terça-feira, 8 de setembro de 2015

Produção de leite está em decadência por desestímulo em Mato Grosso :: Notícias do Agronegócio - AgroOlhar

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Da Redação - Viviane Petroli
Foto: Rafael Manzutti
Produção de leite está em decadência por desestímulo em Mato Grosso
 A produção de leite em Mato Grosso está
em decadência em Mato Grosso devido à falta de estímulo. O baixo preço
pago pelo litro do leite é o principal fator apontado por produtores. Em
junho o preço médio pago ao produtor era de R$ 0,809 centavos, abaixo
dos R$ 0,831 pagos em 2014 pela captação daquele mês.



A cadeia produtiva de Mato Grosso, segundo especialistas da área, passa
por uma situação delicada, visto o segmento estar passando pelo período
da entressafra. “Há dificuldade, hoje, na produção de leite dada a seca
que o estado atravessa neste momento, além disso, o valor pago pelo
litro não está remunerando o produtor, diante todos os gastos que ele
tem para conseguir produzir”, comenta o gestor executivo da Associação
dos Produtores de Leite de Mato Grosso (Aproleite) Carlos Augusto
Zanata.



De acordo com o produtor em Dom Aquino, Valdecio Rezende Fernandes, quem
está na atividade ainda é em decorrência o investimento já realizado e
pela agricultura de subsistência.



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“A produção está em decadência no estado por desestímulo. O preço está
baixo. O Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar
(Pronaf) liberou recursos, porém não deu infraestrutura. O produtor
adquiriu vaca, mas não teve capacitação”, comenta o produtor de Dom
Aquino.



Outro fator que impacta a cadeia produtiva do leite é o consumo “frio”, ou seja, em baixa.



Em Mato Grosso cerca de 51% dos produtores de leite produzem até 50
litros/dia, ou seja, são produtores da agricultura familiar.



A produção no estado é de aproximadamente 780 milhões de litros de leite
ao ano, entorno de 2 milhões de litros por dia. No ranking nacional
Mato Grosso é o oitavo maior produtor.



De acordo com o gestor executivo da Aproleite, Carlos Augusto Zanata, o
custo de produção varia conforme a propriedade, uma vez que na
agricultura familiar não há mão de obra contratada e na pecuária
intensiva se tem contratações e investimentos em tecnologia.



“Mas, o preço médio, se você for contar a depreciação de equipamento,
pelo menos R$ 0,85 centavos é um número que temos de custo e é isso o
que estamos recebendo pelo leite. Hoje, está empatando (custo de
produção e valor recebido) ou pagando para produzir. Conduto, na
situação de seca que estamos é algo momentâneo”, declara Zanata.



Entraves



A nutrição animal é um dos entraves da cadeia produtiva do leite,
seguida da logística e energia, em Mato Grosso. “Para aumentar a
produção é preciso investir em assistência técnica, tecnologia e
principalmente nutrição animal, pois é o nosso gargalo de produção esta
época do ano”, frisa o gestor da Aproleite.





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