite/vaca/dia e que o uso de animais mestiços, ao lado de sua adaptação às condições do ambiente tropical, proporciona a utilização de sistemas de produção de grande potencial de rentabilidade e ecologicamente mais desejáveis.

“Os genótipos compostos por 50% de holandês e 50% de zebu (F1 HZ) se adaptam às condições de criação em regime de pastagens no verão e suplementação volumosa no inverno, com produção de leite acima de 3 mil kg/lactação, sem comprometer a eficiência reprodutiva”. Segundo Domingos Queiroz, a produção dessas vacas é mais do que o dobro da média da produção de Minas Gerais, que é em torno de 1,4 mil kg/lactação.

“O diferencial do produtor que quer intensificar o uso do pasto é a habilidade para gerenciar o aumento de produtividade, convertendo o investimento no pasto em produto animal” - Domingos Sávio Queiroz - Zootecnista e pesquisador da Epamig

“Há manejos intensivos para gado de corte utilizando pivô central em pastagens de tifton e obtendo excelentes resultados” - Maurício Araújo Ribeiro - Criador de mangalarga marchador e engenheiro agrônomo



Pasto de qualidade garante boa produção - Força do Campo - Hoje Em Dia

quinta-feira, 9 de abril de 2015

AviSite no SBSA: A questão hídrica e o futuro da produção agropecuária - AviSite

BY Agro Mecânica Tatuí IN No comments

 Campinas,SP,
09 de Abril de 2015 - Na palestra proferida no Simpósio Brasil Sul de
Avicultura, o professor e médico veterinário Guilherme Vieira,
secretário executivo da Associação Baiana de Avicultura, apresentou as
causas, não somente de origem pluviométricas, que causaram a crise
hídrica não apenas nos estados de São Paulo, como no Brasil, e que
apresentam perspectivas de um prolongamento para os próximos anos.



Guilherme defende que é preciso fazer um trabalho de conscientização dos
produtores rurais e demais responsáveis (governo, agroindustriais e
demais segmentos da sociedade) quanto à crise que está instalada no
Brasil.



Ao final da apresentação, Guilherme fez algumas sugestões de soluções
para a crise hídrica e o futuro da agropecuária: “Penso que as fazendas e
granjas devem ser sustentáveis, com armazenamento e aproveitamento
racional de água das chuvas. Já fazemos isso no Nordeste há muito tempo.
Acredito que as granjas têm que ter esse pensamento. Outro ponto
importante é evitar o desperdício e perdas”.



Guilherme Vieira

Guilherme defende que é preciso fazer um trabalho de conscientização dos produtores rurais



O hot site do SBSA conta com o patrocínio e apoio das empresas: Abase, Idexx, Nutriad e Zoetis



Em tempo: A edição de março da Revista do AviSite é MÍDIA OFICIAL do
Simpósio Brasil Sul de Avicultura e estará disponível gratuitamente para
todos os participantes.



Acesse: www.avisite.com.br/simposiobrasilsuldeavicultura2015







XVI Simpósio Brasil Sul de Avicultura (SBSA)

Data: 07 a 09 de abril

Local: Chapecó,SC

Mais informações: www.nucleovet.com.br/XVI_SBSA/index.php.
(AviSite) (Redação)



AviSite - O Portal da Avicultura na Internet

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Demanda, qualidade e transparência são três principais questões da indústria de carne bovina

BY Agro Mecânica Tatuí IN No comments

Por Steve Kay, editor da publicação Cattle Buyers Weekly, dos EUA.
Demanda, qualidade e transparência são três assuntos que estão inextricavelmente relacionados e determinarão como o complexo de carne bovina dos Estados Unidos se desenvolverá nos próximos anos, especialmente quando a produção de carne bovina começar a aumentar de novo.
Os consumidores são vitais ao sucesso da indústria de carne bovina americana, no mundo todo, de forma que sua capacidade de continuar comprando carne americana a preços maiores será a tendência mais importante em 2015.
Os consumidores deverão enfrentar preços mais altos em 2015, porque a produção global de carne bovina deverá cair em 1,4% com relação a 2014, para 58.739 milhões de toneladas, segundo previsões do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O total global se manteve estável nos últimos cinco anos, principalmente devido ao declínio anual na produção dos Estados Unidos.
A demanda continuou crescendo e, com a produção estável, os consumidores já estão pagando mais. Isso é bom para os produtores e exportadores, mas a preocupação atual é que os preços possam aumentar demais e ficar fora do alcance dos consumidores.
Essa é uma preocupação especial em países com economias que estão lutando seis anos após a Grande Recessão. Esses consumidores estão consumindo mais carne suína e de frango, devido à maior oferta e também aos menores preços com relação à carne bovina.
Dinâmicas similares ocorrerão nos Estados Unidos, apesar de sua economia ser a melhor dentre todos os países desenvolvidos. Os preços da carne bovina no varejo e em estabelecimentos de foodservice alcançaram níveis recordes e as vendas começaram a cair em setembro passado.
Os americanos adoram a carne bovina, mas comerão 63% mais frango que carne bovina em 2015. Eles consumirão mais frango e carne suína do que fizeram ano passado e menos carne bovina. Isso devido às ofertas disponíveis e também aos preços.
O USDA previu um consumo de 23,68 quilos por pessoa, versus 24,54 quilos no ano passado. Os consumidores comerão em média 38,69 quilos de frango, mais que os 37,83 quilos em 2014, e 21,14 quilos de carne suína, mais que os 20,55 quilos no ano anterior.
A carne bovina americana também concorrerá com carne bovina mais barata nos mercados globais, devido aos seus preços altos e ao fortalecimento do dólar americano. O dólar australiano caiu para seu menor valor em cinco anos com relação ao dólar americano, para menos de 80 centavos.
O USDA previu que as exportações de carne bovina dos EUA declinarão quase 3% em volume nesse ano versus 2014, mas poderão declinar ainda mais se o dólar permanecer forte.
A indústria precisa de uma economia forte nos EUA para estimular os americanos a gastarem mais com carne bovina do que gastaram em 2014. É por isso que a indústria precisa continuar melhorando a qualidade da carne – para convencer os consumidores que esses ainda estão tendo um excelente valor em troca dos dólares que gastam com a carne.
A indústria também terá que ser ainda mais transparente sobre como a carne bovina é produzida, para tornar os consumidores ainda mais confortáveis sobre comprar carne bovina. A produção nos EUA nesse ano deverá cair em 1% com relação ao ano anterior.
Porém, os preços da carne bovina ao consumidor ainda ficarão 4,5% a 5,5% maiores nesse ano, de acordo com o USDA.
Por Steve Kay, editor da Cattle Buyers Weekly (http://www.cattlebuyersweekly.com). O artigo foi publicado na revista BEEF Magazine.




Demanda, qualidade e transparência são três principais questões da indústria de carne bovina

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Longe de ser a vilã na questão da água, a agropecuária é perfeitamente sustentável do ponto de vista hídrico - Eduardo Pires Castanho Filho

BY Agro Mecânica Tatuí IN No comments

* Por Eduardo Pires Castanho Filho, do Instituto de Economia Agrícola
Praticamente todas as análises e especulações colocam a agricultura como uma das grandes responsáveis pela crise hídrica, já que é apontada como a mais voraz “consumidora” de água da sociedade.
A abordagem da questão da água demonstra ignorância sobre o ciclo hidrológico – como ele funciona em um ambiente natural e em um ambiente que sofre interferência humana. Um dos efeitos da introdução de culturas agrícolas, pastagens ou mesmo florestas é o aumento do deflúvio superficial e a redução do volume dos lençóis freáticos. Para isso, são necessárias técnicas de conservação, como plantio direto, curvas de nível, rotação de culturas, entre várias outras.
Essa perda hídrica já existe no Nordeste, no Sudeste e no Sul do Brasil, notadamente na faixa litorânea, há quase 500 anos. São cinco séculos de retirada de água, sem a reposição equivalente, em face das modificações provocadas pelo desmatamento. Nessas condições, qualquer cultura acaba provocando reflexos na “produção” de água das bacias. Trata-se, portanto, de um problema de manejo agroflorestal. Os reflorestamentos, por seu turno, acabam por diminuir a quantidade de água de deflúvio, o que leva a concluir que a importância das florestas não está nos fluxos imediatos de água, porém, no controle do armazenamento de água no solo.
De qualquer modo é fundamental, ao se pretender estabelecer uma cultura agrícola qualquer, mesmo as florestais com finalidades ambientais, levar em consideração o “balanço hídrico”, para que não se venha a ter problemas de escassez de água em função da relação entre o requerimento associado às altas produtividades inerentes a essas culturas, e o nível de precipitação anual médio do local.
A fórmula básica do ciclo relaciona a evapotranspiração, ou seja, a água que sai evaporada do solo e mais a que a planta utiliza e transpira e devolvida para a atmosfera e que é maior parte do processo, com os outros destinos da água no solo. A água “disponível” para utilização, fora a evapotranspiração, é de aproximadamente 10% da precipitação local, e ela é liberada no prazo de alguns dias. Assim, afirmar, que sem a agropecuária, a produção de água seria igual à precipitação, deve ser considerado como uma desonestidade intelectual. A menos que toda água precipitada ocorresse sobre uma imensa laje de concreto ou asfalto.
Retomando, o consumo de água pelas plantas é igual à evapotranspiração e varia de espécie para espécie vegetal, assim como a quantidade de água necessária para produzir determinada quantidade do produto que se queira analisar.
Note-se que a evapotranspiração é responsável por 60-70%, em média, da quantidade total do destino da água que cai pelas precipitações. É essa água que erroneamente é considerada como “consumo” das culturas agrícolas. E aquilo que se chama de “água aproveitável” (escorrimento superficial) é de cerca de 1%, sendo de fato muito pouco.
Mas afinal, porque existe falta d’água na região metropolitana de São Paulo?
Porque há um consumo maior do que a quantidade disponibilizada pelas chuvas nas bacias que fornecem água para a região, além de, como é óbvio, não se conseguir aproveitar toda a água que não é evapotranspirada e infiltrada, para abastecer a demanda. Com a urbanização, a distribuição do consumo não acompanhou a distribuição física das precipitações, e a água que cai sobre o Estado não consegue ser aproveitada em todo seu potencial.
Mas, na agropecuária, isso se inverte, e cerca de 9% da precipitação, que é detida na superfície do solo, gera muita água, que acaba “sobrando” para outros usos, como abastecimento urbano, geração de energia e uso industrial.
Tudo que é irrigado tem um consumo de água muito grande. O que não é irrigado possui um consumo relativamente baixo de água. Isso, entretanto, não quer dizer que essa água “fique” no produto. Toda planta precisa de água, como os humanos, porém, essa água é utilizada e volta para o ciclo.
Assim, a água não “desaparece” na agricultura ou pecuária. A soja não é “regada”, a água da chuva “passa” pela planta, onde 18% dela fica retida nos grãos na hora da colheita. O restante retorna ao ciclo novamente. Assim, apenas cerca de 640 litros ficam embutidos na produção anual de soja, ou 0,00005%.
O mesmo se passa com o gado. A pecuária bovina em São Paulo é a atividade que mais produz água para a população paulista. Para produzir um quilograma de carne, são consumidos cerca de 8 mil litros de água, que, entretanto, é continuamente reciclada. Não fosse assim, o boi teria no abate cerca de 2 mil toneladas. Mas, como nas terras paulistas se produzem, em média, 120 quilogramas de carne (com 70% de água) bovina por hectare por ano, a pecuária acaba sendo a atividade de menor extração de água da agropecuária paulista.
Portanto, para se verificar a disponibilidade de água, tem-se que usar o consumo de água por hectare/ano das culturas multiplicado pela área que cada uma delas ocupa, levando em conta as precipitações locais. Dez por cento desse montante é a “oferta” de água do estado, que deve ser confrontada com o consumo: urbano, industrial, doméstico, energético.
A precipitação média no Estado de São Paulo gira ao redor de 1.200/1.300 mm, ou seja, 12 a 13 milhões de litros de água por hectare por ano. As diversas culturas, umas mais, outras menos, “produzem” por hectare e por ano os milhões de litros de água que vão para outros usos.
Destes totais, cerca de 10% vão diretamente para os cursos d’água e o restante é liberado paulatinamente para alimentação dos lençóis freáticos, e depois para os usos correntes. Grosso modo, o escorrimento superficial no Estado de São Paulo é de cerca de 3 bilhões de metros cúbicos por ano, suficientes para abastecer uma população de 45 milhões de pessoas com um consumo médio de 200 litros por dia (a ONU propõe um consumo diário de 110 litros por pessoa). Note-se que esses 3 bilhões de litros são apenas 10% da água que é infiltrada (oferta de água) e que será disponibilizada para consumo ao longo do ano.
Verifica-se, portanto, que, longe de ser a vilã na questão da água, a agropecuária é perfeitamente sustentável do ponto de vista hídrico, e é a grande produtora de água para outros usos sociais, não sendo, de modo algum, fator de escassez de água
É um verdadeiro “aquonegócio”, pelo qual não existe nenhuma remuneração!
* Resumo do artigo de Eduardo Pires Castanho Filho, do Instituto de Economia Agrícola.


Longe de ser a vilã na questão da água, a agropecuária é perfeitamente sustentável do ponto de vista hídrico - Eduardo Pires Castanho Filho

sábado, 22 de novembro de 2014

Organização europeia lança campanha para redução do uso de antibióticos na pecuária

BY Agro Mecânica Tatuí IN No comments

  Organização de Consumidores da Europa (BEUC) lançou uma campanha
pedindo que as instituições da União Europeia (UE) restrinjam o uso de
antibióticos na pecuária.


Revelada durante o Dia de Conscientização sobre Antibióticos na
Europa (18 de novembro), a campanha surgiu após testes feitos em carne
crua vendida em nove países europeus revelarem que 72-98% das amostras
de carne de frango estarem contaminadas com bactérias resistentes a
antibióticos, de carnes testadas em Itália, Espanha, Portugal, Bélgica,
Alemanha e Holanda.


A organização está pedindo leis na UE que restringiriam o uso de
antibióticos como um “primeiro recurso”. A diretora geral do BEUC,
Monique Goyens, disse que a melhor prática é reduzir o uso de
antibióticos em animais. Ela afirma que o uso de antibióticos tem que se
restringir a animais doentes e que não devem ser usados antibióticos de
uso humano.


A organização agrícola da UE, Copa-Cogeca, também destacou a
importância de lidar com a resistência antimicrobiana na pecuária. A
organização alegou que medidas de biossegurança, sistemas de boas
práticas, boa alimentação e condições de higiene podem ter um papel
crucial na prevenção de doenças animais. No entanto, os animais podem
ainda assim ficar doentes e, nesse caso, devem ser tratados. A
organização defende o investimento no setor para desenvolvimento de
novos antibióticos efetivos ou outras alternativas para curar os
animais.


Fonte: http://www.globalmeatnews.com, traduzida e resumida pela Equipe BeefPoin





Organização europeia lança campanha para redução do uso de antibióticos na pecuária

EUA: indústria pecuária terá forte recuperação

BY Agro Mecânica Tatuí IN No comments

 Os pecuaristas dos EUA podem esperar por um “mini-boom” que poderá
durar pelos próximos anos, fornecendo oportunidades para expansão de
rebanhos, de acordo com o economista agrícola da Purdue University,
Chris Hurt.


Ele disse que os altos custos dos grãos de 2006 a 2012 levaram os
produtores a reduzir seus rebanhos para cobrir os custos extras. O preço
dos produtos pecuários aumentaram, menos carnes foram disponibilizadas
no mercado e os consumidores passaram a comer menos carne. Dessa forma,
os preços de bovinos, suínos, frangos, leite e ovos estão recordes.


Agora, com os altos preços dos animais e os preços menores dos
alimentos animais, as margens de lucros aumentaram para níveis muito
favoráveis, disse ele, com as previsões de lucro devendo de expandir.


Ele disse que de 2007 a 2013 vivemos a “Era dos Grãos” e que agora
começa a “Era Animal”, com os pecuaristas tendo fortes retornos. Ele
também disse que o crescente consumo per capita de carnes será um
direcionador desse mini-boom, com os produtos de origem animal se
tornando mais acessíveis.


“Podemos esperar que parte desse consumo perdido se recupere nos
próximos três a cinco anos, à medida que os produtores aumentam as
ofertas e direcionam os preços dos produtos de origem animal para
baixo”.


Fonte: Drovers, traduzida e resumida pela Equipe BeefPoint.





EUA: indústria pecuária terá forte recuperação

quinta-feira, 24 de julho de 2014

G1 - Seca prejudica pecuaristas do Triângulo Mineiro - notícias em Agronegócios

BY Agro Mecânica Tatuí IN No comments

Do Globo Rural
No Triângulo Mineiro, onde não cai uma boa chuva faz tempo, o nível dos rios está cada dia mais baixo.
Há um mês, os animais estão confinados. Agora, alimentação, só no cocho. Segundo os produtores rurais, há mais de 90 dias não chove na região do Pontal do Triângulo Mineiro e com isso, para todo lado que se olhe, a situação é de pastos completamente secos. Para muitos, esta é a pior estiagem dos últimos anos.
Para alimentar as 70 vacas, Lúcio Cury produziu 700 toneladas de silagem esse ano e para garantir que o rebanho não perca peso e a produção de leite caia, foi preciso investir mais em ração.
A água para matar a sede do gado também preocupa o pecuarista. “Já temos poços secando, agora temos que economizar e rezar para que chova bastante”, diz.
Enquanto isso, o principal rio que abastece as propriedades rurais do município, o Tijuco, já não é mais o mesmo.
Segundo a Polícia de Meio Ambiente há mais de 10 anos, não se tinha uma baixa tão grande nos rios como esta. Com a seca, pedras apareceram e a água está cada vez mais escassa. "Várias nascentes já secaram, este ano, a seca está pior que nos anos anteriores", diz Rennes Nogueira, sargento da Polícia Ambiental.






G1 - Seca prejudica pecuaristas do Triângulo Mineiro - notícias em Agronegócios

sexta-feira, 21 de março de 2014

Curso de inseminação artificial da Alta dá dicas de como aumentar a rentabilidade em sua fazenda - Paranashop

BY Agro Mecânica Tatuí IN No comments

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Suprir a demanda de mercadocom produtos de qualidade e sustentáveis. Este é grande desafio do agronegócio. Como alimentar uma população que pode chegar, em 2050, com quase 10 bilhões de habitantes segundo a FAO – Food Agriculture Organization.  Hoje, o Brasil é considerado o maior exportador de carne bovina do mundo de acordo com o Ministério da Agricultura. Até 2020, a expectativa é que a produção nacional de carnes suprirá 44,5% do mercado mundial.

Muitos criadores ainda questionam como atender este mercado que cresce a cada ano, produzindo mais carne e leite de forma rentável. Há diversas ferramentas e tecnologias disponíveis, mas boa parte dos produtores não conhece. Uma delas é o programa de inseminação realizado pela Alta tanto para o gado de corte como de leite. Com o objetivo de instruir estes pequenos, médios e grandes criadores que a Alta criou cursos de inseminação artificial, disseminado em todo país.

Hoje, são mais de nove mil inseminadores formados pela Alta. Muitas propriedades deixam de dar lucro em virtude de um bom planejamento.  Sandro Fantinato, proprietário da fazenda Papanduvas, foi um dos participantes do curso em Curitiba, no ano de 2010. Atualmente, pratica a inseminação artificial para ter funcionalidade e habilidade materna no plantel. “Antes de adotar esta prática, as minhas opções de melhoramento genético eram limitadas, porque utilizava somente os touros para reprodução. Hoje pratico Inseminação Artificial e utilizo também protocolos de Inseminação Artificial por Tempo Fixo (IATF), escolho no catálogo da Alta os touros com as melhores DEP’s para atender as minhas necessidades.” Uma DEP indica a capacidade de um animal transmitir para sua descendência genes com certas características. “A parte teórica do curso foi importante para entender mais sobre genética. Mas as aulas práticas foram essenciais para tirar todas as dúvidas de procedimento,” complementa Sandro.

A IATF é uma das responsáveis pelo aumento nas vendas de sêmen. Só em 2012, os laboratórios farmacêuticos venderam oito milhões de protocolos de IATF, kit que inclui hormônios e aplicadores para sincronizar os cios das fêmeas a serem inseminadas de uma única vez. Neste mesmo ano, houve redução de cerca de 25% no preço desses protocolos, o que estimulou o produtor a recorrer a esta prática.

Para orientar o criador, a Alta oferecerá, entre os dias 22 e 25, na cidade de Curitiba. Os alunos serão recebidos na Fazenda Mata Atlântica, BR 116 - KM 55,  e as inscrições podem ser realizadas pelo número (41) 9996-0591 ou pelo email:guarapuava@altagenetics.com.br, falar com Oswaldo.

O conteúdo completo do curso capacitará o participante a realizar a inseminação artificial de maneira profissional. A programação inclui: anatomia e fisiologia do aparelho reprodutor da fêmea bovina; passo a passo da inseminação artificial; observação de cio em gado de leite e corte; manejo do botijão de sêmen; montagem do aplicador; descongelamento do sêmen, passagem do aplicador pela cérvix; visualização em DVD do processo de coleta e industrialização de sêmen; dentre outros.

Além do melhoramento genético dos animais, também proporciona economia para criadores de leite e corte. Um touro bom (sem comprovação genética) custa no mínimo R$ 5 mil (normalmente bem mais) e emprenha até 30 vacas/ano. Para um rebanho de 300 vacas, são necessários 10 touros, resultando num gasto próximo de R$ 50 mil. Com a IA, o criador pode emprenhar as mesmas 300 vacas por cinco anos, por um custo total inferior a   R$ 40 mil e com touros geneticamente comprovados que, sem dúvida, irão dar um retorno muito superior ao pecuarista. No final, a inseminação artificial custará em torno de 15% mais barata em relação à monta natural.

Sobre a Alta

A Alta possui hoje 17 centros de treinamento e oferece cursos a inseminadores desde 2006. É considerada uma das maiores e mais importantes centrais de distribuição do mundo -  foi fundada no Brasil em maio de 1996, em Uberaba (MG) sob o comando de Heverardo Rezende de Carvalho. Composta por mais de 130 colaboradores em sua Matriz em Uberaba, e mais de 700 em todo o país, a Alta do Brasil está localizada na BR 050 – km 164 -, num terreno de 110 hectares onde há mais de 12.000 m2 de construção. Atualmente abriga 280 touros, mas sua capacidade irá aumentar mais de 20% ainda este ano. Para 2013, a perspectiva é crescer 14%, ultrapassando a casa de 70 milhões de faturamento.







Curso de inseminação artificial da Alta dá dicas de como aumentar a rentabilidade em sua fazenda - Paranashop

segunda-feira, 29 de abril de 2013

MT: vacinação contra aftosa vai imunizar 12,5 milhões de bovinos e bubalinos no Estado - Página Rural

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Cuiabá/MT
Começa nesta quarta-feira (01) e vai até o dia 31 de maio a primeira etapa da campanha de vacinação contra a febre aftosa em Mato Grosso. Aproximadamente 12,5 milhões de bovinos e bubalinos com até 24 meses de idade deverão ser imunizados, segundo o Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea). Produtores de todo o Estado, exceto da região do Pantanal, devem vacinar o rebanho contra a doença. A comunicação precisa ser feita ao Indea até o dia 10 de junho. 

Segundo o diretor de Relações Institucionais da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) e presidente do Conselho Fiscal do Fundo Emergencial de Saúde Animal de Mato Grosso (Fesa-MT), Rogério Romanini, o combate à doença é fundamental para o Estado manter seu status de área livre de febre aftosa, reconhecido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE). 

"Os pecuaristas mato-grossenses têm dado um excelente exemplo quando o assunto é a sanidade animal. Todos os anos, nosso índice de animais imunizados é de mais de 99%. Para continuar mostrando que Mato Grosso tem uma das carnes mais saudáveis do mundo, temos que manter esta vigilância, por isso é muito importante que o produtor vacine seus animais e comunique ao Indea dentro do prazo", destaca Romanini.

Penalidades
Após a vacinação, o pecuarista terá até o dia 10 de junho para comunicar a imunização ao Indea. Quem não respeitar o calendário de vacinação poderá ser penalizado com o pagamento de multas, cujos valores podem chegar a 2,25 Unidade de Padrão Fiscal (UPF) por cabeça não vacinada.

Em Mato Grosso, a vacinação contra a febre aftosa é dividida em duas campanhas. Em maio são vacinados os animais com até dois anos de idade. Já em novembro, todo o rebanho, de 29 milhões de cabeças, devem ser imunizados.

Fonte: Sistema Famato 


MT: vacinação contra aftosa vai imunizar 12,5 milhões de bovinos e bubalinos no Estado - Página Rural

sexta-feira, 19 de abril de 2013

» Conheça João Martins da Silva Junior, pecuarista e vice-presidente da CNA, e seus desafios e expectativas para a pecuária de corte » BeefPoint

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Por *Luiz Raimundo Freire Sande*

Na Bahia, pecuária e João Martins são quase sinônimos. Impossível pensar em um sem se lembrar do outro. Essa história tem início na geração anterior, quando João Martins, o pai, antes da década de 1950 já abatia bois para abastecimento de Salvador, chegando a incrível marca de 138 açougues e casas de carne, numa época em que os bovinos eram transportados em trem e caminhões. Nos anos 1950, comprou um navio adaptado que embarcava os animais em Ilhéus, e 11 a 12 horas depois desembarcava-os em Paripe, subúrbio ferroviário de Salvador, onde a família possuía uma fazenda para descanso e posterior abate dos bovinos.
Sempre acompanhando o pai, Dr. João se tornou o principal gestor da Agropecuária João Martins S/A, uma empresa mista, Agropecuária e Patrimonial, criada em 1966 que, além da produção de gado de corte, tem negócios na área de imóveis urbanos, postos de gasolina e outros. Formado em Administração de Empresas, João Martins da Silva Junior possui uma trajetória profissional totalmente ligada à atividade pecuária. Na década de 1970 era produtor de leite na Fazenda Grande Vista, em Feira de Santana, grande bacia leiteira da época; foi fundador e 1º tesoureiro da Central de Cooperativas de Leite da Bahia (CCLB) e um dos primeiros diretores e presidente interino da Associação Baiana de Criadores (ABAC).
Nos anos 1980, quando vários abatedouros foram fechados pela Vigilância Sanitária, assumiu, junto com outros pecuaristas, a Cooperativa Pecuária de Feira de Santana (COOPERFEIRA), colocando em funcionamento o matadouro MAFRISA, que, por mais de uma década, dominou o mercado de carne da Bahia e deu origem, posteriormente, ao Frigorífico de Feira de Santana S/A (FRIFEIRA) quando foi diretor e 1º vice-presidente da FAEB na década de 80; em 1985 se afastou, retornando em 2000 para assumir a presidência, cargo que ocupa até hoje, acumulando com o de presidente do Conselho de Administração do SENAR – BA, presidente do Conselho Deliberativo do SEBRAE – BA e, a partir de janeiro de 2012, 1º vice-presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), na gestão da Senadora Kátia Abreu.
Pai de dois filhos e avô de quatro netos. Segundo João Martins, família é o único amor que supera sua paixão pela pecuária, principalmente a baiana, que tive o prazer de entrevistar.
Luiz Sande (LS): Do que é composta a atividade pecuária da Agropecuária João Martins S/A?
João Martins (JM): De três propriedades rurais, situadas no estado da Bahia: a Grande Vista, no município de Feira de Santana, a Reunidas Maravilha em Itapetinga e a Alto Alegre em Baixa Grande. Em todas elas desenvolvemos a criação de gado Nelore PO, sendo que na Reunidas Maravilha atuamos na atividade de cria, recria e engorda de gado nelorado e na Alto Alegre também recriamos e engordamos bois. A gestão dessas fazendas é compartilhada com meus irmãos Marcelo e Antônio Carlos Martins, sendo que me dedico mais à Alto Alegre.
Fazenda Alto Alegre
LS: Vamos, então, focar na Fazenda Alto Alegre. Qual a área da propriedade e o sistema de produção adotado?
JM: Tem uma área de 2.000 hectares, com 600 hectares de mata, composta de grande acervo de madeira de lei, como pau d’arco, pau d’óleo, peroba e outras, onde criamos 200 vacas Nelore PO, base na linhagem Akasamu / Padhu, e recriamos e engordamos, aproximadamente, 800 bois. O gado PO tem como finalidade a comercialização de tourinhos na região. Criamos essencialmente à pasto, as pastagens são, em sua maioria, de capim Brachiaria MG4, divididas em 26 piquetes.
LS: Qual o maior desafio da sua fazenda de gado de corte hoje?
JM: Com esse período de estiagem prolongada que assola o semiárido baiano e nordestino, além de fortalecer a segurança hídrica, sem dúvida, implantar reserva estratégica de alimento, fazer o planejamento forrageiro da propriedade, quantificando a suplementação de forragem para 12 meses, no lugar dos 6 adotados atualmente.
LS: Qual seu maior aprendizado em 2012?
JM: Não diria aprendizado, mas a constatação, mais uma vez, da necessidade de profissionalizar a atividade. É preciso reduzir o ciclo de produção, com novilhas parindo cada vez mais cedo, vacas produzindo uma cria por ano, bezerros desmamados mais pesados, bois terminados num período cada vez menor. Isso sem perder de vista a relação positiva benefício/custo.
Fazendas Reunidas Maravilha
LS: O que você pretende fazer de diferente em 2013?
JM: Aumentar a área de plantio de mandioca, palma forrageira e milheto ou sorgo para ensilagem, potencializar a reserva de alimento para as fases críticas; utilizar, de forma racional, pulverização com herbicidas em substituição a roçagem mecanizada; aumentar a mecanização da fazenda, uma vez que a topografia permite em quase 100 por cento da área. Em Itapetinga, vamos iniciar uma estratégia para utilização de IATF em 1.500 vacas “cara branca”, que serão desafiadas, buscando reduzir o intervalo entre partos e, consequentemente, o ciclo de produção.
LS: O que você mais gosta no BeefPoint?
JM: É uma excelente ferramenta de consulta e atualização do pecuarista de corte. Destacam-se as tendências do mercado de carne bovina, os indicadores da atividade, a análise do agronegócio, os eventos. As equipes técnica e econômica do SENAR e da FAEB consultam regularmente o BeefPoint, onde encontram subsídios importantes para elaboração e acompanhamento dos Programas que coordenamos.
LS: O que você acha que poderia mudar/melhorar no BeefPoint?
JM: Como gestor e representante da classe produtora, gostaria de ter acesso, no site, a mais informações e artigos sobre união da classe, representatividade nas câmaras setoriais, entrevistas e maior alinhamento com presidentes e diretores de Sindicatos de Produtores Rurais, Federações.
LS: Para finalizar, qual a sua expectativa para a pecuária de corte?
JM: Não tenho a menor dúvida que é e será sempre um negócio bastante atraente e lucrativo para quem se dedicar de forma profissional e empreendedora ao segmento. Caracteriza-se como uma atividade equilibrada, sem muitos altos e baixos. Se administrada como um negócio moderno, com custo monitorado, racional, à pasto, levando em consideração a produção de arroba de carne por hectare e não unidade animal/ha; se o criador de gado PO deixar de se preocupar demais com orelha perfeita, exagero de peso e estética e se direcionar para a produção de animais precoces, férteis, com boa conformação de carcaça, velocidade de ganho de peso, acompanhamento e gestão do negócio, sempre de olho no que demanda o mercado, certamente terá bons lucros com a atividade.
*Luiz Raimundo Freire Sande, candidato a agro-empreendedor do BeefPoint.




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Programação 79ª ExpoZebu 2013: as vantagens do zebu de ponta a ponta

A importância do zebu para a cadeia produtiva da carne e do leite no Brasil é a temática apresentada pela ABCZ durante a ExpoZebu em 2013
Com 41 leilões oficializados, dois shoppings, julgamentos, concurso leiteiro, mostras culturais, eventos técnicos e uma grande festa de encerramento, a 79ª ExpoZebu promete mostrar aos visitantes do Parque de Exposições Fernando Costa, em Uberaba (MG), que o zebu contribui em muito para o desenvolvimento de várias atividades em nosso país, principalmente, para a alimentação de qualidade e acessível a todos.
Em 2013, o Fórum Zebu de Ponta a Ponta será novamente uma das atrações da ExpoZebu. Organizado pela ABCZ (Associação Brasileira dos Criadores de Zebu), em parceria com o portal BeefPoint e a Scot Consultoria, o evento trará apresentações especiais no dia 8 de maio, como o lançamento de três pratos com carne de zebu, elaborados pelo chefe de cozinha, Allan Vila.
Durante a ExpoZebu, a ABCZ fará ainda três inaugurações importantes: o Tatersal ABCZ, totalmente reformado e que em 2013 recebe o nome do criador Rubico de Carvalho; a placa da Estância, que leva o nome do ex-presidente da ABCZ, Orestes Prata Tibery Jr., e o Obelisco, que será instalado no interior do Parque Fernando Costa (veja programação).
Outro importante momento da ExpoZebu será o lançamento da ExpoZebu Dinâmica, evento que passará a apresentar anualmente os principais lançamentos e novidades tecnológicas aplicadas à agropecuária. O principal diferencial do evento será o dinamismo com que estas tecnologias serão apresentadas ao público. Haverá demonstração durante todo o dia das máquinas e demais tecnologias, em pleno funcionamento. A ExpoZebu Dinâmica será lançada no dia 9 de maio, na Estância Orestes Prata Tibery Júnior.
Para o dia 10 de maio, a ABCZ prepara uma grande festa de encerramento e confraternização no Palanque Oficial da Pista de Julgamento “Torres Homem Rodrigues da Cunha”, a partir das 11h. Nesse dia, serão entregues as premiações aos Grandes Campeões e às Grandes Campeãs de todas as raças zebuínas, de forma a promover uma grande integração entre os criadores de zebu.
Nesse dia, também serão premiados os jornalistas vencedores do Prêmio ABCZ de Reportagem e os tratadores de animais da feira.
Zebu de Ponta a Ponta
O zebu estará literalmente de ponta a ponta na 79ª ExpoZebu. A temática central da feira pretende mostrar aos visitantes que o gado zebu está muito mais presente na vida das pessoas do que elas podem imaginar. No caso específico da alimentação humana, além de garantir mesa farta aos brasileiros com o bife nosso de cada dia, os churrascos aos finais de semana, o leite e demais produtos lácteos fundamentais para nossa saúde e bem estar, o zebu é responsável pela qualidade dos alimentos que chegam até nós, graças ao conceito sustentável de sua criação.
Para apresentar esta temática de maneira lúdica, especialmente focada na interação com o público infantil, a ABCZ lança em parceria com a empresa Escola Games, três jogos interativos que estarão disponíveis na internet nos endereços eletrônicos:www.abcz.org.br e www.escolagames.com.br, a partir do dia 3 de maio. Por meio do jogo “Zebu na sua casa” a criança aprende brincando sobre os produtos e subprodutos do zebu. Já o “Zebu na cozinha” apresenta de maneira didática receitas à base de carne e leite. A criança escolhe uma receita e prepara o prato passo a passo. Ao final do jogo, a criança pode imprimir uma receita para fazer em casa com sua família. E no terceiro jogo, o “Criando Zebu”, a criança aprende sobre a criação nas fazendas, desde os cuidados com o rebanho até a hora do abate ou produção de leite. Ao final do jogo, a criança pode montar um quebra-cabeça.
Dez computadores também estarão à disposição no Museu do Zebu, entre os dias 3 e 10 de maio, para que as crianças participantes do projeto “Zebu na Escola” possam conhecer os jogos interativos lançados pela ABCZ em parceria com a Escola Games, empresa de Uberaba especializada em jogos educativos e que, em 2012, teve mais de 9 milhões de acessos em seu site.
Fórum
Durante a ExpoZebu, a ABCZ – em parceria com o BeefPoint e a Scot Consultoria – promoverá, no dia 8 de maio, a 2ª edição do Fórum “Zebu de Ponta a Ponta”, com o objetivo de apresentar a importância do zebu na Cadeia Produtiva da Carne e do Leite.
Além de palestras com renomados profissionais do setor, a grande atração dessa edição do Fórum será a apresentação prática feita pelo chef Allan Vila, proprietário de uma rede de 15 restaurantes e com ampla experiência na preparação de cortes especiais e livros de receitas sobre carne bovina.
A pedido da ABCZ, o chef desenvolveu três apetitosos pratos com carne de zebu, que serão apresentados e degustados pelos participantes do Fórum Zebu de Ponta a Ponta. “O primeiro deles é o ZEBURGUER, a excelência dos hambúrgueres, por usar a carne de zebu na sua preparação: aquela que tem a gordura total correta e o sabor marcante da carne brasileira. Além disso, não conta com a adição de qualquer elemento para mascarar a sua consistência e conferir o sabor. O segundo prato será a ZEBUIADA e o terceiro o ZEBUNOFFE”, explica o chef Allan Vila.
Inscrições
As inscrições para o Fórum Zebu de Ponta a Ponta poderão ser feitas pelo site da ABCZ. O investimento será de R$ 150,00 por participante.
Confira a programação completa do Fórum Zebu de Ponta a Ponta:
Abertura – 8h30 – Palestra “Carne e Leite de Zebu na saúde humana” – Tatersal Rubico de Carvalho
Palestrante: Dr Wilson Rondo
9h30 – Apresentação do case de sucesso: Carne Nelore Natural – Tatersal Rubico de Carvalho
Visão do Criador Carlos Viacava
9h30 – Palestra Leite de Zebu A2 (case de sucesso) – Salão Nobre da ABCZ
10h – Palestra “Características e Vantagens do Zebu e seus rendimentos industriais” – Tatersal Rubico de Carvalho
Palestrante: Marfrig
10h – Palestra “Características e vantagens do leite de zebu nos laticínios” – Salão Nobre da ABCZ
10h30 – Coffee Break – Tatersal Rubico de Carvalho/Salão Nobre da ABCZ
11h – Palestra Mercado Interno – quase 90% da Produção – Tatersal Rubico de Carvalho
Palestrante: Alcides Torres – Scot Consultoria
11h – Palestra Mercado do Leite (Mercado Interno e Mercado) – Salão Nobre da ABCZ
11h30 – Palestra Tipificação e Premiação da carcaça – Tatersal Rubico de Carvalho
Palestrante: Roberto Sainz – AVAL
11h30 – Palestra Mercado futuro do Leite – Salão Nobre da ABCZ
12h – Perguntas e respostas sobre as palestras anteriores
Palestrante: Miguel Cavalcanti
13h – Apresentação do ZEBURGUER e dois pratos que ressaltam o sabor e a qualidade da carne de zebu – chef Allan Vila – Tatersal Rubico de Carvalho
13h30 – Almoço com degustação de carne Nelore Natural – Oferecimento Marfrig – Tatersal Rubico de Carvalho
14h30 – Palestra “Perfil Macroeconômico do Agronegócio Brasileiro” – Tatersal Rubico de Carvalho
Palestrante: Dr. Eliseu Roberto de Andrade Alves - Embrapa
ExpoZebu Dinâmica apresenta tecnologias de ponta para pecuária
Uma nova atração está sendo preparada pela ABCZ para a 79ª edição da ExpoZebu. Durante a exposição, a ABCZ fará o lançamento oficial do projeto da ExpoZebu Dinâmica, evento que passará a apresentar anualmente aos visitantes da exposição os principais lançamentos e novidades tecnológicas aplicadas à agropecuária.
O principal diferencial do evento será o dinamismo com que estas tecnologias serão apresentadas ao público. Haverá demonstração durante todo o dia das máquinas e demais tecnologias, em pleno funcionamento. “A ideia é apresentar aos criadores e produtores rurais que visitam a ExpoZebu como o mercado brasileiro tem evoluído em termos de tecnologia aplicada à produção rural. Hoje, o Brasil é referência em tecnologia agropecuária e esta tecnologia tem que chegar ao produtor. A ExpoZebu Dinâmica será uma vitrine para a ABCZ divulgar e fomentar o uso destas tecnologias de modo a ampliar a produção e a lucratividade do criador de zebu, sem esquecer das novas técnicas que garantem a sustentabilidade da propriedade rural e do meio ambiente”, explica o presidente da ABCZ, Eduardo Biagi.
Em 2013, o projeto da ExpoZebu Dinâmica será apresentado no dia 9 de maio, durante um dia de campo na Estância Orestes Prata Tibery Jr., das 7h às 18h. Área superior a 22 hectares já começou a ser preparada para o lançamento. No local, serão expostas as principais novidades na área de forrageiras e os demais cultivares em um campo agrostológico com mais de 30 variedades (brachiaria, panicum, sorgo, milho etc).
Serão realizadas ainda, durante todo o dia, demonstrações das mais modernas máquinas e implementos agrícolas disponíveis no mercado para facilitar o trabalho do produtor rural (ensiladeiras, tratores, vagão forrageiros etc).
O sistema de ILPF (Integração Lavoura, Pecuária e Floresta) também será apresentado no local. Mais de três mil mudas de espécies florestais, como mogno, acácia, teca, eucalipto e nim (planta originária da Índia), já começaram a ser plantadas no local onde será feita a demonstração.
A realização da ExpoZebu Dinâmica está a cargo da ABCZ, com o apoio da empresa Araiby, do Pólo de Excelência em Genética Bovina, Embrapa Cerrados, EMATER/MG e Sindicato dos Produtores Rurais de Uberaba. O evento é aberto ao público. No local haverá completa infraestrutura para receber os visitantes, inclusive, com área de estacionamento.
Acontece durante a ExpoZebu:
PRODUZ Fácil: A tecnologia chegou definitivamente ao campo para facilitar o trabalho dos criadores e seus colaboradores. Um exemplo prático deste tipo de tecnologia é o PRODUZ, software lançado pela ABCZ para auxiliar na organização e direcionamento do trabalho de seleção das raças zebuínas. Para dinamizar ainda mais o trabalho de seleção de zebu em todo o país, a ABCZ lança na 79ª ExpoZebu a versão do PRODUZ para dispositivos móveis (tablets): o PRODUZ Fácil, que garante mais mobilidade ao sistema.
Além de todas as facilidades do PRODUZ (como acesso às avaliações genéticas, cálculo de consanguinidade, sistema de identificação eletrônica de animais e comunicação de dados com a ABCZ, entre outras), o PRODUZ Fácil oferece outras funcionalidades para quem está a campo.
Vitrine internacional: Entre os dias 3 e 10 de maio, o Salão internacional oferecerá diversos serviços aos visitantes estrangeiros, como intérpretes, casa de câmbio, sala de reuniões e agência de viagens, além de degustação de produtos típicos da culinária brasileira. Há, ainda, programação completa de Farm Tours, que inclui visitas a empresas do agronegócio e a fazendas (associadas ao projeto Brazilian Cattle) selecionadoras de raças zebuínas.
No dia 7 de maio, haverá coquetel em comemoração aos 10 anos do Projeto Brazilian Cattle no Salão Internacional. A expectativa é de que a 79ª edição consecutiva da ExpoZebu receba visitantes de quase 30 países. Além da infraestrutura e do atendimento especializado do Salão Internacional, a feira terá programação especial para o público internacional.
Museu do Zebu: A história das importações de zebu da Índia e daqueles homens que lutaram para que o gado indiano adentrasse em solo brasileiro, bem como a chegada do zebu e sua contribuição para o Brasil, serão temas da 30ª Mostra do Museu do Zebu, durante a 79ª Expozebu, em Uberaba. A exposição, intitulada “Mundo Vasto Mundo” do Zebu, terá como um de seus focos principais as histórias dos importadores e reunirá textos e fotos de personagens marcantes das importações de zebu, como Dom Pedro I, Armel Miranda, Manuel Lemgruber, João Martins Borges e Nenê Costa, entre outros.
Durante a ExpoZebu, o Museu do Zebu promoverá, ainda, mostra com obras do artista araxaense Calmon Barreto, notório desenhista, pintor, escultor, gravador e escritor. Um dos quadros mais famosos do artista, que retrata a introdução do zebu no Brasil, poderá ser visto durante a exposição, entre os dias 3 e 10 de maio, juntamente com outras nove obras sobre aspectos rurais e regionais. No dia 3 de maio, às 14h, será realizada mesa-redonda sobre a vida e a obra de Calmon Barreto, em parceria com a Prefeitura de Araxá e o Museu Calmon Barreto.
Outro momento histórico importante que será lembrado pelo Museu do Zebu durante a feira é a inauguração do Parque Fernando Costa, ocorrida em 1941, na cidade de Uberaba. Para relembrar este importante marco da pecuária nacional, a ABCZ instalará no interior do parque um obelisco de granito ornamentado com placas de bronze em estilo art decó esculpidas pelo renomado artista Humberto Cozzo, que foi inaugurado pelo então presidente Getúlio Vargas no mesmo dia da inauguração do Parque Fernando Costa, na década de 40, na Praça Rui Barbosa, em Uberaba.
O obelisco era uma homenagem ao interventor Benedito Valadares e fazia menção em uma das placas à modernidade. A inauguração do Obelisco será realizada no dia 3 de maio, momentos antes da inauguração oficial da ExpoZebu. O Museu do Zebu sediará, também, durante a ExpoZebu um ciclo de palestras sobre Melhoramento Genético e Mercado de Trabalho, promovido pela ABCZ, FAZU, Museu do Zebu e Polo de Genética.
Zebu na Escola: Aproximadamente oito mil crianças são esperadas para participar do Projeto “Zebu na Escola”, em 2013. Este ano, o projeto contará com várias novidades, entre elas apresentação de teatro com o tema “Zebu de Ponta a Ponta” para os alunos das escolas públicas; oferta de dez terminais de computadores com os jogos eletrônicos sobre o zebu e a realização de um concurso de fotografia intitulado “Um olhar diferente”, com alunos da APAE e da Escola Dulce de Oliveira, que farão sessão de fotos na Fazenda São Geraldo, do criador Mário de Almeida Franco Jr. Após a sessão de fotos, os participantes serão premiados e as fotos comporão exposição no Museu do Zebu.
Ainda durante a feira será promovido concurso de redação (nos idiomas inglês, espanhol e português) que será aberto à participação de estudantes de escolas de idiomas e às demais escolas do ensino fundamental e médio. O tema da redação será Zebu de Ponta a Ponta. Haverá premiação para o primeiro e o segundo colocados.
Outra ação nova do projeto é a “Olho Amigo”, quando alunos do Instituto dos Cegos de Uberaba visitarão a ExpoZebu com acompanhamento de monitores para tocar os animais e visitar o museu com uma sessão de toques nas peças e participação em palestras. Em parceria com o Museu do Zebu, haverá, ainda, apresentação da Banda do UAI na manhã do dia 9 de maio.
Sala Virtual: A ABCZ lançará no dia 3 de maio a terceira sala do Museu Virtual da ABCZ. No espaço, a valorização da história, da vida e da obra dos homens que se dedicaram ao sonho de construir o rebanho brasileiro. Heróis audaciosos, como Teófilo de Godoy, o primeiro triangulino que foi a Índia atrás do Zebu. Heróis destemidos, como Celso Garcia Cid, que desafiou e venceu a proibição do governo. Heróis natos, como José da Silva, o Dico, que sem saber uma palavra de inglês escolheu e trouxe aquele que seria o “pai” do rebanho brasileiro (Karvadi). Novos heróis, como Jonas Barcellos, que por quase 20 anos lutou para a reabertura comercial de bovinos indianos. Heróis de uma só família, como os Borges, os Pratas, os Rodrigues da Cunha. Nessa terceira sala, haverá biografias desses desbravadores e resumo das importações realizadas. Além disso, a equipe de pesquisadores do Museu Virtual apresentará detalhes do contexto socioeconômico de cada época.
Ainda na página, ícones explicativos sobre as raças, sobre os países de origem do zebu e como foi a chegada do animal ao Brasil, em cada uma das fases das importações. Tudo isso transforma a sala em uma grande referência para pesquisa. Foi criado também um grande banco de imagens, com fotos diversificadas, desde selos a moedas com estampas zebuínas.
Ao inaugurar sua terceira sala, o Museu Virtual abrirá também as portas da sua biblioteca, que contará com livros especializados. A digitalização de vários títulos só foi possível a partir de importantes parcerias. Escritores, como Rinaldo dos Santos, cederam os direitos das obras a favor da promoção da história. A intenção da equipe é atualizar a biblioteca com frequência, aumentando os títulos.
Já o acervo multimídia do Museu Virtual da ABCZ triplicará, com a inauguração da terceira sala. Ao todo, serão mais de 100 vídeos. Estarão disponíveis, entre outros, depoimentos inéditos de pecuaristas da nova geração de importadores, como Jonas Barcellos, Pedro Novis e Antônio Ernesto de Salvo, que contam detalhes das viagens.
O visitante também poderá ouvir a história pela voz de saudosos personagens. Relatos emocionantes de quem participou diretamente destas “aventuras” em busca do zebu na Índia, no século passado. Testemunhos, como os dos pecuaristas Torres Homem Rodrigues da Cunha, Rubico Carvalho e Nenê Costa. Vídeos, que foram fornecidos para o Museu por meio de parceria com a Associação de Criadores de Nelore do Brasil.
Famílias de alguns desbravadores também cederam imagens históricas importantes. Entre as novidades da sala está a seção “Contos e causos”. Mais uma ferramenta criada pela equipe do Museu Virtual para valorização da história oral, tão importante para retratar a realidade social do campo. Logo após a cerimônia, a sala poderá ser visitada de qualquer parte do mundo, pela internet, no Museu Virtual da ABCZ.
Eduardo Biagi credito_miguel furtado ABCZ
Fonte: Comunicação da ABCZ e Texto Comunicação Corporativa, resumida e adaptada pela Equipe BeefPoint.



quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

A forma física da forragem pode afetar o desempenho dos bezerros?

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A forma física da forragem pode afetar o desempenho dos bezerros?: Animais Jovens: Além do teor de forragem da dieta, o tamanho de partícula influencia o ambiente ruminal, a produção de ácidos graxos de cadeia curta, além da estrutura e função das papilas ruminais. O fornecimento de forragens picadas ou moídas...

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

» MT: por prevenção, MAPA abaterá bovinos alimentados com cama de aviário » BeefPoint

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O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) em Mato Grosso reforçou a vigilância e monitoramento das propriedades rurais onde a utilização de proteína animal na alimentação dos ruminantes foi identificada. A prática representa um risco para a disseminação de doenças, entre elas, a da ‘vaca louca’. Vinte e sete animais deverão ser abatidos até o mês de novembro em caráter preventivo por terem exames confirmando na dieta o uso da chamada cama de aviário (formada de restos de ração, penas, substratos e fezes).

O município de Nova Marilândia, a 261 km de Cuiabá, tem o maior número de bovinos que precisam ser abatidos: 17. Tangará da Serra, a 242 km da capital, outros sete (já abatidos); e Campo Verde, a 139 km, outros três. Desde janeiro, 40 propriedades foram fiscalizadas em ação conjunta entre Mapa e o Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea).

Quando constatada a irregularidade, o proprietário pode ser penalizado e responder pelo crime de incolumidade pública (propagar doenças ao animal e ao homem). ”Das 40 propriedades fiscalizadas encontramos uso de proteína animal em três. Os animais devem ser eliminados para se evitar o risco”, afirma o médico veterinário Donizeti Mesquita, responsável pelo Programa de Prevenção da Vaca Louca e Controle de Raiva em Herbívoros do Mapa em Mato Grosso.

“Como o Brasil não quer ter problemas com a doença, elimina preventivamente os animais”, afirma o veterinário. Mesmo sem ter registrado no país nenhum caso, os agentes de sanidade animal mantêm o alerta para proteger o rebanho, já que Mato Grosso possui o maior número de cabeças de gado do Brasil, com mais de 29 milhões de animais.

O veterinário explica que a cama de aviário oferece riscos sanitários para os bovinos porque no Brasil a ração utilizada para alimentação dos frangos contém entre seus ingredientes a farinha de carne. Este material é descartado, em partes, nas fezes das aves, ou mesmo desperdiçado durante enquanto elas se alimentam.

Fonte: G1 – MT, MAPA, resumida e adaptada pela Equipe BeefPoint.




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» Isenção tributária para fabricação de suplementos minerais para animais é analisada » BeefPoint

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A Câmara analisa proposta que isenta o pagamento de tributos por fábricas de suplementos minerais para animais. A isenção seria da Contribuição para os Programas de Integração Social e de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PIS/Pasep) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins). Seriam beneficiadas operações com suplementos minerais destinados à alimentação de bovinos, bubalinos, ovinos, caprinos e equinos. A medida está prevista no Projeto de Lei 3877/12, do deputado Irajá Abreu (PSD-TO).

Segundo Abreu, os suplementos alimentares correspondem a um grande percentual do custo total da produção pecuária. “A isenção contribuirá para melhorar a qualidade dos produtos ofertados pelos pecuaristas e para reduzir o preço da carne e do leite consumidos pela população brasileira, visto que reduzirá os custos de produção desses produtos rurais”, argumenta.

A proposta, que tramita em caráter conclusivo, será analisada pelas comissões de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Fonte: Agência Câmara, resumida e adaptada pela Equipe BeefPoint.


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sexta-feira, 28 de setembro de 2012

» IBGE: abate no 2T12 aumentou 8% sobre 2T11, fêmeas representaram 36% » BeefPoint

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No 2° trimestre de 2012 foram abatidas 7,625 milhões de cabeças de bovinos, representando aumentos de 5,6% em relação ao trimestre imediatamente anterior e de 7,9% frente ao mesmo período de 2011. O Gráfico I.1 mostra a série do abate trimestral de bovinos desde 2007. O volume de cabeças abatidas alcançou o mesmo patamar registrado no 3º trimestre de 2007 e do período pré-crise financeira internacional (2º trimestre de 2008). Desde então, o abate nacional passou por recuperação da atividade (2º trimestre de 2010), seguida por período de declínio. E por último, culminou neste trimestre com nova ascensão da produção frente à concorrência de outras carnes.

No 2° trimestre de 2012 foram abatidas 7,625 milhões de cabeças de bovinos, representando aumentos de 5,6% em relação ao trimestre imediatamente anterior e de 7,9% frente ao mesmo período de 2011. O Gráfico I.1 mostra a série do abate trimestral de bovinos desde 2007. O volume de cabeças abatidas alcançou o mesmo patamar registrado no 3º trimestre de 2007 e do período pré-crise financeira internacional (2º trimestre de 2008). Desde então, o abate nacional passou por recuperação da atividade (2º trimestre de 2010), seguida por período de declínio. E por último, culminou neste trimestre com nova ascensão da produção frente à concorrência de outras carnes.


Na comparação dos segundos trimestres 2012 e 2011, a Região Centro-Oeste aumentou sua participação no âmbito nacional em 3,2%, e respondeu por 39,0% do abate de bovinos no 2º trimestre de 2012. Todas as demais regiões apresentaram quedas de participação: Regiões Norte (20,1%), Sudeste (19,6%), Sul (11,4%) e Nordeste (9,9%). O crescimento dos volumes de abate no Pará e em Rondônia 7 determinou, pelo terceiro trimestre consecutivo, maior participação da Região Norte frente à Região Sudeste no abate de bovinos.

Mato Grosso e Mato Grosso do Sul lideraram o ranking dos estados brasileiros (Gráfico I.3) e abateram conjuntamente 67,0% dos cerca de 558 mil unidades bovinas abatidas a mais em todo o país. Na Região Sudeste, Minas Gerais também foi destaque no aumento (14,1%) do número de cabeças abatidas. Entre os estados que reduziram o abate de bovinos, São Paulo (- 38.331 unidades) foi o destaque. Ceará (-13,5%) e Pernambuco (-25,5%) contribuíram para que somente a Região Nordeste apresentasse decréscimo no número de cabeças abatidas (Tabela III.1.1,Tabela de Resultados).


No 2° trimestre de 2012 participaram da Pesquisa Trimestral do Abate de Animais 1.364 informantes do abate de bovinos. Dentre eles 205 possuíam o Serviço de Inspeção Federal (SIF), 423 o Serviço de Inspeção Estadual (SIE) e 736 o Serviço de Inspeção Municipal (SIM), respondendo, respectivamente, por 78,6%; 15,1% e 6,3% do peso acumulado das carcaças produzidas no trimestre. Todas as Unidades da Federação apresentaram abate de bovinos sob algum tipo de inspeção sanitária.

Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), a exportação brasileira de carne bovina in natura no 2º trimestre de 2012 registrou recuperação frente ao resultado do trimestre anterior, tanto em volume como em faturamento. Houve também variação positiva quando as variáveis de exportação são comparadas aos registros do 2° trimestre de 2011 (Tabela I.1). Apesar da queda do preço médio internacional da carne em 2012, o volume embarcado garantiu o bom desempenho do setor exportador neste trimestre. A recuperação das importações pelo Irã, Egito e Chile, grandes parceiros comercias da carne bovina in natura do Brasil, foi a principal razão para os aumentos reportados.


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Crise dos insumos: Acav e Sindicarne fazem articulações em Brasíl

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Insumos

Medidas para amenizar a situação das indústrias de abate e processamento de aves e suínos de Santa Catarina afetadas pela crise do superencarecimento dos insumos foram discutidas, nesta semana, em Brasília, pelo diretor executivo da Associação Catarinense de Avicultura (Acav) e do Sindicato das Indústrias da Carne e Derivados (Sindicarne) Ricardo Gouvêa.

A crise está instalada há seis meses e o quadro permanece inalterado. A disparada nos preços dos principais insumos (soja e milho) encareceu fortemente a produção de carnes de aves e suínos no Brasil e ameaça derrubar a competitividade do setor neste ano. Em face do forte encarecimento do preço da soja nos mercados nacional e mundial, as previsões para 2013 são de redução da produção ou crescimento vegetativo, com inevitável aumento do preço dos alimentos cárneos no mercado doméstico e exportação.

Em razão da escassez de insumos, há forte pressão para aumento de preço dos grãos até a próxima safra. Acompanhado do assessor Odacir Zonta e dirigentes de empresas, Gouvêa manteve reunião com o Secretário de Políticas Agrícolas do Ministério da Fazenda João Rabelo. Na ocasião, os dirigentes das empresas relataram a atual situação da crise do setor, com depoimentos prevendo datas para paralisação das atividades.

Foram apresentadas algumas propostas visando o apoio para recuperação do
setor, além das já formuladas ao Ministro da Agricultura, ao secretário de Políticas Agrícolas do Ministério da Agricultura e à ministra Ideli Salvatti, na semana passada. Nesse momento, o maior problema reside na insuficiência de capital de giro das empresa. Em face dessa situação, o secretário João Rabelo comprometeu-se a acelerar o crédito de exportação das empresas e aumentar o limite do custeio pecuário.

Informou que o setor já está incluído no Progeren (programa de apoio ao fortalecimento da capacidade de geração de emprego e renda) e confirmou que será apreciado nesta quinta-feira, Conselho Monetário Nacional o aumento de 70 mil reais para 140 mil reais por integrado na linha de crédito. Também verificará com o Banco Central possibilidade de prorrogação de ACCs. O secretário verificará a possibilidade de prorrogação da dívida com investimentos dos produtores.

O secretário executivo da Acav/Sindicarne também manteve reunião com o Secretário executivo do Mapa José Carlos Vaz. Informou que as demandas levantadas pelo setor estão sendo tratadas com o Ministério da Fazenda com prioridade.

A Acav, o Sindicarne e as demais entidades levarão o assunto aos governos estaduais do sul para uma ação conjunto de reivindicação, na esfera da Presidência da República, em face da gravidade do problema. “Urge uma ação emergencial de apoio ao setor para evitar a quebradeira de empresas de médio e pequeno portes”, enfatiza, lembrando que Santa Catarina tem mais de 17.000 suinocultores e avicultores integrados às agroindústrias produzindo num setor que emprega diretamente 105 mil pessoas e, indiretamente, mais de 220 mil trabalhadores.
Fonte: MB Comunicação

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