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sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Tereos Internacional atinge lucro líquido de R$75,7 milhões no 3T ... - Revista Fator

BY Agro Mecânica Tatuí IN No comments




Tereos Internacional atinge lucro líquido de R$75,7 milhões no 3T ...
Revista Fator
A Companhia registrou alto crescimento da receita e sólido desempenho do Ebitda, beneficiando de seu amplo portfólio de produtos e diversidade geográfica. O crescimento da receita refletiu os preços favoráveis nas principais categorias de produtos. Receita líquida total de R$1,8 bilhão, +14,4% em base anual. Ebitda recorde no trimestre. Ebitda total: R$290 milhões, +36,6% em base anual. Lucro líquido de R$75,7 milhões no 3T 11/12 e R$141,3 milhões no 9M 11/12 Q3 11/12: incluindo desembolso com impostos de R$19 milhões, contra benefício fiscal de R$35 milhões no ano anterior.
São Paulo - A Tereos Internacional (BM&FBovespa: TERI3), um dos líderes globais na produção de adoçantes e bioenergia por meio do processamento de cana-de-açúcar e cereais, divulgou no dia 15 de fevereiro (quarta-feira),os resultados financeiros para o terceiro trimestre findo em 31 de dezembro de 2011. Os demonstrativos financeiros da Companhia foram preparados de acordo com o International Financial Reporting Standards (IFRS).
Recentes desenvolvimentos corporativos -em 14 de dezembro, a Guarani, a Petrobras e a Petrobras Biocombustível, e Petromoc estão estudando conjuntamente a viabilidade de produção e comercialização de etanol em Moçambique. O objetivo é analisar a viabilidade para produção de etanol a partir do melaço produzido na Companhia de Sena, um derivado do açúcar, visando atender um novo mercado que surgirá com a introdução da mistura obrigatória de 10% de etanol na gasolina (E10).
Em 15 de dezembro, a Guarani assinou um acordo para aquisição da participação remanescente de 32,56% em sua subsidiária Andrade Açúcar e Álcool S/A (Andrade). A transação foi baseada no Valor de Empresa (Enterprise Value) de R$469,6 milhões da Andrade, que possui capacidade de processamento de 3,3 milhões de toneladas, capacidade de produção de 236.000 toneladas de açúcar e 274.000 m³ de etanol, e vendas anuais de 175 GWh.
Em 29 de dezembro de 2011, a Tereos Syral adquiriu participação de 75% de uma usina de amido de batata pelo montante de €12,9 milhões. A usina tem capacidade de produção anual de 63.000 toneladas de amido nativo a base de batata. Esta aquisição expandirá o portfólio de produtos da Companhia diversificando suas fontes de matéria prima. A proximidade à unidade Marckolsheim, da Tereos Syral, possibilita sinergias.
Em 30 de dezembro de 2011, a Guarani concluiu a capitalização de sua subsidiária Sena Holdings Limited (SHL). De acordo com o acordo de acionistas assinado em 2007, a Guarani, que detinha participação de 75% na SHL, fez um aporte de capital de R$47,5 milhões para assumir o controle total. A SHL detém 95% da unidade operacional da Companhia de Sena, localizada em Marromeu, Moçambique.
Perspectivas e planos de investimento de capital - Alexis Duval disse: “Neste trimestre, avançamos em diversas iniciativas para reforçar nossa liderança em nossos principais segmentos. Na Guarani, adquirimos a participação remanescente da Andrade e adquirimos o controle da SHL em Moçambique. Na Syral, adquirimos um produtor de amido de batata na França, enquanto seguimos com nossos projetos em amido no Brasil e na China. Tais iniciativas posicionarão a Tereos Internacional para expandir suas atividades por meio de um portfólio de produtos diversificado e diversidade geográfica. Ademais, estamos investindo e expandindo a capacidade de processamento de cana-de-açúcar e de cogeração no Brasil. Também estamos aumentando a produção de cana na região do Oceano Índico e iniciando produção de glúten na unidade de Lillebonne, na França. No longo prazo, acreditamos que a Companhia está muito bem posicionada para beneficiar dos investimentos em curso e assim construir e expandir seu portfólio de produtos, acessar novos mercados e regiões em rápida expansão, e alavancar nosso expertise e conhecimento técnico em todos os nossos segmentos.”
Política de risco prudente e uso de instrumentos financeiros-As vendas de contratos de futuros de açúcar, contratos de swap, NDFs e parte da dívida da Guarani denominada em dólar são classificados como hedges de fluxo de caixa (CFH), e, dessa forma, mudanças no valor justo são contabilizadas no patrimônio líquido. As opções são consideradas transações de trading, e suas variações de valor justo são contabilizadas no demonstrativo de resultados. Em consequência, os impactos no demonstrativo de resultados estão diretamente relacionados às mudanças nos mercados de commodities. A exposição do Grupo aos derivativos de commodities é mais significativa no terceiro trimestre do presente ano, sobretudo devido às posições tomadas no período de safra. A maior parte desses derivativos refere-se a posições compradas de futuros, e uma parte menor, à compra de opções.
As vendas de opções são limitadas. Todas essas operações são consideradas como derivativos comercializáveis no demonstrativo de resultados, embora economicamente sua finalidade seja proteger o risco do Grupo contra sua exposição às flutuações das cotações das matérias-primas. Os derivativos de commodities estão ligados diretamente aos negócios principais do Grupo e, portanto, o resultado de operações fechadas de commodities e o valor justo dos derivativos de commodities na comercialização são contabilizados como resultado operacional.
Mercado Mundial de Açúcar [Os preços do açúcar continuam em alta, apesar do bom rendimento da safra no hemisfério norte]: os preços do açúcar apresentaram tendência de desaceleração no 3T 11/12, com a percepção de aumento na oferta de açúcar no mundo todo devido à expectativa de melhor rendimento da safra no hemisfério norte, tendo fechado o trimestre a US$23,3 centavos/lb, contra US$24,9 centavos/lb no início de outubro. Em base trimestral, os preços do NY#11 também ficaram abaixo do 3T 10/11, refletindo a relação procura/oferta menos acirrada no período atual. No 3T 11/12, o preço médio estava 14,7% abaixo do 3T 10/11.
Além disso, o ambiente econômico global, com a crise europeia, também pressionou os preços. Os fundos especulativos reduziram drasticamente suas posições compradas de 114.000 contratos no início de novembro para 38.000 contratos no fim de dezembro. A posição comprada dos fundos de índices, que são menos sensíveis às variações diárias do mercado e representam investimentos de longo prazo, ficou em 192.000 contratos no início de dezembro, praticamente inalterada em relação aos 191.000 contratos no fim do mesmo mês.
O preço do açúcar refinado apresentou desempenho similar ao do NY#11, caindo 7,8% no trimestre e totalizando US$602,0/t no fim de dezembro. Em relação ao prêmio do açúcar branco, a diferença ficou acima dos níveis históricos para o trimestre em US$101,6/t, mostrando recuperação quando comparada ao fim de setembro. De acordo com a Kingsman, o que proporcionou esse ganho, principalmente no fim do ano, foi a baixa oferta de açúcar refinado na UE e Índia, combinada à forte demanda dos países da África Ocidental, onde a seca está afetando a produção.
De uma perspectiva fundamentalista, a combinação do longo período de alta nos preços do açúcar (acima de US$23 centavos/lb desde setembro de 2010) com as condições climáticas favoráveis elevou a produção no hemisfério norte. Isso compensou as perdas no Brasil e, de acordo com participantes do mercado, levará a safra mundial de 2011/12 a registrar um excedente entre 4,5 e 8,0 milhões de toneladas. No entanto, vários consultores revisaram para baixo suas estimativas de excedente devido a alguns problemas enfrentados por países-chave. Por exemplo, a Czarnikow reduziu pela metade a projeção de excedente mundial para 2011/12 para 5 milhões de toneladas. O mercado, porém, não acredita que esses níveis de excedente devam recuperar confortavelmente a relação estoque disponível/consumo, que deverá permanecer em um terço da produção mundial.
Em uma análise mais profunda, as estimativas apontam para bons rendimentos na safra da UE e Tailândia, mas não tão positivos quanto os esperados na Rússia, Índia e, em particular, no Brasil. A China, por outro lado, deverá investir na importação de 3,1 milhões de toneladas de açúcar em 2011/12, de acordo com dados da LMC.
A UE teve uma safra abundante em 2011/12, impulsionada pelas condições climáticas favoráveis e aumento no plantio de beterraba. Como resultado, os rendimentos de beterraba e teor de açúcar deverão atingir níveis acima da média. De acordo com a LMC, a produção da região deverá atingir cerca de 18,4 milhões de toneladas, contra 15,2 milhões de toneladas em 2010/11.
A safra da Tailândia deverá ser mais produtiva do que a de 2010/11, considerando que os danos aos canaviais causados pelo pior alagamento já registrado no país deverão ser mínimos. Estimativas apontam para uma produção de açúcar de 9,9 milhões de toneladas, contra 9,6 milhões de toneladas no ano anterior. Considerando o baixo consumo do país, as exportações deveriam alcançar cerca de sete milhões de toneladas. Entretanto, a infraestrutura continua sendo um problema para o escoamento desses volumes.
A Rússia, um dos maiores importadores de açúcar, deverá diminuir sua participação no mercado em 2011/12, devido à melhora na safra em relação aos anos anteriores. No entanto, os produtores deixaram de colher cerca de 9,0% da safra de beterraba deste ano devido às condições climáticas adversas, e pelo menos 12,0% das raízes em estoque deverão ser perdidas, o que reduz a produção estimada de açúcar de 5,1 milhões de toneladas para 4,3 milhões de toneladas.
Na Índia, estudos recentes revelaram aumento de 4,8% na área plantada de cana para 5,2 milhões de hectares, o que poderia totalizar em produção de 25,5 milhões de toneladas. Porém, é importante considerar que a safra de cana na Índia pode ser direcionada para a produção de gur. Por exemplo, de acordo com a FCStone, a moagem de cana totalizou 340 milhões de toneladas em 2010/11, dos quais cerca de 100 milhões de toneladas não foram direcionados para produção de açúcar. Em vista disso, o governo indiano deverá restringir novas cotas de exportação até ter melhor noção da safra.
Até o momento, a safra 2011/12 apresenta um bom desempenho. Em base anual, a produção de açúcar alcançou 7,6 milhões de toneladas, comparado a 6,7 milhões em 2010/11. No Brasil, enquanto a região centro-sul ainda se encontra no período de entressafra, o nordeste já está apresentando um bom desempenho, devido aos maiores rendimentos da safra, o que deverá aumentar a produção em 13,0% para 5,2 milhões de toneladas de açúcar. No entanto, em relação ao centro-sul, a baixa oferta de cana propõe apenas uma ligeira melhora na safra de 2012/13. Em resumo, o cenário para a relação oferta/demanda sugere que o excedente inicial de 8 milhões de toneladas estimado por alguns consultores não deverá se concretizar. Portanto, quaisquer incertezas em relação à oferta no Brasil devem manter os preços elevados.
Mercado Brasileiro de Açúcar [Preços locais estáveis em níveis elevados]: de modo geral, a safra 2011/12 na região centro-sul do Brasil surpreendeu o mundo, com perda de 12% da produção do açúcar e 2% da qualidade, refletindo condições climáticas adversas e a baixa renovação dos canaviais. Além do clima, outros fatores sinalizam alerta para a produção de açúcar e etanol: (i) menores investimentos em agricultura e greenfields; e (ii) a repercussão da crise do subprime em 2008, que levou à escassez de crédito e limitou a expansão da área plantada no centrosul do Brasil, que permaneceu inalterada na safra 2011/12 em 7,2 milhões de hectares. O mercado respondeu a esses cenários de escassez com alta dos preços locais do açúcar e etanol.
Considerando o 3T 11/12 isoladamente, ao contrário dos preços mundiais, os preços do açúcar no mercado doméstico mantiveram a alta durante o trimestre, refletindo a falta de interesse dos compradores no mercado a vista e os baixos estoques no país. No período, o índice ESALQ fixou o preço máximo para o açúcar de R$64,7/saca de 50 kg e mínimo de R$61,7/saca de 50 kg. Embora em alta, os preços do açúcar no mercado doméstico reduziram em relação ao mesmo trimestre do ano anterior, refletindo o cenário positivo para os preços internacionais da commodity no período, explicado pela relação oferta/demanda mais apertada. Os preços do açúcar alcançaram uma média de R$63,4/saca de 50 kg no 3T 11/12, contra R$74,1/saca de 50 kg no ano anterior. Mesmo assim, os preços ESALQ para o açúcar cristal ficaram 35% acima da média histórica dos últimos cinco anos.
Os preços domésticos do açúcar também foram mais rentáveis do que os do o etanol, sendo comercializado com prêmio tanto em relação ao hidratado quanto ao anidro. Considerando dados do fim de dezembro de 2011 convertidos a uma base açúcar bruto fora da usina, enquanto o NY#11 permaneceu em US$22,6 centavos/lb, os preços ESALQ ficaram em US$25,1 centavos/lb, enquanto o anidro era negociado a US$19,5 centavos/lb e o hidratado, a US$18,4 centavos/lb.
Além disso, as vendas no mercado interno excederam exportações com base no NY#11 no trimestre, em linha com o observado na maior parte da safra 2011/12. A diferença ficou em US$3,4 centavos/lb em média no trimestre e US$4,6 centavos/lb em relação à safra anterior. O fim da safra 2011/12 no centro-sul do Brasil, que registrou queda de 6,9% na produção para 31,2 milhões de toneladas de açúcar comparado a 2010/11, mudou a atenção para a safra de 2012/13.
Em vista da contínua queda nos investimentos, as incertezas continuam com relação à próxima safra no centro-sul do país. Enquanto a UNICA não divulga suas estimativas para 2012/13, as expectativas do mercado apontam para uma safra fraca. As estimativas de muitos consultores variam de 490 a 540 milhões de toneladas de cana, com consenso de 520 milhões de toneladas (aumento de 5,7% em base anual). Considerando ATR de 139 kg/t de cana e que 47,0% da cana devem ser direcionados para a produção de açúcar, estima-se que a produção de açúcar cresça 4,0% para 32,5 milhões de toneladas e a de etanol, 8,0% para 22,1 bilhões de litros, em base anual. No futuro, há maior risco de aumento do que de queda dos preços.
.Amido.:Mercado de Cereais [Pressão altista no preço do milho e queda no preço do trigo; substituição e condições climáticas mitigam diferença de preço entre as safras]: os preços dos cereais continuaram em queda na primeira metade do terceiro trimestre, devido a fatores macroeconômicos apontando para recessão na zona do Euro e as estimativas de safra recordes na maioria das principais áreas de plantio. Desde então, as condições e previsões climáticasadversas tem pressionado preços, com ligeira queda na relação estoque/uso. O balanço global de trigo continuou a aumentar comparado às previsões do último trimestre, com a produção internacional para a safra 2011/12 estimada em 690 milhões de toneladas e os estoques finais, em 204 milhões de toneladas, de acordo com Conselho Internacional dos Cereais (janeiro de 2012). Em contraste, a relação estoque de milho disponível/consumo deverá permanecer perto de baixas históricas, com a produção global de milho estimada em 861 milhões de toneladas para 2011/12 e os estoques finais, em 125 milhões de toneladas.
Os países da região do Mar Negro (Rússia, Ucrânia e Cazaquistão) continuaram responsáveis pela maior parte do aumento na produção de trigo e milho, ao passo que os Estados Unidos devem registrar queda na produção, devido às condições climáticas adversas. Os países da Ásia e América do Sul, que estão expandindo em um ritmo acelerado, também estão elevando suas estimativas de produção de milho (China, Argentina, Brasil, México, Indonésia) e trigo (Índia, China), diminuindo a pressão no comércio global de cereais.
Preocupações crescentes na Europa e Ucrânia (temperaturas extremamente baixas colocando a safra em risco) e na Argentina, percepções mais otimistas sobre o gerenciamento da crise da dívida na UE, receio de tarifas de exportação nos países do Mar Negro e a substituição da ração animal de milho por trigo afetaram os preços globais do trigo desde meados de dezembro de 2011. Além disso, a relação estoque/uso já alcançou o valor mínimo, apesar da estimativa de produção recorde. A crescente demanda da China por milho e a sustentação do consumo do etanol dos EUA mantém a pressão na demanda, ao passo que o impacto do clima nos preços ainda é neutro nessa época do ano.
Os preços do milho e trigo na União Europeia tem aumentado em paralelo, com vantagem de preço do trigo contra o milho de €2/t no trimestre, alcançando €180-190/t no fim de dezembro. As posições líquidas dos fundos de hedge na safra atual apostam no aumento do preço do milho e queda do preço do trigo. Preços futuros também apontam para um sentimento geral de que na próxima safra - agosto para trigo e novembro para milho - os preços de ambos cairão.
.Mercado de Amido e Adoçantes [Forte demanda no setor alimentício e queda nos volumes e preços na indústria do papel]: a demanda por amido e derivados provenientes da UE permaneceu sólida no terceiro trimestre, principalmente no setor alimentício, apesar do arrefecimento no fim do ano comparado a 2010, quando os clientes estavam acumulando estoques em antecipação a um aumento nos preços. No período, preços do amido e adoçantes começaram a cair, em linha com a tendência nos preços de cereais. Em geral, os preços de amido e adoçantes permaneceram em níveis comparáveis aos de 2008.
A indústria do papel é tradicionalmente sensível aos padrões de crescimento econômico, seguindo um ciclo de três a cinco anos. Isso geralmente impacta o mercado de amidos e é esperado por fornecedores. Após o ciclo de alta, produtores de papel começaram a reduzir a atividade de suas máquinas, embora mais lentamente do que em 2008/09. Isso resultou na diminuição da demanda, por meio do aumento na concorrência para o amido nativo e modificado. A pressão nos preços foi parcialmente mitigada pelo início das atividades da nova fábrica da SAICA em Manchester (Reino Unido) e pela oferta limitada de amido de batata e mandioca.
Ao contrário do ocorrido em 2008/09, a demanda no setor químico continua estável, e clientes industriais estão focando esforços no gerenciamento de estoques e de dívidas no fim do ano.
Na indústria alimentícia, os clientes se mostraram otimistas em relação à renovação de contratos para 2012. O preço da isoglucose finalmente mostrou recuperação em relação ao preço dos cereais (de acordo com a LMC, os cereais representaram 50% do preço da isoglucose em 2011, contra a média histórica de 30%), refletindo as negociações anuais de contratos em outubro.
Devido aos termos de negociação de contratos e a volatilidade limitada da demanda, os co-produtos geralmente acompanham a tendência de preço das matérias primas. No entanto, a demanda por proteínas do trigo e óleo de milho foi impulsionada pela escassez nos mercados de proteína do leite e óleo vegetal no trimestre.
Como nos trimestres anteriores, o volume limitado de mandioca disponível para importação, a alta dos preços de látex (revestimento fino) e dos preços do açúcar (adoçantes) continuam a impulsionar alternativas de amido à base de grãos. Derivados de amido à base de trigo continuaram sendo os mais competitivos no trimestre.
.Etanol e Álcool.:Mercado Mundial de Etanol: de acordo com comunicado da Companhia, as mudanças positivas no comércio global, mas preços continuam em baixa-O 3T 11/12 foi marcado por alterações significativas na política de biocombustíveis global, principalmente em relação ao mercado da América do Norte. Em relação aos preços, os do etanol arrefeceram nos EUA e UE, ficando relativamente estáveis no Brasil. Os preços do petróleo seguiram tendência contrária, tendo iniciado o trimestre próximo a US$80/barril e fechado a US$100/barril.
Nos EUA, os preços do etanol caíram, influenciados pela queda nos preços do milho. Os preços do biocombustível nos EUA reduziram de US$74 centavos/l no 2T 11/12 para US$69 centavos/l no 3T 11/12.Os preços do milho caíram para os menores níveis de 2011 no fim do ano, para cerca de US$600 centavos/bushel, aumentando as margens dos processadores.
Com relação à política de biocombustíveis, em dezembro o Senado norte-americano decidiu acabar com o crédito das misturas obrigatórias, e votou contra a renovação da tarifa de importação do etanol em 2012. Além de representar um importante incentivo para o comércio global do etanol, essas medidas fizeram com que o etanol brasileiro mais competitivo fosse exportado para os EUA. No entanto, a escassez do produto no Brasil limita os altos volumes de exportação no curto prazo.
Além disso, a legislação dos EUA que se refere ao “Projeto de Lei sobre Energia” do país exige o uso de “etanol avançado”, atualmente obtido apenas da cana-de-açúcar, que deveria totalizar 2 bilhões de litros em 2012 e aumentar progressivamente até atingir 15 bilhões de litros em 2022. Portanto, o cenário de curto prazo para exportação brasileira está melhor do que nunca.
Na UE, os preços do anidro caíram de US$88 centavos/l no 3T 11/12 para US$82 centavos/l, refletindo o menor custo de importação e preços do trigo em queda. Os bons rendimentos da safra no norte da Europa e Mar Negro reduziram os preços do trigo.
No Brasil, a desvalorização do real contra o dólar levou os preços para um média de US$78 centavos/ I no 3T 11/12, comparado a US$82 centavos/l no 2T 11/12, enquanto os preços do etanol apresentaram ligeiro aumento em moeda local. As exportações dos EUA continuaram durante o terceiro trimestre para fins de formação de estoque, atendendo a requisitos de entressafra.
Em suma, de acordo com a LMC, os fundamentos de mercado indicam uma contínua alta dos preços no Brasil, devido principalmente ao fraco desempenho da safra no centro-sul. Nos EUA, o fim dos créditos fiscais deverá impactar os preços negativamente, com boas notícias vindo da alta nos preços do petróleo e gasolina. Na UE, apesar de baixas expectativas com relação aos preços, a projeção de tendência de baixa para os preços do trigo deverá impactar as margens positivamente
Mercado Europeu de Etanol [Demanda por etanol da UE abaixo das metas de mistura obrigatória]:Etanol- No terceiro trimestre, os preços do etanol T2 FOB Rotterdam apresentaram forte queda, alcançando a mínima de 539 €/m3 e retornando depois a 575€/m3 no fim do trimestre. Enquanto os preços T1 acompanharam essa tendência, a queda no preço do petróleo foi mais amena. Os principais fatores que levaram à queda são: a combinação das incertezas macroeconômicas e queda sazonal na demanda; a recuperação nas importações do E-90 antes do esperado fim do crédito fiscal nos EUA no fim do ano; problemas logísticos em Rotterdam; maior oferta de etanol da beterraba (safra abundante); e queda nos preços dos cereais e açúcar no trimestre.
Em termos de rentabilidade, atualmente a margem dos fornecedores foi mais afetada nos EUA (à base de milho) do que na Europa (à base de trigo). Vale ressaltar também que a Comissão Europeia por imposição de direitos alfandegários compensatórios. Por último, o déficit de oferta/demanda na UE é estimado em 1,5 bilhão de litros.
.Álcool-A demanda por álcool de cereais permaneceu forte, em linha com os trimestres anteriores. A demanda dos setores de cosméticos, bebidas e farmacêuticos continua sólida e relativamente desacoplada das expectativas econômicas de recessão. Há um excedente de álcool para fins industriais, devido ao inverno mais ameno e vendas fracas no setor de líquidos para pára-brisas.
O volume de produção modesto em alguns países (e.g. Itália), a importação limitada (escassez global de açúcar, Euro fraco, impostos), e a eliminação gradual dos volumes subsidiados na Alemanha estão limitando a oferta de etanol. Como resultado da pressão nos fundamentos de mercado, o mercado de álcool europeu para uso nos setores de alimentação, bebidas e industrial ganhou força, em linha com a alta dos preços de matéria prima (açúcar e cereais), atingindo altas históricas.
No futuro, os contratos de etanol europeu deverão permanecer os mesmos do fim do ano, com pequenos ajustes de preço. De acordo com especialistas, as importações limitadas também proporcionariam as condições para um mercado com estrutura enxuta em 2012.
Mercado Brasileiro de Etanol [Baixa oferta de etanol garante preços mais altos]: a baixa oferta de etanol garante preços mais altos Os preços do etanol no 3T 11/12 subiram em relação ao 3T 10/11, refletindo consumo maior do que a oferta, devido à baixa moagem de cana. O preço ESALQ para o anidro alcançou média de R$1,37/l no 3T 11/12, enquanto o do hidratado ficou em R$1,25/l. Esses preços estavam mais altos tanto em base trimestral (+1,8% para o anidro e +6,4% para o hidratado) quanto em base anual (+15,1% e +22,5%, respectivamente).
Após alta no prêmio do anidro sobre o hidratado no início da safra devido à baixa oferta, a diferença reduziu a partir de outubro, após o governo anunciar redução na mistura obrigatória de 25% para 20%, juntamente com as importações dos EUA, pressionando os preços do anidro. Até o momento, o governo indica que manterá o nível de 20%. Em vista disso, poucos produtores que tinham estoques de anidro estão os transformando em hidratado por meio da adição de água.
Esse desequilíbrio entre oferta e demanda foi influenciado principalmente pela menor produção de etanol. De acordo com a UNICA, os dados finais para a safra de 2011/12 no centro-sul do Brasil indicam moagem de 492 milhões de toneladas de cana, 11,6% abaixo da última safra. O mix de produção desta safra ainda estava direcionado para o etanol (51,7%), redução de 3,4 pontos percentuais em base anual. Em geral, a produção de etanol reduziu 19,0% para 20,6 bilhões de litros, direcionada principalmente para o hidratado (61,6%). A produção de açúcar, por exemplo, totalizou 31,2 milhões de toneladas, também inferior a 2010/11 (-6,9%).
Do lado da demanda, a frota de veículos flex continua crescendo e, juntamente com os carros movidos a etanol, ultrapassaram a frota de carros a gasolina em 2011, totalizando 15,5 milhões de veículos em dezembro. Em base anual, as vendas de veículos flex permaneceram relativamente estáveis comparado a 2010 em 2,9 milhões de unidades.
Como resultado desse cenário, os preços do hidratado comparado aos da gasolina permaneceram acima do nível de paridade de 70% na maioria dos estados brasileiros no 3T 11/12. No fim do ano, a paridade ficou em 74,7% para dados nacionais e 72,4% para São Paulo, o principal estado consumidor. Essa menor competitividade reduziu o consumo do etanol hidratado em 24,6% no 3T 11/12 contra o mesmo período de 2010/11. De acordo com estimativas de mercado, os estoques de etanol no fim de dezembro totalizaram 5,7 bilhões de litros, dos quais 2,7 bilhões são anidro e 3 bilhões, hidratado, limitando a volatilidade dos preços na entressafra. Do ponto de vista regulatório, foram adotadas algumas medidas para estimular a produção, como a redução nos impostos (de 22% para 19%) em Minas Gerais, que possui a segunda maior frota de veículos flex no Brasil, e financiamento do BNDES para renovação dos canaviais. O novo programa (Prorenova), que dispõe de recursos de R$4 bilhões, prevê a renovação dos canaviais e expansão da área plantada. Esses recursos podem ser utilizados até 31 de dezembro de 2012 e deverão financiar a renovação ou expansão de mais de um milhão de hectares de cana dos 7,2 milhões de hectares de área plantada atualmente. De acordo com estimativas do BNDES, espera-se que essa medida aumente a produção de etanol de dois para quatro bilhões de litros entre 2013 e 2014, representando crescimento de mais de 10% comparado a safra atual.
Em suma, os fundamentos do etanol sugerem preços sólidos no curto a médio prazo, sustentados por: (i) desaceleração nos investimentos, em descompasso com a crescente demanda doméstica e internacional; e (ii) cenário favorável para exportação, com o fim dos créditos de mistura obrigatória e tarifa de importação de etanol nos EUA.
No longo prazo, o cenário para os preços continua aquecido. De acordo com estimativas da UNICA, considerando apenas a continuidade da participação do Brasil no comércio global em 2020, o país precisaria de um eventual aumento na produção de açúcar de 13 milhões de toneladas, ou 104 milhões de toneladas de moagem de cana, para acompanhar o crescimento da demanda por açúcar e etanol. Em relação ao etanol, considerando que apenas 50% da frota de veículos leves utilizam o produto, serão necessários mais 539 milhões de toneladas de cana. Ambas as projeções indicam que o Brasil precisa mais do que dobrar sua capacidade de produção até 2020, o que representa a necessidade de investimentos para a construção de aproximadamente 120 usinas.
Alexis Duval, CEO, comentou o desempenho da companhia: “Os resultados do terceiro trimestre demonstram a eficiente capacidade de execução da Tereos Internacional, beneficiando-se de seu amplo portfólio de produtos e diversidade geográfica. Reportamos crescimento de dois dígitos na receita em comparação ao ano anterior, impulsionado pela alta dos preços em todas as categorias de produtos, compensando os volumes baixos em nossas duas principais divisões. Conseguimos reportar resultados sólidos, apesar do impacto das condições climáticas adversas no Brasil e turbulências econômicas na Europa.
No Brasil, em linha com o trimestre anterior, a alta dos preços compensou parcialmente a queda do volume em base anual, causada pelo impacto do adverso das condições climáticas nos rendimentos de cana-de-açúcar. Além disso, o desempenho operacional, vis-à-vis ao último trimestre, melhorou significativamente comparado refletindo a queda nas despesas. Na região do Oceano Índico, nossos investimentos em irrigação combinado com boas condições climáticas em Moçambique estão resultando em maior rentabilidade comparado ao ano anterior. Nos primeiros nove meses, os volumes estáveis na Ilha da Reunião e a alta dos preços contribuíram para aumento da receita e dos resultados operacionais.
Na Europa, nossas operações de amido registraram crescimento da receita e rentabilidade em base anual, mas uma queda nos volumes industriais no fim do trimestre impactou a rentabilidade em relação ao último trimestre. As operações de etanol na Europa cresceram substancialmente comparadas ao ano anterior, beneficiando de maiores volumes e melhoras significativas na eficiência operacional. Os resultados para os primeiros nove meses de 2011/12 confirmam que a Tereos Internacional teve um expressivo avanço na geração de receita e gerenciamento de custos operacionais. O resultado operacional e o lucro líquido no período aumentaram 30,6% e 57,6%, respectivamente, impulsionados pelo incremento de 21,7% na receita."

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

ETH amplia capacidade - EnergiaHoje (Assinatura)

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sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Alternativa para produção de etanol - Ambiente Energia

BY Agro Mecânica Tatuí IN No comments

Alternativa para produção de etanol - Ambiente Energia:


Alternativa para produção de etanol
Ambiente Energia
... setembro o seminário “Sorgo Sacarino”, com o objetivo de discutir a crescente recomendação do sorgo sacarino como cultivo alternativo à cana-de-açúcar na entressafra dessa cultura, podendo se tornar opção viável para a produção de etanol no país. ...
Embrapa discutirá produção de etanol a partir do sorgo sacarinoBeefPoint (Assinatura)

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segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Na Bahia, eucalipto vira energia elétrica

BY Agro Mecânica Tatuí IN No comments

Empresa vai substituir o uso do gás natural pela energia cogerada a partir da árvore
por Globo Rural On-line
Árvores de eucalipto vão cogerar energia elétrica para abastecer o parque industrial da Dow Brasil na Bahia

Árvores de eucalipto serão utilizadas para cogerar energia elétrica em Candeias, cidade localizada na região metropolitana de Salvador (BA). A empresa Energias Renováveis do Brasil (ERB) é quem vai operar a unidade e a produção abastecerá o parque industrial da Dow Brasil, localizado na mesma cidade.

Segundo a Dow Brasil, para dar vazão ao projeto foram investidos R$ 200 milhões. A empresa quer substituir os 200 mil metros cúbicos de gás natural que usa diariamente pela energia cogerada a partir do eucalipto para reduzir as emissões de gás carbônico na atmosfera. A unidade de cogeração terá capacidade para produção anual de 1,08 milhão de toneladas de vapor industrial e 108 mil MWh de energia elétrica.

Em julho, a empresa e o estado já haviam firmado um protocolo de intenções, através do qual a ERB se comprometeu a estimular a a economia local por meio da viabilização deste projeto e geração de postos de trabalho. Em contrapartida, a Bahia oferecerá apoio institucional e benefícios fiscais previstos no Programa de Desenvolvimento Industrial e de Integração Econômica do Estado da Bahia.

Embrapa lança livro sobre cadeia produtiva do biodiesel - Ambiente Energia | Ambiente Energia

BY Agro Mecânica Tatuí IN No comments

Da Agência Ambiente Energia - A Embrapa Agroenergia realiza um seminário, nos dias 15 e 16 de setembro, em Brasília, para apresentar o livro Complexo Agroindustrial de Biodiesel no Brasil: Competitividade das Cadeias Produtivas de Matérias-Primas.

A primeira publicação do centro de pesquisa sobre o biodiesel é resultado das análises documentais e das discussões geradas por grupos de especialistas, em workshops realizados em diversas regiões do Brasil, visando identificar os gargalos e oportunidades de pesquisa e de produção, considerando cada espécie cultivada e sua cadeia produtiva.

O livro descreve a competitividade do biodiesel, o marco conceitual e metodologia; o agronegócio do biodiesel no Brasil e no mundo; o complexo agroindustrial do biodiesel no Brasil, discutindo-se as cadeias fornecedoras de matérias-primas para o biodiesel, tendo-se como fontes a canola, dendê, girassol, mamona e soja; a comercialização atacadista e varejista do biodiesel; a indústria de biodiesel; a agroindústria de óleo vegetal para a produção de biodiesel; os sistemas produtivos das cinco espécies para a produção de biodiesel; os ambientes institucional e organizacional do complexo agroindustrial do biodiesel; os fatores críticos de competitividade das cadeias produtivas de biodiesel; e a estratégia para a competitividade do biodiesel.

A instituição ressalta que o estudo dos vários segmentos da cadeia produtiva de cada espécie cultivada como fonte de matéria-prima para a produção de biodiesel permite entender as oportunidades e desafios, bem como as vantagens competitivas de cada cadeia produtiva, para o setor industrial.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

AgroCIM - Alemanha introduz gasolina com 10% de etanol

BY Agro Mecânica Tatuí IN No comments

03/01/2011 - 15:43:10
Alemanha introduz gasolina com 10% de etanol
A chamada E10 é controversa no país

Fonte: Deustche Welle World

Uma nova mistura de gasolina com nível mais alto de biocombustível foi introduzida no país a partir de 2011: a chamada E10 ou Super E10, com 10% de etanol. A nova opção, entretanto, é controversa no país.

O desejo do governo alemão era introduzir a nova gasolina em todos os postos de combustível já no início de janeiro. Entretanto, os motoristas terão que esperar algumas semanas a mais, pois o novo produto não pôde ser disponibilizado em todos os 14 mil postos da Alemanha.

O trabalho de adaptação requer um grande esforço logístico, segundo Klaus Picard, diretor executivo da Federação Alemã da Indústria Petrolífera. "As refinarias têm que se adaptar, organizar o transporte da nova mistura", justifica. "Os postos têm que ajustar suas tabelas de preços e sistemas de caixas registradoras", complementa.

Além disso, segundo Picard, os mostradores das bombas devem conter a denominação do produto e também dispor de avisos bem visíveis, já que 10% dos carros não toleram a Super E10.

A rede Aral, líder no mercado alemão, espera que seus 2,5 mil postos estejam adaptados a partir do final de janeiro, já a Shell promete oferecer a nova mistura em toda rede "no decorrer do primeiro trimestre".

'Biocombustível traz fome', diz cartaz de ativistas contra o produtoBildunterschrift: Großansicht des Bildes mit der Bildunterschrift: 'Biocombustível traz fome', diz cartaz de ativistas contra o produtoE10 e proteção climática

A gasolina E10 leva 10% de etanol, que é o dobro do que contém a gasolina oferecida atualmente na Alemanha, a chamada E5. Com a introdução da Super E10, o objetivo do governo alemão é implementar as diretrizes da União Europeia (UE) sobre redução das emissões de dióxido de carbono dos automóveis.

Um dos problemas da E10 é que, de acordo com o Ministério do Meio Ambiente da Alemanha, cerca de quatro milhões de veículos no país não suportam o novo combustível, podendo ter seus componentes metálicos ou tubos plásticos de alimentação de combustível danificados. Para esses automóveis afetados, a E5 deve continuar à disposição, pelo menos até 2013.

Entretanto, não há informações se haverá um aumento de preços por conta da introdução do novo combustível. Os representantes da indústria petrolífera alemã não quiseram tecer comentários, em parte devido a possíveis acusações de formação de cartel.

Especialistas acreditam que os preços aumentarão porque na Alemanha o etanol adicionado custa mais do que a gasolina. A Associação Alemã da Indústria de Biocombustíveis está otimista e não conta com aumento de preços. "A indústria do petróleo tem interesse em vender E10 porque é legalmente obrigada a levar biocombustíveis ao mercado", explicou o presidente da entidade, Claus Sauter.

Reivindicações de ambientalistas

Abastecer o carro deverá ficar mais caro porque a indústria do petróleo deve gastar milhões na adaptação dos postos e das bombas de gasolina, na logística extra e no novo processo de mistura nas refinarias.

Bildunterschrift: Großansicht des Bildes mit der Bildunterschrift: Especialistas avisam também que o etanol dispõe de menos energia do que a gasolina convencional, de modo que o consumo aumenta, em média, 3% em comparação com a gasolina.

Para os ambientalistas alemães, o uso de biocombustíveis também é controverso. Alguns grupos argumentam que o cultivo de plantas para produção de biocombustível nos países em desenvolvimento compete com a produção de alimentos, podendo, assim, contribuir para aumentar a fome. Na Alemanha, o bioetanol é produzido a partir de cereais como trigo e centeio, e da beterraba de açúcar.

A Sociedade de Proteção da Vida Selvagem da Alemanha (Nabu, na sigla em alemão) considera mais adequados outros meios para proteger o clima, como carros mais econômicos e novas tecnologias livres da emissão de dióxido de carbono. A entidade argumenta que o cultivo em grande escala das plantas para a produção de combustível ameaça as florestas.

"Até 2020, etanol e biodiesel produzirão enormes emissões", afirma o presidente da Nabu, Leif Miller. Além disso, adverte, para que sejam atingidas as metas da UE sobre biocombustíveis, será necessária uma aérea suplementar de até 6,9 milhões de hectares.