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sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Agricultura familiar já contratou R$ 8,3 bi na safra 2014/15 — Portal Brasil

BY Agro Mecânica Tatuí IN No comments

Divulgação/MDADados representam um recorde em comparação à safra anterior, quando R$ 851 milhões foram contratados por mulheres, em 140.749 contratos
Dados representam um recorde em comparação à safra anterior, quando R$ 851 milhões foram contratados por mulheres, em 140.749 contratos
Em todo o Brasil, durante os três primeiros meses da safra 2014/2015, os agricultores familiares contrataram R$ 8,3 bilhões nas diversas linhas de crédito rural do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar. O valor é 33% superior ao contratado no mesmo período da safra passada.
O ministro do Desenvolvimento Agrário (MDA), Laudemir Müller, acredita que a ampliação do acesso ao crédito rural resultará em mais alimentos para todos os brasileiros. “A agricultura familiar está investindo mais porque está contratando mais crédito. A agricultura familiar está comprando mais máquinas, está se modernizando e acreditando no Brasil, acreditando que vai ter mercado. Vamos ter, com isso, um aumento da produção”, afirma. “Ano passado, crescemos 30% (em valor contratado) e já estamos 33% acima desse crescimento”, completa o ministro.
O número de acordos efetivados entre julho e setembro de 2014, em todo o País, foi de 612.708. No mesmo período da safra passada, foram efetivados 575.226 financiamentos. O crescimento nacional no número de contratos foi de 6,5%.
Mulheres rurais
As agricultoras familiares requisitaram, na safra atual, R$ 1,138 bilhão, em 159.398 contratos. Os dados representam um recorde em comparação à safra anterior, quando R$ 851 milhões foram contratados por mulheres, em 140.749 contratos. O número de contratos aumentou 13,25% e gerou acréscimo de 33,73% no valor solicitado.






Agricultura familiar já contratou R$ 8,3 bi na safra 2014/15 — Portal Brasil

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Jovens do meio rural buscam formação acadêmica para seguir com o negócio familiar - Cenario MT

BY Agro Mecânica Tatuí IN No comments

Os jovens estão, cada vez mais, optando pelo trabalho no campo, devido a isso, buscam a formação profissional na área do agronegócio. Pais e filhos trabalham dia após dia nas lavouras, para garantir o sustento da família. Este é o tema da segunda reportagem da série Novo Campo que o Canal Rural transmite durante esta semana.

O produtor Hermes Isoton conta que em 1958 mudou-se para o Núcleo Rural Taquara, no Distrito Federal. Na época, seu filho Juliano Isoton tinha dois anos. Hermes conta que o filho cresceu junto com a propriedade que, hoje, possui 500 hectares de área plantada.

– Meu filho resolveu estudar agronomia. Dei muita força para ele seguir na carreira – diz Hermes.

A formação acadêmica foi fundamental para que o jovem permanecesse no campo junto com o pai.

– O filho é tudo o que cara tem, no caso. Então, se você não investir nele, você vai investir em quem? Invista nele e continue tocando o negócio com ele – disse Juliano.

– Valeu à pena. Hoje ele está aqui, tocando a fazenda comigo – comemora Hermes.

Investir na formação dos filhos é uma forma de garantir a sucessão das propriedades na família. Esse é um dos motivos que justificam o crescimento expressivo na procura por cursos universitários voltados para o setor. Segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), num período de 20 anos, entre 1991 e 2011, o número total de matrículas nas áreas de produção agrícola e pecuária cresceu 231% em todo o país. A cada ano surgem novos cursos para atender o mercado do agronegócio.

Cursos como Agroecologia, Agropecuária, Manejo da Produção Agrícola e de Produção Animal e Tecnologia em Agronegócio não existiam na década 90. Hoje, são 118 em todo o Brasil. Já as tradicionais graduações em Agronomia, Agroindústria e Zootecnia atraem cada vez mais estudantes.

– O perfil do estudante vem mudando. Os alunos que estão ingressando nos cursos ligados ao agro, a maior parte vêm do meio urbano, ou seja, nunca teve conhecimento com o mundo rural. Isso faz com que o professor tenha um desafio ainda maior, que é ensinar tudo para eles. Não é apenas a engenharia agrônoma, existem outros cursos ligados ao agro que despertam atenção dos candidatos, como metereologia e biologia – diz o coordenador do curso de Engenharia Agrônoma da USP, José Otávio Menten.

– Nós avançamos muito em número de cursos ofertados, a grande expansão que tivemos no ensino superior brasileiro das instituições públicas e federais, institutos federais e também no setor privado. E também a quantidade de alunos voltados para esses cursos. Existe um interesse muito grande. Ou seja, vários jovens buscam os cursos na área de ciências agrária, evidentemente, observando o potencial que o país tem – destaca o presidente do Inep, Luiz Claudio Costa.



Fonte: Canal Rural

segunda-feira, 11 de março de 2013

Processo para renegociação de dívidas está disponível em todo o País

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Processo para renegociação de dívidas está disponível em todo o País: O Governo Federal está abrindo um processo de renegociação para ajudar agricultores familiares inadimplentes a quitarem suas dívidas. Todos aqueles que tenham utilizado o Crédito Fundiário, o Banco da Terra e a Cédula da Terra, mas não conseguiram...

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

MDA: programa Mais Alimentos estimula agroindústria familiar

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MDA: programa Mais Alimentos estimula agroindústria familiar: O programa do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), o Mais Alimentos já liberou – desde que foi criado, em 2008 – financiamentos no valor de R$ 9,2 bilhões, atendendo a mais de 194 mil agricultores. Com os recursos, eles puderam adquirir, entre outros equipamentos, mais de 48 mil tratores, 4,3 mil caminhões, 537 colheitadeiras (inclusive de café e de cana-de-açúcar) e mais de dez mil ordenhadeiras de leite. O programa envolve também a pecuária de corte.

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Produtos da agricultura familiar são expostos em stand no Agrobalsas - Globo.com

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segunda-feira, 2 de abril de 2012

Projeto com batata-doce visa atender demanda da agricultura familiar - CorreiodoNorteonline

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Projeto com batata-doce visa atender demanda da agricultura familiar - CorreiodoNorteonline:

CorreiodoNorteonline

Projeto com batata-doce visa atender demanda da agricultura familiar
CorreiodoNorteonline
Com a intenção de avaliar o crescimento vegetativo ea produção de seis cultivares de batata-doce da coleção da Embrapa, o projeto desenvolvido pelo curso de Agroecologia do Instituto Federal de Santa Catarina (IF-SC) Campus Canoinhas, começa a obter os ...

segunda-feira, 26 de março de 2012

Agricultura familiar fortalece Produção de matéria prima para ... - Surgiu

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Agricultura familiar fortalece Produção de matéria prima para ... - Surgiu:

Surgiu
Agricultura familiar fortalece Produção de matéria prima para ...
Surgiu
Presente no Dia de Campo em Santa Rosa, o superintendente de Produção de Energias Limpas, Olímpio Mascarenhas, fez uma palestra sobre “Produção de Oleaginosas pela Agricultura Familiar”. Na ocasião, o superintendente destacou que a produção de soja, ...
Santa Rosa recebe Dia de Campo sobre biodieselJornal Stylo
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segunda-feira, 19 de março de 2012

Inseminação artificial incentiva agricultores familiares de Bom Jesus da Lapa-Jornal Nova Fronteira

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Fonte EBDA/Assimp

Com a perspectiva de aumentar a produção de leite do rebanho da agricultura familiar baiana, a partir do melhoramento genético do gado leiteiro, a Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA), vinculada à Secretaria da Agricultura (Seagri), começa, este mês, a estender o Programa de Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IATF) para as comunidades de Tanque Novo, Lagoa Danta, Favelândia, Cara Suja, Chapada Grande e Juazeiro, no Território Velho Chico.
 Essas ações estão sendo realizadas desde 2011, em outras regiões, e mesmo para agricultores familiares com tradição na produção de leite para consumo e para a fabricação artesanal de requeijão, como é o caso de Sebastião Alves, conhecido como Zé do Mel, da comunidade de Tanque Novo, no município de Bom Jesus da Lapa. “Com a inseminação tenho esperança de dobrar minha produção de leite e poder atender as pessoas que me pedem requeijão, mas que minha produção é insuficiente para atender”, conta Zé do Mel.
 Segundo os veterinários da empresa, Saulo Fernando Oliveira Santos e Osvaldo Vinícius Neves, a técnica de IATF vem sendo utilizada na agricultura familiar com muito sucesso, por isso disponibilizar também às comunidades da região.
Inicialmente, estão sendo feitas as avaliações de 256 animais para diagnosticar as condições reprodutivas. Já foram vistoriados os rebanhos de Tanque Novo, na última terça-feira (13), e de Lagoa Danta, na quarta (14). Na próxima quarta-feira (21), pela manhã, as visitas técnicas chegam a Favelândia, e à tarde, em Cara Suja. No dia seguinte, quinta-feira (22), pela manhã, serão contemplados os rebanhos dos agricultores de Chapada Grande, e à tarde, os de Juazeiro.

Para o veterinário Saulo Oliveira, o programa contribui para a melhoria da qualidade genética dos animais do Território Velho Chico, e entre outras vantagens, vem contribuindo com a melhoria dos índices reprodutivos das vacas inseminadas, pois o intervalo entre partos é reduzido, com o uso dessa técnica.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Pequenos agricultores são beneficiados com prestação de serviços - O Girassol

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Pequenos agricultores são beneficiados com prestação de serviços - O Girassol:

Pequenos agricultores são beneficiados com prestação de serviços
O Girassol

A agricultura familiar é responsável por uma parte significativa da produção hortifrutigranjeiros consumidos em Palmas, e dessa forma a Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal de Agricultura e Desenvolvimento Rural (Sagri), tem incentivado o pequeno produtor da zona rural, com o intuito de fortalecer o setor e implementar ações que promovam a diversificação da economia na região.

Esforços para contribuir com essa parte da economia palmense foram realizados ao longo de 2011 e somente no ano passado cerca de 1570 produtores rurais foram beneficiados com prestação de serviços de tratores, visando ao preparo do solo para o plantio, totalizando 3.030 horas de uso do maquinário, além de um total de 2010 hectares de terreno preparado.

Do total de produtores que tiveram o apoio da Prefeitura, o montante de1506 agricultores faz parte de 41 associações. Os outros 70 produtores atendidos não estão ligados a associações, mas foram atendidos em razão do programa de incentivo à agricultura familiar.

De acordo com o secretário municipal Joel Borges, o atendimento médio às associações, com a prestação de serviços dos tratores ao longo do ano, foi de três. “Buscamos fomentar todas as formas de organização comunitária, a exemplo das associações e assim incrementar atividades que objetivam o crescimento da produção e produtividade das culturas, criações e outras formas de produção que gerem renda em nossa economia”, explicou o secretário, complementando que a intenção para 2012 é aumentar o número de atendimentos aos pequenos produtores.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Selo da Agricultura Familiar valoriza produção e já beneficia 74 ... - Agora MS

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O Selo da Agricultura Familiar (Sipaf) tem sido um importante aliado de agricultores familiares que desejam potencializar a comercialização de seus produtos. Em todo o Brasil, já foram concedidas 345 permissões de uso do selo – beneficiando 122 cooperativas e associações, além de 20 empresas, que, juntas, representam 74 mil trabalhadores rurais.

A fim de agregar valor à produção, a agricultora Emília Lopes da Silva, 32 anos, certificou os alimentos que produz com o Sipaf. Desde 2009, toda a colheita de cenoura, beterraba, batata-doce, chuchu e repolho feita na Chácara Cenouras, em Padre Bernardo (GO), onde mora, chega devidamente certificada aos pontos de distribuição. “Com o selo, ficou muito mais fácil escoar os produtos, inclusive no momento que apresentei a proposta para participar do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE)”, explicou.

Foi através do Sipaf e do PNAE que, em 2011, os alimentos cultivados por Emília e seu marido, José Deval, 33 anos, chegaram a 28 escolas e creches. “Levamos a outra parte das verduras para a Ceasa – Centrais de Abastecimento do Distrito Federal”, contou. Ao longo do ano, o casal comercializou 19 mil caixas de 20 kg de verduras e legumes. “Agora, quero a certificação das frutas que também estamos produzindo”, adiantou.

A exemplo de Emília, a agricultora familiar Alvina Almeida, 60 anos, moradora de Planaltina (DF), quer fomentar o seu negócio de compotas e geleias por meio da certificação. “O processo para obter o Sipaf já está quase no fim. Acredito que, em fevereiro, já vamos vender os produtos com o selo. Já estou pensando em como ficará a nova embalagem”, afirmou.

Há 12 anos, Alvina produz geleias e compostas de frutas como maracujá, amora, abacaxi, goiaba, morango e cagaita. Os produtos são vendidos sob encomenda e no ponto de comercialização da Associação dos Produtores Rurais de Planaltina e entorno, ao lado da Rodoviária de Planaltina. “Espero aumentar as vendas com o uso do selo”, disse.

Sipaf

Criado em 2009 pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), o Sipaf tem como objetivo identificar a produção da agricultura familiar para a população brasileira – 70% dos alimentos consumidos diariamente no país são provenientes desse segmento. Já são mais de três mil produtos certificados em todo o Brasil.

A meta é chegar a 2014 com mais de dez mil permissões emitidas, conforme afirma o diretor de Geração de Renda e Agregação de Valor da Secretaria da Agricultura Familiar (SAF) do MDA, Arnoldo de Campos. Para isso, o governo federal ampliou as possibilidades de emissão do selo, antes de competência exclusiva do MDA.

“A ideia é ampliar a capacidade de certificação, trazer mais parceiros para atuar com o MDA e, dessa forma, melhorar a oferta e a visibilidade dos produtos da agricultura familiar nos mercados”, explica Arnoldo.

Agora, o Sipaf também poderá ser concedido por instituições públicas e privadas parceiras do MDA. Os interessados em obter a certificação devem estar com a documentação em dia: Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ), em caso de empreendimento, e Cadastro de Pessoa Física (CPF), em casos de pessoas físicas. Os que possuem Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP) devem estar dentro do prazo de validade.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

EcoAgência Solidária de Notícias Ambientais

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Até dezembro de 2007, a cana-de-açúcar cobria toda a extensão do lote, arrendado ilegalmente para uma usina da região.

Por Informe do MDA
No lote de Leonel Fernandes Moço, no assentamento Bela Vista do Chibarro, em Araraquara (SP), a produção vai de vento em popa: mamão, maracujá, milho, feijão de corda, quiabo, abobrinha, jiló, manga, abacate e limão. Os produtos vão parar na alimentação escolar das cidades de Araraquara e São Carlos. Mas nem sempre a produção foi tão diversificada. Até dezembro de 2007, a cana-de-açúcar cobria toda a extensão do lote, arrendado ilegalmente para uma usina da região.

O arrendamento para usinas levou o Incra a pedir à Justiça Federal a reintegração de posse de nove lotes. Os mandados judiciais de reintegração de posse foram cumpridos no dia 10 de dezembro de 2007. Retirados os ocupantes irregulares, novas famílias já cadastradas e selecionadas pelo Incra foram imediatamente assentadas. Entre elas estava o casal Leonel e Lúcia.
Leonel que é presidente do Centro de Desenvolvimento Comunitário. Entidade que congrega 30 agricultores e viabiliza o fornecimento de produtos para a alimentação escolar e a comercialização via Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), operacionalizado pela Conab. Buscando o máximo aproveitamento da produção, o assentado vende até a palha do milho para uma indústria de palhas para cigarros. Na última colheita de milho, ele teve um lucro líquido de R$ 1,8 mil só com a venda da palha. “Meu próximo projeto é plantar quatro mil pés de café. Cana, nem pensar”, comenta.
Por enquanto, Leonel mora em uma casa da agrovila do assentamento, mas está terminando sua casa no lote. A laje está pronta. Falta só instalar as portas e janelas, que já estão compradas. Hoje, ele e a esposa Lúcia se sentem tranquilos e confiantes no futuro. Mas o começo no assentamento foi muito difícil.
Assentados contra o arrendamento
Logo que foi assentado, Leonel chegou a enfrentar ameaças e tentativas de intimidação por parte dos antigos ocupantes dos lotes retomados pelo Incra. Enquanto plantava, Leonel ainda recebia ameaças. “Diziam que iam queimar meu milho. Mas eu plantei mesmo assim e colhi, ninguém queimou.” Ele sempre contou com o apoio do assentado Joaquim Sanches Fernandes, o Joaquinzão, morador de um lote vizinho, que também não se deixou intimidar.
Joaquinzão conta que foi um dos primeiros assentados do Bela Vista a receber proposta de arrendamento para a cana. “O sujeito parou uma caminhonete aqui no lote e perguntou: quer plantar cana aí? Eu falei: não senhor. ‘Por que?’ Eu respondi: Porque aqui não é permitido. Aqui é terra da reforma agrária, não pode arrendar. E não arrendo mesmo. Eu, que já vivi em acampamento, em beira de estrada, vou me arriscar agora a perder minha terra?”
Outro que condena o arrendamento é Antônio Minelvino dos Santos, morador do Bela Vista há mais de 20 anos. “A cana entrou aqui de uma forma muito feia. Não foi o assentado quem plantou e gerenciou. A usina fazia tudo e a pessoa não tinha controle de nada. Não tinha controle do que entrava e saía. Teve caso de gente que arrendava o lote e ia trabalhar por dia no lote dele mesmo. E, ainda por cima, jogou pela janela o dinheiro que recebeu e não teve condições de reformar o lote e produzir”, conta.
O impacto da cana havia sido tão perverso que estava produzindo uma reconcentração fundiária no assentamento: uma única pessoa já havia comprado quatro lotes, cujas divisas foram removidas, convertendo-se em uma monocultura de cana-de-açúcar. Foi essa situação que motivou o pedido de reintegração de posse e a retomada dos lotes pelo Incra. Agora, por meio do trabalho de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater), o órgão vem incentivando o desenvolvimento sustentável e a produção de alimentos no assentamento. E a experiência de Leonel é um exemplo concreto da viabilidade desse modelo produtivo.
Informe do MDA/EcoAgência

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

10% dos grãos do Brasil é perdida entre o campo e os Portos - CenárioMT - O cenário da notícia em Mato Grosso

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10% dos grãos do Brasil é perdida entre o campo e os Portos - CenárioMT - O cenário da notícia em Mato Grosso:

CenárioMT - O cenário da notícia em Mato Grosso

10% dos grãos do Brasil é perdida entre o campo e os Portos
CenárioMT - O cenário da notícia em Mato Grosso
No total, cerca de 16,5 milhões de toneladas de grãos (soja, milho, trigo, arroz e feijão), ou quase R$ 5 bilhões em produtos, será perdido em 2011/12. As perdas de grãos durante a colheita começam quando um 1% estimado da produção é perdida devido a ...

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Enfraquecimento da agricultura familiar compromete sustentabilidade - EPTV

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Enfraquecimento da agricultura familiar compromete sustentabilidade - EPTV:

EPTV

Enfraquecimento da agricultura familiar compromete sustentabilidade
EPTV
Números do Instituto de Economia Agrícola (IEA) comprovam que, ano após ano, a cana para a produção de etanol e açúcar avança sobre os territórios dos 16 municípios atendidos pelo Escritório de Desenvolvimento Rural de Araraquara. ...

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Frutos de uma boa ideia

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O Censo 2010 encontrou nada menos do que 157,1 milhões de brasileiros vivendo em cidades, onde as oportunidades são limitadas e problemas como desemprego e sub-habitação se avolumam

Assinada em junho de 2009 pelo então vice-presidente José Alencar, a lei nº 11.947, conhecida como Lei da Agricultura Familiar, é um exemplo de como ideias aparentemente simples podem substituir subsídios diretos e outras formas de paternalismo, e até mesmo reverter processos sociais que se julgavam inexoráveis, com a formação de cadeias produtivas autossustentáveis em setores essenciais para a sociedade.

A lei tornou obrigatório para Estados e municípios gastar pelo menos 30% do dinheiro repassado para a merenda escolar, por meio do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), com a aquisição direta de alimentos do agricultor familiar ou de suas organizações. Sem aumentar os gastos governamentais com a merenda, gerou-se dessa maneira um mercado cativo para os pequenos produtores rurais, com a vantagem adicional de forçar prefeituras e empresas terceirizadas a adotar produtos "in natura", frescos e nutritivos, na elaboração dos cardápios nas escolas.

Um resultado prático da nova legislação foi relatado aos leitores deste jornal pela repórter Carolina Santana, na edição de ontem ("Do campo para a escola - Região produz 50 t por semana para a merenda", pág. B1). Organizados em sete cooperativas e duas associações, cerca de mil agricultores da região de Sorocaba fornecem frutas, verduras, legumes e mel para cinco municípios. Em sua maioria, são produtores que se encaixam na definição da agricultura familiar. Encontraram na merenda escolar um incentivo financeiro permanente e, no cooperativismo, uma forma de viabilizá-lo.

Os benefícios vão além da geração de renda, já que estimulam a permanência do homem no campo e asseguram a sobrevivência de uma agricultura predominantemente voltada para a produção de alimentos, um dos grandes desafios da humanidade para o Século XXI. O êxodo rural é apontado comumente como origem de inúmeros problemas, mas pouco se fez, objetivamente, para evitá-lo. O resultado chega a ser trágico para a população, sob muitos aspectos. O Censo 2010 encontrou nada menos do que 157,1 milhões de brasileiros vivendo em cidades, onde as oportunidades são limitadas e problemas como desemprego e sub-habitação se avolumam.

No entanto, se o processo parece consolidado e irreversível em municípios como Sorocaba (outrora detentora de um vasto cinturão verde, a cidade conta hoje, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, com 5.138 habitantes na área rural, o que equivale a 0,87% da população total), em outros, como Piedade - onde 28,2 mil dos 52,1 mil habitantes vivem no campo -, ainda há muito a ser preservado, do ponto de vista econômico e social.

Embora ocupe apenas a quinta parte das terras produtivas brasileiras, a agricultura familiar responde por 12 milhões de empregos e 30% da produção agrícola nacional. Sua vocação para a produção de alimentos, entretanto, a diferencia dos gigantes do agronegócio que optam pela monocultura, pelo uso de tecnologia que dispensa mão de obra e pela produção de commodities exportáveis, como cana-de-açúcar. Essa diferença conceitual entre minifúndio e latifúndio faz com que as pequenas unidades respondam, conforme o Ministério da Agricultura, por 70% de todos os alimentos que os brasileiros consomem diariamente.

Ainda que seja apenas pelo aspecto econômico, é importante que a pequena propriedade rural seja estimulada e protegida. Sua função estratégica, do ponto de vista humano, social e até ambiental, torna a busca de soluções para viabilizar a sustentabilidade do pequeno produtor ainda mais necessária.

Jornal Cruzeiro do Sul - Sorocaba

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

AgroCIM - Subsídio da agricultura familiar contempla 20 produtos em fevereiro

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Subsídio da agricultura familiar contempla 20 produtos em fevereiro
Cobertura do Programa de Garantia de Preços para a Agricultura Familiar

Fonte: Agência Brasil


Os agricultores familiares terão, em fevereiro, a cobertura do Programa de Garantia de Preços para a Agricultura Familiar para 20 produtos: açaí (fruto), arroz longo fino em casca, amêndoa de babaçu, banana, borracha natural (extrativista) do bioma Amazônia, borracha natural (heveicultura), cará-inhame, castanha-de-caju, cebola, feijão, leite, mamona, pequi (fruto), fibra de piaçava, sisal, sorgo, tomate, trigo, triticale e umbu (fruto).

O programa de garantia de preços dá um bônus que permite ao agricultor familiar pagar pelos financiamentos de custeio e investimento com desconto, correspondente a diferença entre os preços garantidores e o preço de mercado, nos casos em que o valor do produto financiado esteja abaixo do preço de garantia.

A portaria foi publicada hoje (14) no Diário Oficial da União. Os preços de mercado e o bônus de desconto correspondem ao mês de janeiro de 2011 e têm validade para o período de 10 de fevereiro a 9 de março de 2011.

O produto com maior bônus este mês (65,71%) é a borracha natural do bioma Amazônia no estado do Maranhão. Alguns produtos da sociobiodiversidade também contam com bônus em fevereiro, como o fruto do açaí (13,04% em Rondônia), amêndoa de babaçu (39,04% no Maranhão), pequi (28,57% em Minas Gerais) e fibra de piaçava (38,92% na Bahia).

O bônus do programa é calculado mensalmente pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Os bônus das operações de custeio e investimento ficam limitados a R$ 5 mil anuais por beneficiário do crédito rural.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

AgroCIM - Pavan quer fortalecer a agricultura familiar gaúcha

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03/01/2011 - 15:36:15
Pavan quer fortalecer a agricultura familiar gaúcha
Esse segmento do setor primário cresce de forma exponencial e é importante para o agronegócio

Fonte: Jornal do Comércio

A cada ano que passa, a participação da agricultura familiar na economia do Estado cresce de forma exponencial. Ciente da importância desse segmento do setor primário para o agronegócio gaúcho, o governador Tarso Genro decidiu criar a Secretaria do Desenvolvimento Rural e Cooperativismo, capitaneada pelo deputado estadual Ivar Pavan. Entre as prioridades da nova pasta está o fomento tecnológico das propriedades familiares, o incremento da renda no campo, discussões sobre reforma agrária, temas que estão sendo tomados como desafios pelo secretário.
Jornal do Comércio - Como ficará a divisão de atribuições entre as secretarias com a criação da pasta do Desenvolvimento Rural e Cooperativismo?
Ivar Pavan - Tem muitos temas que estão no agronegócio e na agricultura familiar ao mesmo tempo. Tem interface em várias áreas. Mas não vai haver dificuldades porque o negócio é colocar uma complementando a outra, como no caso do leite, do vinho, do Sistema Único de Atenção à Sanidade Agropecuária (Suasa), apenas alguns exemplos. No entanto, temos áreas como a de qualificação e atualização tecnológica da propriedade que são uma necessidade muito maior da agricultura familiar. Vamos inclusive criar um programa na linha da formação, qualificação profissional do produtor, do crédito, enfim, toda essa parte que entra gestão da propriedade mais específica da agricultura familiar.
JC - Além da questão tecnológica, que outras prioridades o senhor aponta?
Pavan - Renda também é um grande desafio para a agricultura familiar. Claro que todos os produtores estão pleiteando renda, mas no caso dos pequenos serão programas diferenciados, pois é o problema mais grave para os agricultores familiares. Como é o caso dos produtores de leite. Nesse setor tem um grande número de pequenos proprietários que precisam de investimentos pesados, tanto em qualificação quanto em incentivos de crédito, programas especiais de acompanhamento para que os produtores não saiam do mercado. O grande produtor normalmente dispõe de uma tecnologia mais avançada, tem condições de contratar assessoria. Quem precisa de assistência técnica pública é o pequeno agricultor.
JC - Qual seria o papel da Emater no processo de maior qualificação dos produtores?
Pavan - A Emater é um dos grandes instrumentos da extensão rural, mas seria importante promover uma parceria forte entre ela e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), incluindo aí a Fundação Estadual de Pesquisa Agropecuária (Fepagro). Vamos aproveitar a experiência de cooperativas que também tenham assistência técnica, mas o braço principal será a Emater. As nossas escolas técnicas e universidades farão parte dos programas que vamos montar numa linha de qualificação tecnológica dos produtores. Vamos organizar um programa que congregue todos esses atores que estão no campo e têm uma atuação meio dispersa e juntar o conhecimento de cada um para criar um grande programa de qualificação e qualidade dos produtos.
JC - Uma das pautas de destaque desse ano que passou foi sobre a questão ambiental. Como o senhor deve tratar desse tema?
Pavan - Deveríamos pensar numa grande ação, a partir de um conjunto de políticas públicas tanto na parte de tratamento de dejetos, na criação de suínos e gado leiteiro. E ainda há a questão da adequação das propriedades às normas ambientais, que exigem investimentos e melhor qualificação dos produtores.
JC - Como a sua gestão deve enfrentar o problema da seca?
Pavan - Devemos estar cada vez mais preparados para essa questão da estiagem, que se repete mais a cada ano que passa. Mas também temos outras prioridades como a questão da juventude rural. Precisamos fazer grande debate para que o jovem se sinta valorizado no campo e queira continuar, para evitar o esvaziamento, são os temas que nos desfiam para o futuro. Ainda temos questões pontuais que deverão aparecer eventualmente, como as questões indígenas.
JC - Sobre a viabilidade da cana como forma de incremento de renda ao pequeno produtor? A tendência é mesmo deslanchar?
Pavan - Tem que ver a viabilidade econômica da propriedade, para que o produtor se sinta desafiado a entrar numa nova atividade. É preciso observar que, ao fazer um comparativo da produção de cana com soja, milho ou fumo, essas culturas são muito mais rentáveis.
JC - E o tema da reforma agrária?
Pavan - O tema da reforma agrária está sempre na pauta. Vamos ter que continuar em conjunto com o governo federal e o Incra para resolver os problemas dos assentamentos. Hoje o foco está na qualificação dos assentamentos já feitos. Tem muita gente assentada e com dificuldade porque falta infraestrutura, falta escola, falta água. Tudo isso sem esquecer da necessidade de assentar os sem-terra que aí estão.
JC - A reconversão das propriedades de fumo voltou à pauta com o problema do fumo burley. Como será desenvolvida essa questão?
Pavan - Trata-se de uma atividade que vai perdura por décadas ainda, não é questão de curto prazo. A diversificação não é simples. Não é fácil fazer o produtor que tem largo conhecimento na produção de fumo mudar de ramo. No mínimo essa nova atividade tem que ter retorno similar ao fumo e nenhuma outra atividade tem retorno financeiro tão bom quanto o fumo, nem milho, nem soja, leite, fruticultura. Agora com a quebra de safra a tendência é de que melhore ainda mais o preço do fumo, também motivado pela redução do plantio em alguns países. Diversificação é uma palavra fácil de ser dita, mas implementá-la é outro assunto.